Avaliação do esôfago e estômago em indivíduos com disfagia orofaríngea

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pilon, João Paulo Galletti [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/310335
Resumo: Introdução: Até pouco mais de uma década, a patogênese da gastrite, úlcera gástrica, duodenite e úlcera duodenal eram atribuídos ao desequilíbrio entre o mecanismo de defesa do hospedeiro e secreção ácida; no entanto nos últimos anos os estudos mostram que estas alterações muitas vezes acontecem pela presença de bactérias no estômago. Atualmente a infecção pelo Helicobacter pylori (H.pylori) é considerada a principal causa de gastrite crônica, e pode levar até o aparecimento do adenocarcinoma gástrico. Diante deste fato é importante traçar estratégias para prevenção e controle deste patógeno e há poucas investigações na literatura sobre a presença de H. pylori nos indivíduos com disfagia orofaríngea e uso de gastrostomia endoscópica percutânea (GEP). Objetivo: Avaliação endoscópica das mucosas esofágica e gástrica e detectar a presença do H.pylori em indivíduos com disfagia neurogênica, no momento da confecção da GEP e após 6 meses. E verificar se existe associação entre os achados endoscópicos com idade, sexo, tempo de alimentação por sonda, doença de base e uso de medicamentos. Método: É um estudo clínico, primário, intervencional, longitudinal, prospectivo e analítico. Participaram 44 indivíduos, numa amostra de conveniência, com a faixa etária entre 25 a 94 anos de idade (mediana: 76 anos e desvio padrão: 15,2 anos), sendo 18 (41%) do sexo feminino e 26 (59%) do sexo masculino com disfagia orofaríngea neurogênica de diferentes etiologias e indicação de GEP. Dois indivíduos morreram de causas não relacionadas, antes da segunda fase do estudo e por isso foram excluídos da amostra final. Todos foram atendidos no ambulatório médico de especialidades da Universidade de Marília e os procedimentos realizados no Hospital Beneficente Unimar. Os procedimentos foram divididos em duas etapas, a primeira durante a confecção da GEP foi analisada a mucosa do esôfago, segundo a classificação de Los Angeles; a mucosa gástrica segundo a classificação de Sydney; e avaliada a presença do H. pylori, pelo teste de urease. A segunda etapa, após 6 meses, durante a troca da sonda da GEP, foi realizada nova avaliação endoscópica, com descrição dos achados de esôfago/estômago e um novo teste de urease. A análise estatística comparou os momentos pré e pós GEP, dos achados endoscópicos e dos resultados do teste da urease, utilizando o teste de McNemar para dados nominais pareados, com o software SPSS v. 26 e para comparar as variáveis dos grupos em uso de medicamento e não, foi utilizado também o teste de McNemar. Resultados: Dos indivíduos submetidos à GEP, a causa da disfagia orofaríngea foi em sua maioria por doenças degenerativas 20 (47,6%), acidente vascular cerebral 19 (45,2%) e outros 3 (7,2%). Observamos que 37 (84%) indivíduos estavam em uso de sonda nasoenteral e dieta exclusiva, entre 2 meses a 2 anos (média de 8,4 meses) e 7 (16%) deles com dieta por sonda e via oral antes do procedimento da GEP. Quanto aos achados da endoscopia pré-GEP observamos que 8 (17,4%) indivíduos apresentavam esofagite, 17 (37%) esofagite/gastrite, 6 (13%) gastrite e 15 (32,6%) sem alterações na mucosa esofágica/gástrica. Em relação a resultado do teste da Urease, antes do procedimento da GEP, verificamos que 35 (76,1%) indivíduos apresentaram resultado negativo e 11 (23,9%), positivo. Realizamos também a divisão da amostra em dois grupos segundo o uso de medicamento inibidor de bomba de próton, anticoagulante e ou antiagregante plaquetário, sendo o grupo em uso com 17 indivíduos (40%) e sem uso com 25 (60%). Nos achados da endoscopia realizada após 6 meses, notamos que 2 (4,5%) indivíduos apresentavam esofagite, 4 (9,1%) gastrite e 38 (86,4%) exame sem alterações, independente do uso de medicações. Quanto ao teste de urease observamos que 38 (88,4%) dos indivíduos apresentaram o teste negativo, enquanto 5 (11,6%) com resultado positivo. Houve diferença significativa entre os achados da mucosa esofágica/gástrica nos dois momentos (p<0,001) e não houve diferença estatística da presença do H.pylori antes e depois da GEP (p=0,131) independente do uso de medicações. Conclusão: Após a realização da GEP, houve melhora da esofagite e da gastrite independente do uso de medicações, enquanto a positividade no teste de urease, embora tenha reduzido, não foi significativo. Além disso houve benefícios em indivíduos com mais de 76 anos e com tempo prolongado de sonda.
