A rememoração de Liesel Meminger em A menina que roubava livros de Markus Zusak

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Müller, Emerson Ricardo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/312143
Resumo: As discussões acerca do foco narrativo ocorrem desde as primeiras histórias narradas e, ao longo do tempo, receberam diversos estudos específicos em razão de suas inúmeras variações. Apesar disso, essa problemática ainda continua a ser perseguida devido às inovações narrativas que surgem. O autor de A menina que roubava livros mostra sutileza ao compor seu texto, inova e surpreende o público leitor, que se sente instigado a descobrir qual será o final da história que está sendo apresentada. Com uma voz onisciente intrusa e testemunha, que tudo sabe e tudo vê, a narradora do romance, a própria Morte – figura vista por muitos como não muito amigável do ponto de vista humanitário –, ao contar a história do holocausto, em que tantas arbitrariedades foram cometidas, parece mais humana que muitos de nós. A partir de uma metodologia de pesquisa histórica e bibliográfica, o estudo utiliza teorias de Ligia Chiappini Moraes Leite (1994), Norman Friedman (2002), Gérard Genette ([197-]) e Jean Pouillon (1974). Além das teorias literárias, são discutidos alguns aspectos da história da leitura (Fischer, 2006) e do livro enquanto objeto, sua importância para a história da humanidade e de que maneira a literatura pode salvar vidas. Busca-se uma relação entre a realidade e a ficção, pois a menina roubava livros para ler e deixar seus dias mais leves, e ainda acalmar os demais personagens enquanto lia para eles no porão, nos momentos em que precisavam se proteger dos bombardeios da Segunda Guerra. A memória do holocausto também é tema da narrativa. No início da obra, a narradora especifica o período histórico que está tratando, 1939 a 1943, na Alemanha. Esses dados fazem com que o leitor acione seu repertório, atentando-se para o que acontecia no país nesse período, o regime nazista. Utilizando a metalinguagem, o livro fala de outros livros, o principal deles é a obra em si, escrita pela menina e narrada pela Morte, mas outros aparecem também, como “O vigiador” e “A sacudidora de palavras”, duas histórias criadas sobre o livro de Hitler, Minha luta.
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A partir de uma metodologia de pesquisa histórica e bibliográfica, o estudo utiliza teorias de Ligia Chiappini Moraes Leite (1994), Norman Friedman (2002), Gérard Genette ([197-]) e Jean Pouillon (1974). Além das teorias literárias, são discutidos alguns aspectos da história da leitura (Fischer, 2006) e do livro enquanto objeto, sua importância para a história da humanidade e de que maneira a literatura pode salvar vidas. Busca-se uma relação entre a realidade e a ficção, pois a menina roubava livros para ler e deixar seus dias mais leves, e ainda acalmar os demais personagens enquanto lia para eles no porão, nos momentos em que precisavam se proteger dos bombardeios da Segunda Guerra. A memória do holocausto também é tema da narrativa. No início da obra, a narradora especifica o período histórico que está tratando, 1939 a 1943, na Alemanha. Esses dados fazem com que o leitor acione seu repertório, atentando-se para o que acontecia no país nesse período, o regime nazista. Utilizando a metalinguagem, o livro fala de outros livros, o principal deles é a obra em si, escrita pela menina e narrada pela Morte, mas outros aparecem também, como “O vigiador” e “A sacudidora de palavras”, duas histórias criadas sobre o livro de Hitler, Minha luta.Las discusiones sobre el enfoque narrativo se han dado desde que se narraron los primeros cuentos y, con el tiempo, han recibido varios estudios específicos debido a sus innumerables variaciones. A pesar de esto, este tema aún se sigue investigando debido a las innovaciones narrativas que surgen. El autor de La ladrona de libros muestra sutileza a la hora de componer su texto, innova y sorprende al público lector, que se siente animado a descubrir cuál será el final de la historia que se presenta. Con una narradora y testigo omnisciente intrusiva que todo lo sabe y todo lo ve, la Muerte es una narradora vista por muchos como una figura poco amigable desde el punto de vista humanitario. Al contar la historia del Holocausto, en la que se cometieron tantos actos arbitrarios, ella parece más humana que muchos de nosotros. Basado en una metodología de investigación histórica y bibliográfica, el estudio utiliza teorías de Ligia Chiappini Moraes Leite (1994), Norman Friedman (2002), Gérard Genette ([197-]) y Jean Pouillon (1974). Además de las teorías literarias, se discuten algunos aspectos de la historia de la lectura (Fischer 2006) y del libro como objeto, su importancia para la historia de la humanidad y cómo la literatura salva vidas. Se busca una unión entre la realidad y la ficción porque la chica robaba libros para leer y aligerar sus días, y también para calmar a los otros personajes cuando les leía en el sótano en los momentos en que necesitaban protegerse de los bombardeos de la Segunda Guerra Mundial. La memoria del Holocausto también es tema de la narrativa. Al principio del libro, el narrador especifica el período histórico que se está contando, de 1939 a 1943, en Alemania. Estos datos hacen que el lector active su repertorio, prestando atención a lo que ocurría en el país en aquella época, bajo el régimen nazi. Utilizando el metalenguaje de Chalhub (1998), el libro habla de otros libros, siendo el principal la propia obra escrita por la niña y narrada por la Muerte, pero aparecen otros como “El vigilante” y “El agitador de palabras”, dos historias creadas sobre el libro de Hitler, Mi lucha.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Mauro, Claudia Fernanda de Campos [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Müller, Emerson Ricardo [UNESP]2025-07-16T18:21:54Z2025-05-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMÜLLER, E. R. A rememoração de Liesel Meminger em A menina que roubava livros de Markus Zusak. 2025. 94f. 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