Conflito e convivência entre portugueses e neerlandeses no Brasil e em Angola, 1624-1654
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/235925 |
Resumo: | Em meio às agitações decorrentes da guerra de secessão da República das Províncias Unidas dos Países Baixos diante de Castela, deflagrada em 1568, Portugal enfrentou uma crise sucessória que levou a uma união dinástica entre as Coroas ibéricas e a sua sujeição ao governo dos Habsburgo de Madri, entre 1580 e 1640. Nesse contexto, a Lusitânia se viu envolvida no conflito hispano-neerlandês, inflamado por questões políticas e religiosas, cujos embates logo extrapolaram as fronteiras da Europa e se estenderam aos territórios coloniais de além-mar. Assim, através de sua Companhia das Índias Ocidentais, os holandeses lançaram expedições contra os polos de produção açucareira no Brasil (1624 e 1630) e os enclaves escravistas na África Ocidental (1637 e 1641), particularmente Angola. Naquelas paragens, a presença neerlandesa teria durações significativas e levaria a interações sistemáticas entre os invasores e a população lusa, de modo que é possível observar na variada documentação do período a construção de relações diversas, para além da mera inimizade catalisada pelo fator espanhol e pelas dissidências de credo entre católicos e protestantes. Destarte, a tese ora apresentada se debruça sobre esses contatos no Atlântico, a partir de textos em língua portuguesa – de missivas administrativas a crônicas de guerra, passando por panegíricos, memórias, manifestos, epístolas de religiosos, entre outros –, contemplando a perspectiva daqueles afetados pelas invasões, atenta à vida material e ao cotidiano construído e partilhado naquelas plagas entre lusos e batavos, de modo a elucidar dinâmicas, relações e noções construídas a respeito do invasor a partir dessas experiências. |
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Conflito e convivência entre portugueses e neerlandeses no Brasil e em Angola, 1624-1654Conflict and coexistence between the Portuguese and the Dutch in Brazil and in Angola, 1624-1654Conflit et coexistence entre les Portugais et les Néerlandais au Brésil et en Angola, 1624-1654Relações sociaisConvivênciaBrasil holandêsAngolaAtlânticoSocial relationshipsCoexistenceDutch BrazilAtlanticRelations socialesCoexistenceBrésil néerlandaisEm meio às agitações decorrentes da guerra de secessão da República das Províncias Unidas dos Países Baixos diante de Castela, deflagrada em 1568, Portugal enfrentou uma crise sucessória que levou a uma união dinástica entre as Coroas ibéricas e a sua sujeição ao governo dos Habsburgo de Madri, entre 1580 e 1640. Nesse contexto, a Lusitânia se viu envolvida no conflito hispano-neerlandês, inflamado por questões políticas e religiosas, cujos embates logo extrapolaram as fronteiras da Europa e se estenderam aos territórios coloniais de além-mar. Assim, através de sua Companhia das Índias Ocidentais, os holandeses lançaram expedições contra os polos de produção açucareira no Brasil (1624 e 1630) e os enclaves escravistas na África Ocidental (1637 e 1641), particularmente Angola. Naquelas paragens, a presença neerlandesa teria durações significativas e levaria a interações sistemáticas entre os invasores e a população lusa, de modo que é possível observar na variada documentação do período a construção de relações diversas, para além da mera inimizade catalisada pelo fator espanhol e pelas dissidências de credo entre católicos e protestantes. Destarte, a tese ora apresentada se debruça sobre esses contatos no Atlântico, a partir de textos em língua portuguesa – de missivas administrativas a crônicas de guerra, passando por panegíricos, memórias, manifestos, epístolas de religiosos, entre outros –, contemplando a perspectiva daqueles afetados pelas invasões, atenta à vida material e ao cotidiano construído e partilhado naquelas plagas entre lusos e batavos, de modo a elucidar dinâmicas, relações e noções construídas a respeito do invasor a partir dessas experiências.In the midst of the turmoil of the war of secession deflagrated by the Republic of the United Provinces of the Netherlands against Castile in 1568, Portugal faced a succession crisis that led to a dynastic union between the Iberian Crowns