Descontinuidades do regionalismo sul-americano: os atores brasileiros e o Mercosul
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/317178 |
Resumo: | A presente tese investiga o Mercosul e as razões para a descontinuidade da agenda social e participativa do ciclo pós-hegemônico, em um contexto regional marcado por experiências sobrepostas e descontínuas. O objetivo central é compreender por que o regionalismo consensualizado nos anos 2000 não se sustentou política e socialmente na década seguinte, analisando as instâncias de participação, mapeando os principais atores sociais e econômicos brasileiros engajados, como as confederações patronais, as centrais sindicais, as organizações do campo, e organizações não governamentais, suas percepções da integração regional, e as agendas prioritárias que construíram. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa, utilizando o Mercosul como estudo de caso e focando em atores brasileiros. Incluiu revisão bibliográfica e documental, além de análise de conteúdo qualitativa e quantitativa de atas e anexos de reuniões dos mecanismos de participação social do Mercosul (FCES, SGT-10, REAF e RMAAM), segmentada em três períodos históricos (1990s-2002, 2003-2015, 2016-2024). A pesquisa também envolveu entrevistas semiestruturadas em profundidade com representantes dos atores brasileiros. Os resultados apontam que os mecanismos e as agendas dos anos 2000 não se sustentaram por terem sido intencionalmente implementados em institucionalidades flexíveis e de baixo poder vinculante, sem expectativas de mudança no processo decisório regional, revelando sua natureza de projeto conjuntural. A análise demonstrou que atores econômicos priorizam a liberalização comercial e a flexibilização tarifária, buscando inserção global e ganhos tangíveis. Em contraste, atores sociais, como as centrais sindicais, os movimentos do campo e as ONGs, defendem uma integração mais ampla, com foco em direitos sociais e desenvolvimento produtivo, mas enfrentam barreiras significativas de participarem da agenda central do bloco. Concluiu-se que a resiliência do Mercosul não advém de sua solidez institucional, mas de sua capacidade de acomodar interesses conflitantes sem resolvê-los. A participação social, embora valorizada para a legitimidade, permanece secundária e consultiva, limitada por fatores como financiamento, transparência e poder decisório. As crises do bloco são, paradoxalmente, o sucesso de sua função primordial de gerir conflitos, mantendo um equilíbrio favorável às elites dominantes, em um modelo de regionalismo líquido que se adapta às oscilações políticas sem rupturas estruturais. |
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Descontinuidades do regionalismo sul-americano: os atores brasileiros e o MercosulDiscontinuities in South American regionalism: Brazilian Actors and MercosurDiscontinuidades en el regionalismo sudamericano: actores brasileños y MercosurMercosulRegionalismo sul-americanoAtores sociaisAtores econômicosParticipação socialInstitucionalidadeAgendaMercosurSouth American regionalismSocial actorsEconomic actorsInstitutionalitySocial participationAgendaRegionalismo sudamericanoActores socialesActores económicosParticipación socialAgendaA presente tese investiga o Mercosul e as razões para a descontinuidade da agenda social e participativa do ciclo pós-hegemônico, em um contexto regional marcado por experiências sobrepostas e descontínuas. O objetivo central é compreender por que o regionalismo consensualizado nos anos 2000 não se sustentou política e socialmente na década seguinte, analisando as instâncias de participação, mapeando os principais atores sociais e econômicos brasileiros engajados, como as confederações patronais, as centrais sindicais, as organizações do campo, e organizações não governamentais, suas percepções da integração regional, e as agendas prioritárias que construíram. Metodologicamente, a pesquisa é qualitativa, utilizando o Mercosul como estudo de caso e focando em atores brasileiros. Incluiu revisão bibliográfica e documental, além de análise de conteúdo qualitativa e quantitativa de atas e anexos de reuniões dos mecanismos de participação social do Mercosul (FCES, SGT-10, REAF e RMAAM), segmentada em três períodos históricos (1990s-2002, 2003-2015, 2016-2024). A pesquisa também envolveu entrevistas semiestruturadas em profundidade com representantes dos atores brasileiros. Os resultados apontam que os mecanismos e as agendas dos anos 2000 não se sustentaram por terem sido intencionalmente implementados em institucionalidades flexíveis e de baixo poder vinculante, sem expectativas de mudança no processo decisório regional, revelando sua natureza de projeto conjuntural. A análise demonstrou que atores econômicos priorizam a liberalização comercial e a flexibilização tarifária, buscando inserção global e ganhos tangíveis. Em contraste, atores sociais, como as centrais sindicais, os movimentos do campo e as ONGs, defendem uma integração mais ampla, com foco em direitos sociais e desenvolvimento produtivo, mas enfrentam barreiras significativas de participarem da agenda central do bloco. Concluiu-se que a resiliência do Mercosul não advém de sua solidez institucional, mas de sua capacidade de acomodar interesses conflitantes sem resolvê-los. A participação social, embora valorizada para a legitimidade, permanece secundária e consultiva, limitada por fatores como financiamento, transparência e poder decisório. As crises do bloco são, paradoxalmente, o sucesso de sua função primordial de gerir conflitos, mantendo um equilíbrio favorável às elites dominantes, em um modelo de regionalismo líquido que se adapta às oscilações políticas sem rupturas estruturais.This thesis investigates Mercosur and the reasons for the discontinuity of its social and participatory agenda of the post-hegemonic cycle, in a regional context marked by overlapping