Por um pesquisar-EBÓ : o terreiro e as batalhas de Slam como territórios de resistência e cuidado em comunidade a nós-mulheres-negras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Faria, Ursula Ingrid de Souza
Orientador(a): Costa, Luciano Bedin da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Palavras-chave em Espanhol:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/301125
Resumo: Esta dissertação é composta de um prólogo, sete ebós e seis escrevivências. O termo ebó, de origem no idioma yorubá, significa oferenda, sacrifício e troca. O território da pesquisa é decorrente das experiências em comunidade vivenciadas tanto no terreiro quanto em dois coletivos de Slam localizados na cidade de Porto Alegre - RS. A pesquisa-ebó é uma contra metodologia que desenvolvo a partir das memórias da minha avó Joecy de Oxum Pandá e das vivências compartilhadas no terreiro com Ogum Beira Mar, Exú 2 cabeças e Maria Padilha das Almas, entre outras entidades. Escuto a voz dessas entidades e as chamo pra fazer roda de batuque e gira poética nas rodas de slam com minhas manas, minas e monas. A pesquisa-ebó é preparada a partir de uma “lista de feitiços” que traz os ingredientes de preparação de cada um desses ebós, remetendo a outro modo de produzir conhecimento, desde mulheres negras, ativistas, poetas e periféricas. Apostar em uma pesquisa-ebó é jogar luz ao conhecimento ancestral, matar a sede na fonte do saber de terreiro, bem como honrar ativistas negras que lutaram muito antes de nós. Trata-se de um gesto político de pesquisar “a partir de onde está corpo” da pesquisadora, incluindo apenas intelectuais negras e negros. A pesquisa-ebó opera pela opacidade e é uma valorização do saber de terreiro, uma insurgência que contesta o saber eurocêntrico e ocidental presente no interior das universidades, subvertendo não só o modo de escrever, usando uma linguagem a partir do pretuguês, mas também a forma. Operando como uma espécie de contraconclusão da dissertação - e na tentativa, não de concluir, mas de lançar adiante o pensamento - são apresentadas seis escrevivências redigidas por mim e com inspiração direta na literatura de Conceição Evaristo. Mesmo partindo de vivências individuais, nesta dissertação as escrevivências refletem experiências compartilhadas e coletivas.
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A pesquisa-ebó é preparada a partir de uma “lista de feitiços” que traz os ingredientes de preparação de cada um desses ebós, remetendo a outro modo de produzir conhecimento, desde mulheres negras, ativistas, poetas e periféricas. Apostar em uma pesquisa-ebó é jogar luz ao conhecimento ancestral, matar a sede na fonte do saber de terreiro, bem como honrar ativistas negras que lutaram muito antes de nós. Trata-se de um gesto político de pesquisar “a partir de onde está corpo” da pesquisadora, incluindo apenas intelectuais negras e negros. A pesquisa-ebó opera pela opacidade e é uma valorização do saber de terreiro, uma insurgência que contesta o saber eurocêntrico e ocidental presente no interior das universidades, subvertendo não só o modo de escrever, usando uma linguagem a partir do pretuguês, mas também a forma. Operando como uma espécie de contraconclusão da dissertação - e na tentativa, não de concluir, mas de lançar adiante o pensamento - são apresentadas seis escrevivências redigidas por mim e com inspiração direta na literatura de Conceição Evaristo. Mesmo partindo de vivências individuais, nesta dissertação as escrevivências refletem experiências compartilhadas e coletivas.This dissertation is composed of a prologue, seven ebós and six writings. The term ebó, which comes from the Yoruba language, means offering, sacrifice and exchange. The research territory is the result of community experiences lived both in the terreiro and in two slam collectives located in the city of Porto Alegre - RS. The ebó research is a counter-methodology that I develop based on the memories of my grandmother Joecy de Oxum Pandá and the experiences shared in the terreiro with Ogum Beira Mar, Exú 2 cabeças and Maria Padilha das Almas, among other entities. I listen to the voices of these entities and call them to form a batuque circle and poetic circle in the slam circles with my sisters, girls and monas. The ebó research is prepared based on a “spell list” that