Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Arthur De Lima [UNESP]
Orientador(a): Coan, Alessandra Ike [UNESP], Oliveira, Marcelo Trovó Lopes de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/204701
Resumo: Eriocaulaceae emerge como grupo-irmão de Xyridaceae em Poales, sendo caracterizada por possuir flores geralmente unissexuadas dispostas em inflorescências capituliformes. Eriocaulaceae inclui cerca de 1200 espécies distribuídas em duas subfamílias, Eriocauloideae e Paepalanthoideae. Estudos morfológicos, anatômicos e ontogenéticos têm auxiliado no entendimento da relação entre gêneros e espécies de Eriocaulaceae, bem como da origem e função de suas estruturas florais. Contudo, estudos em grupos-chave, especialmente nos gêneros de Eriocauloideae, são necessários para compreender a evolução floral na família. A tese teve como objetivos estudar o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocauloideae e compará-los com os dados disponíveis para Paepalanthoideae e Xyridaceae, buscando levantar caracteres com valor sistemático e evolutivo. No Capítulo 1, foi estudada a morfologia, anatomia e vascularização floral de Mesanthemum radicans. Mesanthemum distingue-se por possuir pétalas com três feixes vasculares em vez de um. As peças florais neste gênero crescem congestas, restringindo a fusão completa das pétalas, que são livres na base e unidas da região mediana até o ápice. Além disso, a falta de espaço nas flores resulta em estames externos mais curtos que os internos, provavelmente um passo em direção à perda do verticilo externo em Paepalanthoideae. No Capítulo 2, foi estudado o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocaulon. Eriocaulon possui grande diversidade floral devido a diferentes graus de redução e fusão de peças do perianto. O desenvolvimento floral de Eriocaulaceae e Xyridaceae e a otimização de caracteres morfológicos indicam que Eriocaulaceae deriva de um ancestral com flores bissexuadas, dois verticilos de estames e gineceu semelhante ao de outras Poales. O primeiro passo em direção às flores de Eriocaulaceae foi o aparecimento de flores unissexuadas com carpelódios nectaríferos nas flores estaminadas. Em seguida, em Eriocauloideae, surgiram glândulas nas pétalas. Em Paepalanthoideae, o verticilo externo de estames foi perdido, os ápices dos carpelos se modificaram em ramos nectaríferos, e as margens dos carpelos tornaram-se ramos estigmáticos comissurais. Por fim, os resultados apresentados na tese contribuem para o entendimento da evolução floral em Poales e reforçam a necessidade de estudos comparativos em outros grupos de plantas.
id UNSP_23e1b04cd06f48ed0ddf76330aaf53af
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/204701
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Silva, Arthur De Lima [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Caetano, Ana Paula de SouzaOttra, Juliana Hanna Leite ElAlves, Marccus Vinícius da SilvaWatanabe, Maurício Takashi CoutinhoCoan, Alessandra Ike [UNESP]Oliveira, Marcelo Trovó Lopes de2021-05-19T14:19:28Z2021-05-19T14:19:28Z2021-05-03http://hdl.handle.net/11449/20470133004137005P6Eriocaulaceae emerge como grupo-irmão de Xyridaceae em Poales, sendo caracterizada por possuir flores geralmente unissexuadas dispostas em inflorescências capituliformes. Eriocaulaceae inclui cerca de 1200 espécies distribuídas em duas subfamílias, Eriocauloideae e Paepalanthoideae. Estudos morfológicos, anatômicos e ontogenéticos têm auxiliado no entendimento da relação entre gêneros e espécies de Eriocaulaceae, bem