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Diante deste fato é importante traçar estratégias para prevenção e controle deste patógeno e há poucas investigações na literatura sobre a presença de H. pylori nos indivíduos com disfagia orofaríngea e uso de gastrostomia endoscópica percutânea (GEP). Objetivo: Avaliação endoscópica das mucosas esofágica e gástrica e detectar a presença do H.pylori em indivíduos com disfagia neurogênica, no momento da confecção da GEP e após 6 meses. E verificar se existe associação entre os achados endoscópicos com idade, sexo, tempo de alimentação por sonda, doença de base e uso de medicamentos. Método: É um estudo clínico, primário, intervencional, longitudinal, prospectivo e analítico. Participaram 44 indivíduos, numa amostra de conveniência, com a faixa etária entre 25 a 94 anos de idade (mediana: 76 anos e desvio padrão: 15,2 anos), sendo 18 (41%) do sexo feminino e 26 (59%) do sexo masculino com disfagia orofaríngea neurogênica de diferentes etiologias e indicação de GEP. Dois indivíduos morreram de causas não relacionadas, antes da segunda fase do estudo e por isso foram excluídos da amostra final. Todos foram atendidos no ambulatório médico de especialidades da Universidade de Marília e os procedimentos realizados no Hospital Beneficente Unimar. Os procedimentos foram divididos em duas etapas, a primeira durante a confecção da GEP foi analisada a mucosa do esôfago, segundo a classificação de Los Angeles; a mucosa gástrica segundo a classificação de Sydney; e avaliada a presença do H. pylori, pelo teste de urease. A segunda etapa, após 6 meses, durante a troca da sonda da GEP, foi realizada nova avaliação endoscópica, com descrição dos achados de esôfago/estômago e um novo teste de urease. A análise estatística comparou os momentos pré e pós GEP, dos achados endoscópicos e dos resultados do teste da urease, utilizando o teste de McNemar para dados nominais pareados, com o software SPSS v. 26 e para comparar as variáveis dos grupos em uso de medicamento e não, foi utilizado também o teste de McNemar. Resultados: Dos indivíduos submetidos à GEP, a causa da disfagia orofaríngea foi em sua maioria por doenças degenerativas 20 (47,6%), acidente vascular cerebral 19 (45,2%) e outros 3 (7,2%). Observamos que 37 (84%) indivíduos estavam em uso de sonda nasoenteral e dieta exclusiva, entre 2 meses a 2 anos (média de 8,4 meses) e 7 (16%) deles com dieta por sonda e via oral antes do procedimento da GEP. Quanto aos achados da endoscopia pré-GEP observamos que 8 (17,4%) indivíduos apresentavam esofagite, 17 (37%) esofagite/gastrite, 6 (13%) gastrite e 15 (32,6%) sem alterações na mucosa esofágica/gástrica. Em relação a resultado do teste da Urease, antes do procedimento da GEP, verificamos que 35 (76,1%) indivíduos apresentaram resultado negativo e 11 (23,9%), positivo. Realizamos também a divisão da amostra em dois grupos segundo o uso de medicamento inibidor de bomba de próton, anticoagulante e ou antiagregante plaquetário, sendo o grupo em uso com 17 indivíduos (40%) e sem uso com 25 (60%). Nos achados da endoscopia realizada após 6 meses, notamos que 2 (4,5%) indivíduos apresentavam esofagite, 4 (9,1%) gastrite e 38 (86,4%) exame sem alterações, independente do uso de medicações. Quanto ao teste de urease observamos que 38 (88,4%) dos indivíduos apresentaram o teste negativo, enquanto 5 (11,6%) com resultado positivo. Houve diferença significativa entre os achados da mucosa esofágica/gástrica nos dois momentos (p<0,001) e não houve diferença estatística da presença do H.pylori antes e depois da GEP (p=0,131) independente do uso de medicações. Conclusão: Após a realização da GEP, houve melhora da esofagite e da gastrite independente do uso de medicações, enquanto a positividade no teste de urease, embora tenha reduzido, não foi significativo. Além disso houve benefícios em indivíduos com mais de 76 anos e com tempo prolongado de sonda.Introduction: Until a little over a decade ago, the pathogenesis of gastritis, gastric ulcer, duodenitis and duodenal ulcer was attributed to an imbalance between the host's defense mechanism and acid secretion; however, in recent years’ studies have shown that these alterations are often caused by the presence of bacteria in the stomach. Helicobacter pylori (H. pylori) infection is currently considered the main cause of chronic gastritis and can even lead to gastric adenocarcinoma. In view of this fact, it is important to devise strategies to prevent and control this pathogen and there is little research in the literature on the presence of H. pylori in individuals with oropharyngeal dysphagia and the use of Percutaneous Endoscopic Gastrostomy (PEG). Objective: Endoscopic evaluation of the esophageal and gastric mucosa and detection of the presence of H. pylori in individuals with neurogenic dysphagia, at the time of PEG preparation and after 6 months. And to verify whether there is an association between the endoscopic findings and age, sex, time of tube feeding, underlying disease and use of medications. Method: This is a clinical, primary, interventional, longitudinal, prospective and analytical study. 