contains the ingredients for preparing each of these ebós, referring to another way of producing knowledge, from black women, activists, poets and those from the outskirts. Investing in an ebó research is to shed light on ancestral knowledge, quenching thirst at the source of terreiro knowledge, as well as honoring black activists who fought long before us. It is a political gesture of researching “from where the body is” of the researcher, including only black intellectuals. The ebó research operates through opacity and is a valorization of terreiro knowledge, an insurgency that contests the Eurocentric and Western knowledge present within universities, subverting not only the way of writing, using a language based on Portuguese, but also the form. Operating as a kind of counter-conclusion to the dissertation - and in an attempt, not to conclude, but to move forward with the thought - six writings written by me and directly inspired by the literature of Conceição Evaristo are presented. Even though they are based on individual experiences, in this dissertation the writings reflect shared and collective experiences.Esta disertación está compuesta por un prólogo, siete ebós y seis escritos. El término ebó, originario de la lengua yoruba, significa ofrenda, sacrificio e intercambio. El territorio de investigación es resultado de las experiencias comunitarias vividas tanto en el terreiro como en dos colectivos Slam ubicados en la ciudad de Porto Alegre - RS. Ebó-investigación es una contrametodología que desarrollé a partir de los recuerdos de mi abuela Joecy de Oxum Pandá y las experiencias compartidas en el terreiro con Ogum Beira Mar, Exú 2 cabezas y Maria Padilha das Almas, entre otras entidades. Escucho las voces de estas entidades y las llamo a hacer círculos de batuque y giros poéticos en círculos de Slam con mis hermanas, minas y monas. La investigación del ebó se elabora en base a una “lista de hechizos” que contiene los ingredientes de preparación de cada uno de estos ebós, haciendo referencia a otra forma de producir conocimiento, de mujeres negras, activistas, poetas y gente periférica. Invertir en la investigación del ebó arroja luz sobre el conocimiento ancestral, saciando nuestra sed en la fuente del conocimiento del terreiro, además de honrar a los activistas negros que lucharon mucho antes que nosotros. Se trata de un gesto político de investigar “desde donde está el cuerpo del investigador”, incluyendo sólo a intelectuales negros y negros. La investigación de Ebó opera a través de la opacidad y es una apreciación del conocimiento terreiro, una insurgencia que cuestiona el conocimiento eurocéntrico y occidental presente en las universidades, subvirtiendo no sólo la forma de escribir, utilizando una lengua basada en el portugués, sino también la forma. Operando como una especie de contraconclusión de la disertación - y en un intento, no de concluir, sino de hacer avanzar el pensamiento - se presentan seis ensayos escritos por mí y con inspiración directa de la literatura de Conceição Evaristo. Incluso partiendo de experiencias individuales, en esta disertación los escritos reflejan experiencias compartidas y colectivas.application/pdfporMulher negraResistênciaCuidadosTerreiroEscrevivênciaCultura afro-brasileiraRacismoSlamQuilomboTerreiroBlack womenResistanceCommunity careGolpeQuilomboTerreroMujeres negrasResistenciaCuidado comunitarioPor um pesquisar-EBÓ : o terreiro e as batalhas de Slam como territórios de resistência e cuidado em comunidade a nós-mulheres-negrasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de PsicologiaPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Social e InstitucionalPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001255026.pdf.txt001255026.pdf.txtExtracted Texttext/plain257968http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301125/2/001255026.pdf.txt73ca3b43561b6bfe33e579e9488a9ce3MD52ORIGINAL001255026.pdfTexto completoapplication/pdf15341352http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301125/1/001255026.pdf4a728056784831c9951714687b959104MD5110183/3011252026-02-11 09:03:39.295582oai:www.lume.ufrgs.br:10183/301125Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-02-11T11:03:39Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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