como da origem e função de suas estruturas florais. Contudo, estudos em grupos-chave, especialmente nos gêneros de Eriocauloideae, são necessários para compreender a evolução floral na família. A tese teve como objetivos estudar o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocauloideae e compará-los com os dados disponíveis para Paepalanthoideae e Xyridaceae, buscando levantar caracteres com valor sistemático e evolutivo. No Capítulo 1, foi estudada a morfologia, anatomia e vascularização floral de Mesanthemum radicans. Mesanthemum distingue-se por possuir pétalas com três feixes vasculares em vez de um. As peças florais neste gênero crescem congestas, restringindo a fusão completa das pétalas, que são livres na base e unidas da região mediana até o ápice. Além disso, a falta de espaço nas flores resulta em estames externos mais curtos que os internos, provavelmente um passo em direção à perda do verticilo externo em Paepalanthoideae. No Capítulo 2, foi estudado o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocaulon. Eriocaulon possui grande diversidade floral devido a diferentes graus de redução e fusão de peças do perianto. O desenvolvimento floral de Eriocaulaceae e Xyridaceae e a otimização de caracteres morfológicos indicam que Eriocaulaceae deriva de um ancestral com flores bissexuadas, dois verticilos de estames e gineceu semelhante ao de outras Poales. O primeiro passo em direção às flores de Eriocaulaceae foi o aparecimento de flores unissexuadas com carpelódios nectaríferos nas flores estaminadas. Em seguida, em Eriocauloideae, surgiram glândulas nas pétalas. Em Paepalanthoideae, o verticilo externo de estames foi perdido, os ápices dos carpelos se modificaram em ramos nectaríferos, e as margens dos carpelos tornaram-se ramos estigmáticos comissurais. Por fim, os resultados apresentados na tese contribuem para o entendimento da evolução floral em Poales e reforçam a necessidade de estudos comparativos em outros grupos de plantas.Eriocaulaceae belongs to Poales emerging as a sister group of Xyridaceae, being distinguished by their usually unisexual flowers arranged in bisexual capituliform inflorescences. Eriocaulaceae comprises ca. 1,200 species distributed in two subfamilies, Eriocauloideae and Paepalanthoideae. Morphological, anatomical, and developmental studies have helped to understand the relationship between genera and species of Eriocaulaceae, as well as the origin and function of floral structures. However, studies on key groups, especially in the genera belonging to Eriocauloideae, are still needed to understand the floral evolution in the family. This thesis investigated the floral development, anatomy, and vasculature of species of Eriocauloideae and compared them with the data available for Paepalanthoideae and Xyridaceae to find characters of systematic and evolutionary significance. In Chapter 1, the floral morphology, anatomy, and vasculature of Mesanthemum radicans are presented. Mesanthemum is distinguishable by its petals with three vascular bundles, instead of one. In this genus, the floral parts grow tightly packed, constraining the complete fusion of petals, which are free at their base and fused from the middle region up to the apex. Besides, the lack of space in the flowers results in outer stamens shorter than the inner ones. This may indicate a pathway toward the loss of the outer stamens in Paepalanthoideae. In Chapter 2, the floral development, anatomy, and vasculature of species of Eriocaulon are presented. Eriocaulon has great floral