De macaco selvagem a anjo espacial: a visão de Stanley Kubrick sobre a Guerra Fria e a manifestação do sublime no filme 2001: Uma Odisseia no Espaço

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Castilho, Paloma Marcela Carvalho de [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191938
Resumo: Esse trabalho tem como proposta analisar o filme 2001: Uma Odisseia no Espaço [2001: A Space Odyssey, 1968], dirigido por Stanley Kubrick e coproduzido por Arthur C. Clarke. Induzidos pelo pensamento de que o diretor possui particularidades em seu cinema, traçamos o panorama da Guerra Fria, contexto no qual o filme foi produzido, bem como apontamentos sobre o gênero de ficção científica e, por fim, aspectos importantes da obra de Stanley Kubrick e suas características relevantes. Com a finalidade de demonstrar a inserção e o destacamento de Kubrick das convenções dos elementos que utilizou, também apontamos questões de teorias do cinema, com ênfase no realismo, o qual encontramos traços em 2001. Como o filme carrega uma carga filosófica bastante marcada, influenciados pelo pensamento de Pascal (1887), “O silêncio eterno dos espaços infinitos me apavora”, articulamos os pensamentos mapeados por Burke (2016) sobre o sublime com os elementos que encontramos no filme. Para esquematizar, recorremos a Thompson (2011) que faz uma releitura de autores da hermenêutica como Heidegger, Gadamer e Ricoeur sintetizando as ideias em categorias analíticas: análise sócio-histórica, análise discursiva e interpretação/reinterpretação. Sendo assim, procuramos traçar o panorama que caracteriza a ficção científica de Stanley Kubrick, que possui traços de uma articulação política, mas diferente do que foi visto na ficção científica das décadas anteriores: o diretor supera a visão selvagem que existia dos soviéticos e estabelece suas opiniões sobre a questão da existência humana e o papel da guerra nesse âmbito.
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