Explosão sexual na Era Atômica: forma estética e processo social em Dr. Strangelove, or, How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley Kubrick
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-08042026-130435/ |
Resumo: | Lançado em 1964, Dr. Fantástico acertou em cheio os ânimos de um país ávido para expurgar a retórica e as ansiedades da Guerra Fria e do macarthismo, e que tinha acabado de ver a possibilidade de uma guerra nuclear passar diante de seus olhos. Com uma abordagem irreverente, que atinava com a onda de agitação política e cultural que culminaria em 1968, o filme foi um sucesso de crítica e bilheteria – particularmente entre o público jovem das grandes capitais e cidades universitárias. Por outro lado, feriu as sensibilidades não só de reacionários conservadores mas, sobretudo, de progressistas liberais, que o acusaram de ser politicamente irresponsável. Se as críticas que taxaram de cínica e niilista a sátira de Kubrick iluminam uma dimensão marginalizada pela fortuna crítica contemporânea – o flerte do filme com o fascínio alienante da sociedade que havia produzido e naturalizado a bomba atômica –, uma análise formal mais detida, cotejada com uma escavação da historicidade dos seus materiais, revela uma articulação mais complexa do campo minado em questão. Traçando as mediações entre forma estética e processo social, esta dissertação procura tirar as consequências da curiosa inversão verificada no filme, na qual temas contraculturais de liberação sexual ligados ao prazer e ao extravasamento – e mesmo impulsos de imaginação utópica – aparecem figurados nas forças destrutivas do próprio establishment |
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Explosão sexual na Era Atômica: forma estética e processo social em Dr. Strangelove, or, How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley KubrickAesthetic Outburst in the Atomic Age: form and society in Stanley Kubrick\'s Dr. StrangeloveAtomic AgeCinemaContraculturaCountercultureCritical theoryEra AtômicaFilm studiesStanley KubrickStanley Kubrickteoria críticaLançado em 1964, Dr. Fantástico acertou em cheio os ânimos de um país ávido para expurgar a retórica e as ansiedades da Guerra Fria e do macarthismo, e que tinha acabado de ver a possibilidade de uma guerra nuclear passar diante de seus olhos. Com uma abordagem irreverente, que atinava com a onda de agitação política e cultural que culminaria em 1968, o filme foi um sucesso de crítica e bilheteria – particularmente entre o público jovem das grandes capitais e cidades universitárias. Por outro lado, feriu as sensibilidades não só de reacionários conservadores mas, sobretudo, de progressistas liberais, que o acusaram de ser politicamente irresponsável. Se as críticas que taxaram de cínica e niilista a sátira de Kubrick iluminam uma dimensão marginalizada pela fortuna crítica contemporânea – o flerte do filme com o fascínio alienante da sociedade que havia produzido e naturalizado a bomba atômica –, uma análise formal mais detida, cotejada com uma escavação da historicidade dos seus materiais, revela uma articulação mais complexa do campo minado em questão. Traçando as mediações entre forma estética e processo social, esta dissertação procura tirar as consequências da curiosa inversão verificada no filme, na qual temas contraculturais de liberação sexual ligados ao prazer e ao extravasamento – e mesmo impulsos de imaginação utópica – aparecem figurados nas forças destrutivas do próprio establishmentDr. Strangelove scored a direct hit in a country eager to purge itself of Cold War anxieties and McCarthy-era rhetoric. The year was 1964 and the world had just witnessed the possibility of nuclear war flash before its eyes. With an irreverent approach somewhat attuned to the wave of political and cultural upheaval that would culminate in 1968, the film met with both critical and commercial success – particularly among young audiences of major cities and university towns. At the same time, it struck a nerve in the sensibilities not only of reactionary conservatives but, above all, liberal progressives, who accused it of being politically irresponsible. If the critiques that branded Kubrick\'s satire as cynical and nihilistic do shed light on an aspect often marginalized by contemporary appraisals of the film – the film\'s entanglement with the alienating fascination exerted by the society that produced and naturalized the atomic bomb – a closer formal reading, coupled with an excavation of the historicity of its materials, reveals a more complex articulation of these pitfalls. Tracing the mediations between aesthetic form and social process, this dissertation seeks to draw out the implications of the surprising inversion at work in the film, in which countercultural themes of sexual liberation tied to pleasure and excess – and even impulses of utopian imagination – appear embodied in the destructive forces of the establishment itselfBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFabbrini, Ricardo NascimentoRenzo, Artur2026-01-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-08042026-130435/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-04-09T13:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-08042026-130435Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-09T13:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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