diversity due to distinct degrees of perianth reduction and fusion. The floral development of Eriocaulaceae and Xyridaceae and the optimization of morphological characters indicate that Eriocaulaceae derive from an ancestor with bisexual flowers, two stamen whorls, and gynoecium like that of other Poales. The first step toward the flowers of Eriocaulaceae was the shift to unisexuality and the appearance of nectariferous carpellodes in the staminate flowers. After that, petal glands appeared in Eriocauloideae. In Paepalanthoideae, the outer stamen whorl was lost, the carpel apices developed into nectariferous branches, and the carpel margins became commissural stigmatic branches. Finally, the results presented in the thesis helped to understand the floral evolution in Poales and stress the importance of comparative studies in other groups of plants.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CNPQ: 140014/2017-9CAPES: 001porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)CarpelódiosEriocauloideaeEriocaulonEvolução floralGlândulas nectaríferasMesanthemumMonocotiledôneasNectáriosPaepalanthoideaeXyridaceaexyrídiasCarpellodesFloral evolutionMonocotyledonsNectariesNectariferous glandsXyridsDesenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)Floral development, anatomy and vasculature: implications to the evolution of Eriocaulaceae (Poales)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPCiências Biológicas (Biologia Vegetal) - IBRCBiologia vegetalAnatomia de órgãos vegetativos e reprodutivosUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Rio Claro24 meses após a data da defesaBanca públicaPublicationeecebc66-0524-4365-8462-6103e1c979devirtual::251576-1eecebc66-0524-4365-8462-6103e1c979devirtual::251576-1b8b73d35-6061-4263-9f1e-2520e6d6a235virtual::255579-1b8b73d35-6061-4263-9f1e-2520e6d6a235virtual::255579-1THUMBNAILsilva_al_dr_rcla_par.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2024-01-01T06:19:18Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2571https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c80645d5-55a6-4f51-ba8d-1d2fa3cfc689/download1c9a3d2c279b4b74c500cf81b33b6836MD58falseAnonymousREADsilva_al_dr_rcla_int.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2024-01-01T06:19:19Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg4195https://repositorio.unesp.br/bitstreams/27a6c533-dfd3-47e1-ad28-f2a52314a64d/download8b00b14ee66b0a779087618b60b4caa4MD510falseAnonymousREADORIGINALsilva_al_dr_rcla_par.pdfsilva_al_dr_rcla_par.pdfapplication/pdf732160https://repositorio.unesp.br/bitstreams/cae8be21-dd53-47a9-8c00-76ded1f60ef5/download874f549fe17f1277f6aa8715e30329baMD55trueAnonymousREADsilva_al_dr_rcla_int.pdfsilva_al_dr_rcla_int.pdfapplication/pdf7484908https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0133dd9d-b9c9-4cf6-a730-ee9845087bfb/download2f5ee3458e2a5ca603c7fa7860fee70eMD56falseAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-83065https://repositorio.unesp.br/bitstreams/77dfc1aa-1a3e-4834-a3ac-0cdfa20e9f90/download6dda90fe5912b0ec9a776b2cd53b10bcMD54falseAnonymousREADTEXTsilva_al_dr_rcla_par.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2024-01-01T06:19:17Z (GMT).Extracted texttext/plain53439https://repositorio.unesp.br/bitstreams/7b0d0f31-33e1-450e-956e-24e2a5bab085/downloaddf48ac5b3b2b1d8657f393a63f6cd6d3MD57falseAnonymousREADsilva_al_dr_rcla_int.