and discontinuous experiences. The central objective is to understand why the consensual regionalism of the 2000s was not politically and socially sustained in the following decade, by analyzing the instances of participation, mapping the main Brazilian social and economic actors involved — such as business confederations, trade union centrals, rural organizations, and non-governmental organizations — their perceptions of regional integration, and the priority agendas they constructed. Methodologically, the research is qualitative, using Mercosur as a case study and focusing on Brazilian actors. It included a literature and documentary review, as well as qualitative and quantitative content analysis of minutes and annexes from meetings of Mercosur's social participation mechanisms (FCES, SGT-10, REAF, and RMAAM), segmented into three historical periods (1990s–2002, 2003–2015, 2016–2024). The research also involved in-depth semi-structured interviews with representatives of Brazilian actors. Results indicate that the mechanisms and agendas of the 2000s were not sustained because they were intentionally implemented in flexible institutional frameworks with low binding power, without expectations of changing the regional decision-making process, revealing their nature as a conjunctural project. The analysis showed that economic actors prioritize trade liberalization and tariff flexibility, seeking global integration and tangible gains. In contrast, social actors, such as trade union centrals, rural movements, and NGOs, advocate for a broader integration focused on social rights and productive development but face significant barriers to participating in the bloc's central agenda. It was concluded that Mercosur's resilience does not stem from its institutional solidity but from its ability to accommodate conflicting interests without resolving them. Social participation, although valued for legitimacy, remains secondary and consultative, limited by factors such as funding, transparency, and decision-making power. The bloc's crises are, paradoxically, the success of its primary function of managing conflicts, maintaining a balance favorable to the dominant elites in a model of liquid regionalism that adapts to political fluctuations without structural ruptures.La presente tesis investiga el Mercosur y las razones de la discontinuidad de la agenda social y participativa del ciclo poshegemónico, en un contexto regional marcado por experiencias superpuestas y discontinuas. El objetivo central es comprender por qué el regionalismo consensuado en los años 2000 no se sostuvo política y socialmente en la década siguiente, analizando las instancias de participación, mapeando los principales actores sociales y económicos brasileños involucrados, como las confederaciones patronales, las centrales sindicales, las organizaciones del campo y las organizaciones no gubernamentales, sus percepciones de la integración regional y las agendas prioritarias que construyeron. Metodológicamente, la investigación es cualitativa, utilizando el Mercosur como estudio de caso y centrándose en actores brasileños. Incluyó una revisión bibliográfica y documental, además de un análisis de contenido cualitativo y cuantitativo de actas y anexos de reuniones de los mecanismos de participación social del Mercosur (FCES, SGT-10, REAF y RMAAM), segmentada en tres períodos históricos (1990s-2002, 2003-2015, 2016-2024). La investigación también incluyó entrevistas semiestructuradas en profundidad con representantes de los actores brasileños. Los resultados señalan que los mecanismos y agendas de los años 2000 no se sostuvieron por haber sido implementados intencionalmente en institucionalidades flexibles y de bajo poder vinculante, sin expectativas de cambio en el proceso decisorio regional, revelando su naturaleza de proyecto coyuntural. El análisis demostró que los actores económicos priorizan la liberalización comercial y la flexibilización arancelaria, buscando la inserción global y ganancias tangibles. En contraste, los actores sociales, como las centrales sindicales, los movimientos del campo y las ONG, defienden una integración más amplia, con un enfoque en los derechos sociales y el desarrollo productivo, pero enfrentan barreras significativas para participar en la agenda central del bloque. Se concluyó que la resiliencia del Mercosur no proviene de su solidez institucional, sino de su capacidad para acomodar intereses conflictivos sin resolverlos. La participación social, aunque valorada para la legitimidad, permanece secundaria y consultiva, limitada por factores como el financiamiento, la transparencia y el poder decisorio. Las crisis del bloque son, paradójicamente, el éxito de su función primordial de gestionar conflictos, en un modelo de regionalismo líquido que se adapta a las oscilaciones políticas sin rupturas estructurales.Não recebi financiamentoUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Mariano, Karina Lilia Pasquariello [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Bressan, Regiane NitschFerreira, Guilherme Augusto GuimarãesGranato, LeonardoNeves, Bárbara CarvalhoBaptista, João Victor da Motta [UNESP]2025-12-15T14:55:13Z2025-10-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfBAPTISTA, João Victor da Motta. Descontinuidades do regionalismo sul-americano : os atores brasileiros e o Mercosul. Orientadora: Karina Lilia Pasquariello Mariano. 2025. 213 f. Tese (Doutorado em Relações Internacionais) – UNESP/UNICAMP/PUC-SP, Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31717833004110044P092305108747061650000-0002-5937-9647porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-12-15T15:37:52Zoai:repositorio.unesp.br:11449/317178Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-12-15T15:37:52Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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