44 individuals took part, in a convenience sample, aged between 25 and 94 years (median: 76 years old and standard deviation: 15.2 years old), 18 (41%) female and 26 (59%) male with neurogenic oropharyngeal dysphagia of different etiologies and an indication for PEG. Two individuals died of unrelated causes before the second phase of the study and were therefore excluded from the final sample. All patients were seen at the Medical Specialties Outpatient Clinic of the Universidade de Marília and the procedures were carried out at the Hospital Beneficente da Universidade de Marília. The procedures were divided into two stages: first, during the preparation of the PEG, the esophageal mucosa was analyzed according to the Los Angeles classification; the gastric mucosa according to the Sydney classification; and the presence of H. pylori was assessed using the urease test. The second stage, after 6 months, during the PEG probe change, a new endoscopic evaluation was carried out, with a description of the esophagus/stomach findings and a new urease test. Statistical analysis compared pre- and post-PEG endoscopic findings and urease test results using McNemar's test for paired nominal data with SPSS v. 26 software and to compare the variables of the groups using medication and not, we used the McNemar test also. Results: Of the individuals who underwent PEG, the cause of oropharyngeal dysphagia was mostly due to degenerative disease in 20 (47,6%), stroke in 19 (45,2%) and others in 3 (7,2%). We found that 37 (84%) individuals were on a nasoenteral tube and an exclusive diet for between 2 months and 2 years (mean 8.4 months) and 7 (16%) of them were on a tube and oral diet before the PEG procedure. As for the pre-PEG endoscopy findings, we found that 8 (17.4%) individuals had esophagitis, 17 (37%) had esophagitis/gastritis, 6 (13%) had gastritis and 15 (32.6%) had no changes in the esophageal/gastric mucosa. Regarding the results of the urease test before the PEG procedure, we found that 35 (76.1%) individuals had a negative result and 11 (23.9%) had a positive result. We also divided the sample into two groups according to the use of proton pump inhibitor, anticoagulant and/or antiplatelet medication, with the group using it comprising 17 individuals (40%) and the group not using it comprising 25 (60%). The endoscopy findings after 6 months showed that 2 (4.5%) subjects had esophagitis, 4 (9.1%) had gastritis and 38 (86.4%) had no alterations, regardless of the use of medications. As for the urease test, we found that 38 (88.4%) of the individuals had a negative test, while 5 (11.6%) had a positive result. There was a significant difference between the findings of the esophageal/gastric mucosa at both times (p<0.001) and there was no statistical difference in the presence of H. pylori before and after PEG (p=0.131), regardless of the use of medications. Conclusion: After PEG, there was an improvement in esophagitis and gastritis regardless of the use of medication, while positivity in the urease test, although reduced, was not significant. In addition, there were benefits in individuals over 76 years old and with prolonged tube use.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Onofri, Suely Mayumi Motonaga [UNESP]Universidade de Marília (UNIMAR)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Cola, Paula CristinaPilon, João Paulo Galletti [UNESP]2025-05-12T13:49:51Z2025-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPILON, João Paulo Galletti. Avaliação do esôfago e estômago em indivíduos com disfagia orofaríngea. 2025. Tese de Doutorado (Doutorado em Ciências da Saúde e Comunicação Humana) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31033533004110045P733004110045P765290768252475330000-0002-2484-1344porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-02T17:17:02Zoai:repositorio.unesp.br:11449/310335Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-02T17:17:02Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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