Padrões de desenvolvimento em Ceriantharia (Cnidaria): ciclos de vida, padrões evolutivos e ecológicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santos, Celine Lopes da Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/242740
Resumo: Nas últimas décadas, a subclasse Ceriantharia tem se encontrado no centro das discussões evolutivas em Cnidaria. Este clado é um dos menos abundantes na classe Anthozoa, com cerca de 54 espécies formalmente descritas. Provavelmente, a carência no conhecimento sobre aspectos básicos da ecologia e ontogenia desse grupo reforçam a incerteza evolutiva sobre a subclasse. Atualmente, muitas inconsistências, sejam elas de ordem taxonômica, sistemática ou da história evolutiva dos ceriantários, circundam esse clado. O presente estudo tem como objetivo discutir aspectos ligados ao ciclo de vida, as rotas alternativas e as implicações dessa complexidade ontogênica, para a família Arachnactidae, a nível morfológico e transcriptômico. Nossos dados mostram a ocorrência de indivíduos larvais de I. nocturnus na região norte do Brasil sendo capazes de ocupar habitats com influencia estuarina. Ademais, nós discutimos a validade da espécie Ovactis brasiliensis descrita somente com base em caracteres das formas larvais. Nós registramos uma nova espécie do gênero Arachnanthus para o Atlântico Sul, o primeiro registro de ocorrência desse gênero para essa região, bem como o seu ciclo de vida apresentando uma larva planctônica de vida curta e discutimos um comportamento de locomoção inédito para ceriantários adultos. Ainda, nossos resultados apontam para um arsenal de toxinas bem maior expressado pelos genes no período larval em comparação ao estágio adulto e que o pólipo da nova espécie de Arachnanthus exibe uma abundância maior de toxinas putativas em relação ao já descrito para a família Arachnactidae. Por fim, nossas análises identificaram uma maior quantidade de transcritos sendo expressos no estágio larval em comparação ao adulto e a maioria desses transcritos estava associada a processos biológicos.
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