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2024-01-01T06:19:19Z (GMT).Extracted texttext/plain101485https://repositorio.unesp.br/bitstreams/f88dab54-1124-4a77-bd73-ca132f18ed39/downloadcb21f67d8fb10538a7815b605db03ac5MD59falseAnonymousREAD11449/2047012026-04-24T05:06:54.645836Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/204701https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-04-24T05:06:54Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)falseTElDRU7Dh0EgUEFSQSBBIERJU1BPTklCSUxJWkHDh8ODTyBPTkxJTkUgREUgRElTU0VSVEHDh8ODTyBPVSBERSBURVNFIFNVQk1FVElEQSBBTyBSRVBPU0lUw5NSSU8gSU5TVElUVUNJT05BTCBVTkVTUA0KDQoxLiBBbyBjb25jb3JkYXIgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGV1LCBBcnRodXIgZGUgTGltYSBTaWx2YSAoYXJ0aHVyLnNpbHZhQHVuZXNwLmJyKSwgcmVzcG9uc8OhdmVsIHBlbG8gdHJhYmFsaG8g4oCcRGVzZW52b2x2aW1lbnRvLCBhbmF0b21pYSBlIHZhc2N1bGFyaXphw6fDo28gZmxvcmFsOiBpbXBsaWNhw6fDtWVzIG5hIGV2b2x1w6fDo28gZGUgRXJpb2NhdWxhY2VhZSAoUG9hbGVzKeKAnSBwb3IgbWltIHN1Ym1ldGlkbyBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBVTkVTUCBlIGRlc2Vudm9sdmlkbyBubyDDom1iaXRvIGRlIHVtIGRvcyBwcm9ncmFtYXMgZGUgcMOzcy1ncmFkdWHDp8OjbyBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRXN0YWR1YWwgUGF1bGlzdGEg4oCcSsO6bGlvIGRlIE1lc3F1aXRhIEZpbGhv4oCdIChVTkVTUCk6DQoNCmEpIGF0ZXN0byBzZXIgbyByZXNwb25zw6F2ZWwgbGVnYWwgcGVsbyB0cmFiYWxobyBzdWJtZXRpZG8gZSBwZWxvcyBkYWRvcyBpbmZvcm1hZG9zIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOw0KDQpiKSBhdGVzdG8gcXVlIG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UgbGVpcyBkZSBkaXJlaXRvIGF1dG9yYWw7DQoNCmMpIGF0ZXN0byBxdWUgbyB0cmFiYWxobyBzdWJtZXRpZG8gbsOjbyBjb250w6ltIHF1YWxxdWVyIGluZm9ybWHDp8OjbyBjb25maWRlbmNpYWwgbWluaGEgb3UgZGUgdGVyY2Vpcm9zOw0KDQpkKSBhdGVzdG8gcXVlLCBzZSBvYnRpdmUgZmluYW5jaWFtZW50byBwYXJhIG8gZGVzZW52b2x2aW1lbnRvIGRvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbywgaW5mb3JtZWkgYSBhZ8OqbmNpYSBkZSBmb21lbnRvIGUgbyBuw7ptZXJvIGRvIGZpbmFuY2lhbWVudG8gZHVyYW50ZSBhIHN1Ym1pc3PDo287DQoNCmUpIGF0ZXN0byBxdWUgYSB2ZXJzw6NvIGRvIHRyYWJhbGhvIHByZXNlbnRlIG5vIGFycXVpdm8gc3VibWV0aWRvIMOpIGEgdmVyc8OjbyBkZWZpbml0aXZhIHF1ZSBpbmNsdWkgYXMgYWx0ZXJhw6fDtWVzIGRlY29ycmVudGVzIGRhIGRlZmVzYSwgc2UgaG91dmUgYWxndW1hOw0KDQpmKSBhdGVzdG8gcXVlIGEgdmVyc8OjbyBkbyB0cmFiYWxobyBwcmVzZW50ZSBubyBhcnF1aXZvIHN1Ym1ldGlkbyBzZXLDoSBhIG1lc21hIHZlcnPDo28gaW1wcmVzc2EgZW50cmVndWUgbmEgU2XDp8OjbyBUw6ljbmljYSBkZSBQw7NzLUdyYWR1YcOnw6NvIGNvbSBhIHF1YWwgbyBwcm9ncmFtYSBkZSBww7NzLWdyYWR1YcOnw6NvIGVtIHF1ZSBvIHRyYWJhbGhvIGZvaSBkZXNlbnZvbHZpZG8gZXN0w6EgdmluY3VsYWRvOw0KDQpnKSBjb25jZWRvIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gbyBkaXJlaXRvIG7Do28gZXhjbHVzaXZvIGRlIGRpc3BvbmliaWxpemFyLCBkZSBjb3BpYXIgZSBkZSBkaXN0cmlidWlyLCBwb3IgbWVpbyBkZSBzZXVzIGFtYmllbnRlcyBpbnN0aXR1Y2lvbmFpcyBkZSBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8gb3UgYWJlcnRvIGFvIHDDumJsaWNvIGdlcmFsLCBzZW0gcmVzc2FyY2ltZW50byBkZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgbyB0cmFiYWxobyBzdWJtZXRpZG8gZSBvcyBkYWRvcyBpbmZvcm1hZG9zIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvOw0KDQpoKSBjb25jZWRvIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gbyBkaXJlaXRvIG7Do28gZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlYWxpemFyIHF1YWlzcXVlciBhbHRlcmHDp8O1ZXMgbmEgbcOtZGlhIG91IG5vIGZvcm1hdG8gZG8gYXJxdWl2byBwYXJhIHByb3DDs3NpdG9zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28gZGlnaXRhbCwgZGUgYWNlc3NpYmlsaWRhZGUgZSBkZSBtZWxob3IgaWRlbnRpZmljYcOnw6NvIGRvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbywgZGVzZGUgcXVlIG7Do28gc2VqYSBhbHRlcmFkbyBzZXUgY29udGXDumRvIGludGVsZWN0dWFsLg0KDQoyLiBBIFVuaXZlcnNpZGFkZSBFc3RhZHVhbCBQYXVsaXN0YSDigJxKw7psaW8gZGUgTWVzcXVpdGEgRmlsaG/igJ0gc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhOg0KDQphKSBmb3JuZWNlciB1bWEgaWRlbnRpZmljYcOnw6NvIGNsYXJhIGRvIG5vbWUgZG8gYXV0b3IgZHVyYW50ZSBhIGRpc3BvbmliaWxpemHDp8OjbywgZW0gYW1iaWVudGUgaW5zdGl0dWNpb25hbCwgZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvOw0KDQpiKSBzZSBuZWNlc3PDoXJpbywgcmVhbGl6YXIgYWx0ZXJhw6fDtWVzIG5vcyBkYWRvcyBpbmZvcm1hZG9zIGR1cmFudGUgYSBzdWJtaXNzw6NvIHBhcmEgcXVlIG1lbGhvciByZXByZXNlbnRlbSBlIGlkZW50aWZpcXVlbSBvIHRyYWJhbGhvIHNlbSwgbm8gZW50YW50bywgY29tcHJvbWV0ZXIgc2V1IGNvbnRlw7pkbyBpbnRlbGVjdHVhbDsNCg0KYykgcmVzcGVpdGFyIGEgZGVjaXPDo28gZG8gYXV0b3Igc29icmUgYSB2ZXJzw6NvIHF1ZSBkZXZlcsOhIHNlciBkaXNwb25pYmlsaXphZGEgaW1lZGlhdGFtZW50ZSBhcMOzcyBvIGFjZWl0ZSBkYSBzdWJtaXNzw6NvLCBzZWphIGVsYSBhIHZlcnPDo28gaW50ZWdyYWwgb3UgcGFyY2lhbDsNCg0KZCkgcmVzcGVpdGFyIG8gcHJhem8gZGVmaW5pZG8gcGVsbyBhdXRvciBwYXJhIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YcOnw6NvIGRvIGNvbnRlw7pkbyBpbnRlZ3JhbCwgY2FzbyBvIGF1dG9yIHRlbmhhIG9wdGFkbyBwZWxhIGRpc3BvbmliaWxpemHDp8OjbyBpbWVkaWF0YSBhcGVuYXMgZG8gY29udGXDumRvIHBhcmNpYWwgZSBvIHByYXpvIGRlZmluaWRvIGVzdGVqYSBkZW50cm8gZGUgMiAoZG9pcykgYW5vcyBhcMOzcyBhIGRlZmVzYTsNCg0KZSkgbsOjbyByZWFsaXphciBhbHRlcmHDp8O1ZXMgbm8gYXJxdWl2byBlbnZpYWRvIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGRlc2NyaXRhcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4NCg0KU8OjbyBQYXVsbywgVHVlIE1heSAxOCAxNjozMToxMyBCUlQgMjAyMS4=
dc.title.pt.fl_str_mv Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Floral development, anatomy and vasculature: implications to the evolution of Eriocaulaceae (Poales)
title Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
spellingShingle Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
Silva, Arthur De Lima [UNESP]
Carpelódios
Eriocauloideae
Eriocaulon
Evolução floral
Glândulas nectaríferas
Mesanthemum
Monocotiledôneas
Nectários
Paepalanthoideae
Xyridaceae
xyrídias
Carpellodes
Floral evolution
Monocotyledons
Nectaries
Nectariferous glands
Xyrids
title_short Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
title_full Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
title_fullStr Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
title_full_unstemmed Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
title_sort Desenvolvimento, anatomia e vascularização floral: implicações na evolução de Eriocaulaceae (Poales)
author Silva, Arthur De Lima [UNESP]
author_facet Silva, Arthur De Lima [UNESP]
author_role author
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv Caetano, Ana Paula de Souza
Ottra, Juliana Hanna Leite El
Alves, Marccus Vinícius da Silva
Watanabe, Maurício Takashi Coutinho
dc.contributor.author.fl_str_mv Silva, Arthur De Lima [UNESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Coan, Alessandra Ike [UNESP]
Oliveira, Marcelo Trovó Lopes de
contributor_str_mv Coan, Alessandra Ike [UNESP]
Oliveira, Marcelo Trovó Lopes de
dc.subject.por.fl_str_mv Carpelódios
Eriocauloideae
Eriocaulon
Evolução floral
Glândulas nectaríferas
Mesanthemum
Monocotiledôneas
Nectários
Paepalanthoideae
Xyridaceae
xyrídias
topic Carpelódios
Eriocauloideae
Eriocaulon
Evolução floral
Glândulas nectaríferas
Mesanthemum
Monocotiledôneas
Nectários
Paepalanthoideae
Xyridaceae
xyrídias
Carpellodes
Floral evolution
Monocotyledons
Nectaries
Nectariferous glands
Xyrids
dc.subject.eng.fl_str_mv Carpellodes
Floral evolution
Monocotyledons
Nectaries
Nectariferous glands
Xyrids
