A comunicação não verbal da equipe de enfermagem contribuindo para o cuidado do idoso em internação hospitalar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Santos, Ana Regina Ferreira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/138249
Resumo: O objetivo deste estudo foi apreender a comunicação não verbal da equipe de enfermagem com o idoso hospitalizado e propor recomendações desta interação que possam contribuir para o cuidado desses indivíduos. Foi uma pesquisa com abordagem qualitativa, realizada na Clínica Médica de um hospital de ensino localizado no interior do Estado de São Paulo, Brasil. A coleta de dados foi realizada em duas etapas, com 18 profissionais da equipe de enfermagem após parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa. Na primeira etapa, a pesquisadora permaneceu durante dois meses, por um período médio de duas horas diárias, em horários alternados e abrangendo todos os turnos, observando as atividades cotidianas e o comportamento comunicativo dos Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem com os idosos internados, preenchendo a Escala de uso efetivo e/ou ineficaz da comunicação não verbal. Na segunda etapa, foi realizada entrevista com os participantes, utilizando da questão norteadora: Fale-me como você se comunica de forma verbal e não verbal com os idosos internados nesta unidade. Os resultados desta pesquisa foram tratados a partir da Análise de Conteúdo segundo Bardin, e categorizados em quatro temas: 1) A atenção ao idoso constrói a confiança; 2) A comunicação não verbal permite conhecer os sentimentos do idoso; 3) O acolhimento emocional auxilia quando o idoso sente solidão; 4) O comportamento comunicativo da equipe de enfermagem, inclui a família no cuidado do idoso. Os resultados deste estudo nos permitiram propor recomendações do comportamento não verbal dos profissionais que possam contribuir para o cuidado do idoso em internação hospitalar, quais são: manter a valorização do idoso e a identidade, chamando-o pelo nome com contato direto dos olhos; a postura relaxada, porém atenta aos sinais que o idoso transmite; utilizar os móveis do ambiente para o conforto, com a intenção de proximidade; usar roupas simples, limpas e com odor agradável, incluindo a utilização correta de equipamentos de proteção; demonstrar sentimentos por meio da expressão facial e emocional de acordo com o contexto, permitindo a melhor a decodificação dos sinais não verbais; comunicar-se com tom de voz calmo e audível, clarificando e sempre validando as informações; manter distância interpessoal de aproximação adequada com procedimento a ser executado; tocar o idoso somente após permissão, com os gestos firmes e seguros, especialmente no momento do banho no leito, como oportunidade de interação e valorização; utilizar o meneio positivo para reforço e encorajamento; evitar sons paraverbais e movimentos corporais bruscos que possam causar prejuízo a recuperação; buscar capacitação em comunicação interpessoal verbal e não verbal para estabelecer relações efetivas e melhorar, assim, a qualidade dos cuidados de enfermagem. Nessa perspectiva, espera-se que as possibilidades de melhor compreender e utilizar a comunicação não verbal para estabelecer uma relação interpessoal efetiva, possam implementar a qualidade dos cuidados de enfermagem aos idosos hospitalizados.
