Saúde mental e as ruas: a população em situação de rua na rede de atenção psicossocial (RAPS)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Antunes, Natália Amaral [UNESP]
Orientador(a): Sarreta, Fernanda de Oliveira [Unesp]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/319452
Resumo: Esta pesquisa procurou fazer o cruzamento de dois fenômenos sociais: Saúde Mental e População em Situação de Rua (PopRua), tendo o objetivo geral de analisar como se dá a assistência em saúde mental à PopRua, de acordo com a percepção dos profissionais da RAPS, considerando as determinações sociais que envolvem os dois fenômenos, na realidade do município Franca/SP. E objetivos específicos: realizar um diagnóstico situacional dos serviços que compõem a RAPS, refletir sobre o conceito de saúde mental que orienta o atendimento da PopRua, compreender como se dá o acesso desta população à RAPS e refletir como se dá o diálogo sobre a PopRua entre os serviços no munícipio. A pesquisa adotou referenciais do materialismo-histórico para análise e discussão do tema e se caracterizou como qualitativa. A metodologia se deu por meio de estudo bibliográfico, análise documental e coleta de dados em campo, por meio de questionário através do google forms, técnica adotada com a intenção de ampliar o acesso aos diferentes níveis de atenção da rede, tendo como participantes 69 trabalhadores da RAPS. Além do debate conceitual e histórico da luta antimanicomial e Reforma Psiquiátrica, foram utilizados autores que debatem o tema sob o viés materialista. Foram feitas consultas de legislações do SUS e bases de dados para desvendar a realidade municipal. Como alguns dos resultados, o estudo expõe o quanto a RAPS de Franca ainda é relativamente recente, demonstrando limites nas intervenções em equipe e na participação social, bem como práticas ainda centradas no indivíduo e na medicação. O estudo expõe que a PopRua tem certa frequência nos serviços da RAPS, no entanto a rede não vai até o território da rua. Demonstra a rigidez dos serviços que atendem a PopRua, pois é a população que deve se adaptar à RAPS e não o contrário. A pesquisa também percebeu alguns estigmas, principalmente, relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Foi abrangido com esta pesquisa, não somente o cuidado institucionalizado da PopRua, mas toda uma rede organizada sob esse viés. Por fim, foi percebido o sofrimento dos trabalhadores com a falta de direção transformadora do trabalho na saúde mental.
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spelling Antunes, Natália Amaral [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Liporoni, Andreia Aparecida Reis de Carvalho [Unesp]Costa, Pedro Henrique Antunes daSarreta, Fernanda de Oliveira [Unesp]2026-02-10T16:54:26Z2025-11-06ANTUNES, Natália Amaral. Saúde mental e as ruas: a população em situação de rua na rede de atenção psicossocial (RAPS). Orientadora: Fernanda de Oliveira Sarreta. 2025. 216f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Franca, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31945233004072067P250494902071649040009-0003-3527-1863Esta pesquisa procurou fazer o cruzamento de dois fenômenos sociais: Saúde Mental e População em Situação de Rua (PopRua), tendo o objetivo geral de analisar como se dá a assistência em saúde mental à PopRua, de acordo com a percepção dos profissionais da RAPS, considerando as determinações sociais que envolvem os dois fenômenos, na realidade do município Franca/SP. E objetivos específicos: realizar um diagnóstico situacional dos serviços que compõem a RAPS, refletir sobre o conceito de saúde mental que orienta o atendimento da PopRua, compreender como se dá o acesso desta população à RAPS e refletir como se dá o diálogo sobre a PopRua entre os serviços no munícipio. A pesquisa adotou referenciais do materialismo-histórico para análise e discussão do tema e se caracterizou como qualitativa. A metodologia se deu por meio de estudo bibliográfico, análise documental e coleta de dados em campo, por meio de questionário através do google forms, técnica adotada com a intenção de ampliar o acesso aos diferentes níveis de atenção da rede, tendo como participantes 69 trabalhadores da RAPS. Além do debate conceitual e histórico da luta antimanicomial e Reforma Psiquiátrica, foram utilizados autores