description Eriocaulaceae emerge como grupo-irmão de Xyridaceae em Poales, sendo caracterizada por possuir flores geralmente unissexuadas dispostas em inflorescências capituliformes. Eriocaulaceae inclui cerca de 1200 espécies distribuídas em duas subfamílias, Eriocauloideae e Paepalanthoideae. Estudos morfológicos, anatômicos e ontogenéticos têm auxiliado no entendimento da relação entre gêneros e espécies de Eriocaulaceae, bem como da origem e função de suas estruturas florais. Contudo, estudos em grupos-chave, especialmente nos gêneros de Eriocauloideae, são necessários para compreender a evolução floral na família. A tese teve como objetivos estudar o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocauloideae e compará-los com os dados disponíveis para Paepalanthoideae e Xyridaceae, buscando levantar caracteres com valor sistemático e evolutivo. No Capítulo 1, foi estudada a morfologia, anatomia e vascularização floral de Mesanthemum radicans. Mesanthemum distingue-se por possuir pétalas com três feixes vasculares em vez de um. As peças florais neste gênero crescem congestas, restringindo a fusão completa das pétalas, que são livres na base e unidas da região mediana até o ápice. Além disso, a falta de espaço nas flores resulta em estames externos mais curtos que os internos, provavelmente um passo em direção à perda do verticilo externo em Paepalanthoideae. No Capítulo 2, foi estudado o desenvolvimento, a anatomia e a vascularização floral de espécies de Eriocaulon. Eriocaulon possui grande diversidade floral devido a diferentes graus de redução e fusão de peças do perianto. O desenvolvimento floral de Eriocaulaceae e Xyridaceae e a otimização de caracteres morfológicos indicam que Eriocaulaceae deriva de um ancestral com flores bissexuadas, dois verticilos de estames e gineceu semelhante ao de outras Poales. O primeiro passo em direção às flores de Eriocaulaceae foi o aparecimento de flores unissexuadas com carpelódios nectaríferos nas flores estaminadas. Em seguida, em Eriocauloideae, surgiram glândulas nas pétalas. Em Paepalanthoideae, o verticilo externo de estames foi perdido, os ápices dos carpelos se modificaram em ramos nectaríferos, e as margens dos carpelos tornaram-se ramos estigmáticos comissurais. Por fim, os resultados apresentados na tese contribuem para o entendimento da evolução floral em Poales e reforçam a necessidade de estudos comparativos em outros grupos de plantas.
publishDate 2021
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2021-05-19T14:19:28Z
dc.date.available.fl_str_mv 2021-05-19T14:19:28Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2021-05-03
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/11449/204701
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004137005P6
url http://hdl.handle.net/11449/204701
identifier_str_mv 33004137005P6
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/c80645d5-55a6-4f51-ba8d-1d2fa3cfc689/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/27a6c533-dfd3-47e1-ad28-f2a52314a64d/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/cae8be21-dd53-47a9-8c00-76ded1f60ef5/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/0133dd9d-b9c9-4cf6-a730-ee9845087bfb/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/77dfc1aa-1a3e-4834-a3ac-0cdfa20e9f90/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/7b0d0f31-33e1-450e-956e-24e2a5bab085/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/f88dab54-1124-4a77-bd73-ca132f18ed39/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 1c9a3d2c279b4b74c500cf81b33b6836
8b00b14ee66b0a779087618b60b4caa4
874f549fe17f1277f6aa8715e30329ba
2f5ee3458e2a5ca603c7fa7860fee70e
6dda90fe5912b0ec9a776b2cd53b10bc
df48ac5b3b2b1d8657f393a63f6cd6d3
cb21f67d8fb10538a7815b605db03ac5
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878344051167592448