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Na primeira etapa, a pesquisadora permaneceu durante dois meses, por um período médio de duas horas diárias, em horários alternados e abrangendo todos os turnos, observando as atividades cotidianas e o comportamento comunicativo dos Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem com os idosos internados, preenchendo a Escala de uso efetivo e/ou ineficaz da comunicação não verbal. Na segunda etapa, foi realizada entrevista com os participantes, utilizando da questão norteadora: Fale-me como você se comunica de forma verbal e não verbal com os idosos internados nesta unidade. Os resultados desta pesquisa foram tratados a partir da Análise de Conteúdo segundo Bardin, e categorizados em quatro temas: 1) A atenção ao idoso constrói a confiança; 2) A comunicação não verbal permite conhecer os sentimentos do idoso; 3) O acolhimento emocional auxilia quando o idoso sente solidão; 4) O comportamento comunicativo da equipe de enfermagem, inclui a família no cuidado do idoso. Os resultados deste estudo nos permitiram propor recomendações do comportamento não verbal dos profissionais que possam contribuir para o cuidado do idoso em internação hospitalar, quais são: manter a valorização do idoso e a identidade, chamando-o pelo nome com contato direto dos olhos; a postura relaxada, porém atenta aos sinais que o idoso transmite; utilizar os móveis do ambiente para o conforto, com a intenção de proximidade; usar roupas simples, limpas e com odor agradável, incluindo a utilização correta de equipamentos de proteção; demonstrar sentimentos por meio da expressão facial e emocional de acordo com o contexto, permitindo a melhor a decodificação dos sinais não verbais; comunicar-se com tom de voz calmo e audível, clarificando e sempre validando as informações; manter distância interpessoal de aproximação adequada com procedimento a ser executado; tocar o idoso somente após permissão, com os gestos firmes e seguros, especialmente no momento do banho no leito, como oportunidade de interação e valorização; utilizar o meneio positivo para reforço e encorajamento; evitar sons paraverbais e movimentos corporais bruscos que possam causar prejuízo a recuperação; buscar capacitação em comunicação interpessoal verbal e não verbal para estabelecer relações efetivas e melhorar, assim, a qualidade dos cuidados de enfermagem. Nessa perspectiva, espera-se que as possibilidades de melhor compreender e utilizar a comunicação não verbal para estabelecer uma relação interpessoal efetiva, possam implementar a qualidade dos cuidados de enfermagem aos idosos hospitalizados.The objective of this study was to comprehend the nursing crew’s non-verbal communication with the hospitalized elderly and propose recommendations of this interaction that might contribute to the care of these individuals. It was a qualitative approach and it took place at a Medical Clinic of a teaching hospital in the inner state of São Paulo, Brazil. The data was collected in two steps, with 18 professionals of the nursing crew after the favorable opinion of the Ethics Research Committee. On the first step, the researcher remained for two months, for an average of two hours per day, in alternate shifts ranging all shifts, observing the daily routines and the communicative behavior of the Nurses and nursing technicians with the hospitalized elderlies. On the second step, an interview with the participants was made, using the question: Tell me how you communicate verbally and non-verbally with the hospitalized elderlies of this unit, as a guideline. The results of this research were treated based on the Content Analysis according to Bardin, and categorized in four topics: 1) The attention towards the elders builds trust; 2) The non-verbal communication allows knowing the elderlies’ felling’; 3) The emotional embrace helps when the elders feel lonely; 4) The communicative behavior of the nursing crew includes the family in the elderlies’ care. The results of this study allowed us to propose recommendations to the non-verbal behavior of the professionals that might contribute to the care in hospitalized elderlies, which are: keep the elderlies value and identity, calling them by name with eye contact; relaxed posture, but alert to the signs that the elderlies emits; use the environment’s furniture to the comfort, with intention of proximity; wear simple, clean and odorless clothes, including the correct use of the protection equipment; demonstrate felling by facial and emotional expression according to the context, allowing the better decoding of the non-verbal signs; communicate with a calm and audible tone, clarifying and Always validating the information; keep interpersonal proximity distance adequate with the procedure that will be executed; touch the elderlies only after allowed, with firm and safe gestures, especially in the moment of the bed bath, as an opportunity of interaction and appreciation; use the positive wriggle for reinforcement and encouragement; avoid paraverbal sounds and sudden body movement that could cause damage to the recovery; look for qualification in interpersonal verbal and nonverbal communication to establish effective relation and improve, thus, the quality of the nursing care. In this perspective, it is expected that possibilities of improvement do better comprehend and use the non-verbal communication to establish an effective interpersonal relation, implementing the quality of the nursing care to the hospitalized elderlies.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Braga, Eliana Mara [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Santos, Ana Regina Ferreira [UNESP]2016-05-06T13:51:07Z2016-05-06T13:51:07Z2016-03-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/13824900087202833004064081P046701805589482050000-0002-2854-6465porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T06:21:23Zoai:repositorio.unesp.br:11449/138249Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T06:21:23Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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