and its subjection to the Habsburg government of Madrid, between 1580 and 1640. Lusitania then found itself involved in the Spanish-Dutch conflict, inflamed by political and religious matters, with clashes that soon transcended the frontiers of Europe and reached the colonial territories overseas. Through their West India Company, the Dutch launched expeditions against the sugar production regions in Brazil (1624 and 1630) and the slave enclaves in Western Africa (1637 and 1641), particularly Angola. In those territories, the Dutch presence would last significantly and would lead to systematic interactions between the invaders and the Portuguese population, making it possible to observe in the miscellaneous documentation of the period the construction of diverse relationships, beyond the mere enmity catalyzed by the Spanish factor and the creedal dissent between Catholics and Protestants. Thus, this thesis focuses on these contacts in the Atlantic, analyzing texts in Portuguese – from administrative letters to war chronicles, as well as panegyrics, memoirs, manifestos, epistles by priests, among others –, contemplating the perspective of those affected by the invasions, attentive to the material and daily lives developed and shared in those regions between the Portuguese and the Dutch, in order to elucidate dynamics, relationships and notions constructed about the invader from these experiences.Durant les agitations nées de la guerre de sécession de la République des Provinces-Unies des Pays-Bas contre Castille, déflagrée en 1568, Portugal fit face à une crise de succession qui conduisit à une union dynastique entre les couronnes ibériques et à son assujettissement au gouvernement des Habsbourg de Madrid, entre 1580 et 1640. Dans ce contexte, la Lusitanie se retrouva impliquée dans le conflit hispano-néerlandais, enflammé par des dissensions politiques et religieuses, dont les affrontements extrapolèrent bientôt les frontières de l'Europe et s'étendirent aux territoires coloniaux d'outre-mer. Ainsi, par le biais de leur Compagnie des Indes Occidentales, les Hollandais lancèrent des expéditions contre les centres de production sucrière du Brésil (1624 et 1630) et les enclaves esclavagistes d'Afrique de l'Ouest (1637 et 1641), notamment l’Angola. Dans ces parages, la présence néerlandaise aurait des durées importantes et conduirait à des interactions systématiques entre les envahisseurs et la population portugaise, de sorte qu'il est possible d'observer dans la variée documentation de l'époque la construction de relations diverses, au-delà de la simple inimitié catalysée par le facteur espagnol et la dissidence religieuse entre catholiques et protestants. De ce fait, la thèse ici présentée se concentre sur ces contacts dans l'Atlantique, à partir de textes en langue portugaise – des lettres missives administratives aux chroniques de guerre, ainsi que les panégyriques, les mémoires, les manifestes, les épîtres de religieux, entre autres –, contemplant la perspective des personnes impactées par les invasions, attentive à la vie matérielle et au quotidien construit et partagé dans ces régions entre les Portugais et les Néerlandais, afin d'élucider les dynamiques, les relations et les notions construites sur l'envahisseur à partir de ces expériences.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)141657/2018-9Universidade Estadual Paulista (Unesp)França, Jean Marcel Carvalho [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Gurian, Gabriel Ferreira [UNESP]2022-08-02T13:25:35Z2022-08-02T13:25:35Z2022-07-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/23592533004072013P0porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-11-11T05:11:47Zoai:repositorio.unesp.br:11449/235925Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-11-11T05:11:47Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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Conflito e convivência entre portugueses e neerlandeses no Brasil e em Angola, 1624-1654 Gurian, Gabriel Ferreira [UNESP] Relações sociais Convivência Brasil holandês Angola Atlântico Social relationships Coexistence Dutch Brazil Atlantic Relations sociales Coexistence Brésil néerlandais |
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