que debatem o tema sob o viés materialista. Foram feitas consultas de legislações do SUS e bases de dados para desvendar a realidade municipal. Como alguns dos resultados, o estudo expõe o quanto a RAPS de Franca ainda é relativamente recente, demonstrando limites nas intervenções em equipe e na participação social, bem como práticas ainda centradas no indivíduo e na medicação. O estudo expõe que a PopRua tem certa frequência nos serviços da RAPS, no entanto a rede não vai até o território da rua. Demonstra a rigidez dos serviços que atendem a PopRua, pois é a população que deve se adaptar à RAPS e não o contrário. A pesquisa também percebeu alguns estigmas, principalmente, relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Foi abrangido com esta pesquisa, não somente o cuidado institucionalizado da PopRua, mas toda uma rede organizada sob esse viés. Por fim, foi percebido o sofrimento dos trabalhadores com a falta de direção transformadora do trabalho na saúde mental.This research sought to intersect two social phenomena: Mental Health and the Homeless Population. The overall objective was to analyze how mental health care for the homeless population is provided, according to the perception of RAPS professionals, considering the social determinants involved both phenomena in the municipality of Franca/SP. The specific objectives were: to conduct a situational diagnosis of the servicesvthat make up RAPS; reflect on the concept of mental health that guides care for the homeless population; understand how this population accesses RAPS; and reflect on how dialogue about homeless population takes place among services in the city. The research adopted historical-materialist frameworks for analysis and discussion of the topic and was characterized as qualitative. The methodology involved bibliographical study, document analysis, and field data collection through a Google Forms questionnaire, a technique chosen to expand access to the different levels of care in the network. The participants were 69 RAPS workers. In addition to the conceptual and historical debate on the anti-asylum movement and Psychiatric Reform, authors who discuss the theme from a materialist perspective were used. SUS legislation and databases were consulted to uncover the municipal reality. The study shows that Franca’s RAPS is still relatively recent, demonstrating limits in teamwork interventions and social participation, as well as practices still centered on the individual and on medication. It also reveals that the homeless population does access RAPS services to some extent; however, the network does not extend into the street territory itself. The rigidity of services that attend to the homeless population is evident, as it is the population that must adapt to RAPS, and not the other way around. The study identified certain stigmas, mainly related to alcohol and drug use. This research covered not only the institutionalized care of homeless population but also an entire network organized under this perspective. Finally, it revealed the suffering of workers due to the lack of transformative direction in mental health work.Não recebi financiamentoporUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Saúde mentalPopulação em Situação de RuaRede de Atenção PsicossocialMental HealthHomeless PopulationPsychosocial Care NetworkSaúde mental e as ruas: a população em situação de rua na rede de atenção psicossocial (RAPS)Mental health and the streets: Homeless population in Psychosocial Care Network (RAPS)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPServiço Social - FCHSServiço Social: Trabalho e SociedadeEstado, Políticas Sociais e Serviço SocialUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, FrancaOnlineBanca públicaPublicationf0c73255-5cbf-44ef-ace5-bded2df3111dvirtual::202486-1f0c73255-5cbf-44ef-ace5-bded2df3111dvirtual::202486-1d2aac6d1-f600-4350-8fd7-2aa27e84ce81virtual::202475-1d2aac6d1-f600-4350-8fd7-2aa27e84ce81virtual::202475-1ORIGINALAntunes_na_me_fran.pdfDISSERTACAO NATALIA AMARAL ANTUNES_VERSAOFINAL.pdfapplication/pdf3975466https://repositorio.unesp.br/bitstreams/833850e0-c12b-4dd8-b663-a8e234119562/downloadb97535910aecd026da9c3c9a83f020ebMD53trueAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; 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