Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Carmo, Natáli Vidal do [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/255408
http://lattes.cnpq.br/0042380244744141
https://orcid.org/0009-0003-3215-248X
Resumo: A alface (Lactuca sativa L.) é a hortaliça folhosa mais produzida no mundo. Apesar de ser cultivada o ano todo, seu desenvolvimento é favorecido em temperaturas entre 15° e 25°C e umidade relativa de 60 a 80%. Entretanto, essas condições também favorecem o surgimento de diversas doenças, como o míldio da alface, causado pelo oomiceto Bremia lactucae Regel. O método mais eficaz e economicamente viável de controle dessa doença é a utilização de cultivares resistentes. O monitoramento de B. lactucae visa dar suporte aos programas de melhoramento genético da alface com foco no desenvolvimento de cultivares resistentes ao míldio. O objetivo foi identificar e caracterizar raças de míldio da alface no Brasil, visando identificar genes de resistência disponíveis para o desenvolvimento de cultivares resistentes ao patógeno. Foram analisados os fenótipos de virulência identificados entre 2015 e 2022. Os fenótipos de virulência que mais se repetiram ao longo do período e nas regiões produtoras foram 31/00/02, 31/00/00, 31/01/00, 51/00/00 e 31/08/02. Esses fenótipos serão definidos respectivamente como raças Bl:01BR, Bl:02BR, Bl:03BR, Bl:04BR e Bl05:BR nomeadas conforme a ordem e a frequência de ocorrência. Para a etapa de desenvolvimento de linhagens resistentes ao míldio, foram utilizadas sementes de um retrocruzamento na fase F5 de linhagens desenvolvidas pelo programa de Melhoramento de Plantas do NEOM. O retrocruzamento teve como objetivo a introgressão do gene de resistência da cultivar “Balesta” (parental doador) nas linhagens pertencentes ao programa (parental recorrente). Essas sementes foram levadas a campo para a primeira autofecundação. Após autofecundação, colheu-se as sementes de cada planta, separadamente, para testar a resistência em relação às cinco raças de B. lactucae. As plântulas testadas apresentaram resistência a algumas raças porém não foi constatado a presença do gene de resistência da Balesta.
id UNSP_61c7c407eca8eb56471da1865f4a1ff3
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/255408
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógenoRaces of Bremia lactucae in Brasil and the development of lettuce lines resistant to the pathogenBremia lactucae RegelAlfaceMelhoramento genéticoMonitoramentoFenótipos de virulênciaA alface (Lactuca sativa L.) é a hortaliça folhosa mais produzida no mundo. Apesar de ser cultivada o ano todo, seu desenvolvimento é favorecido em temperaturas entre 15° e 25°C e umidade relativa de 60 a 80%. Entretanto, essas condições também favorecem o surgimento de diversas doenças, como o míldio da alface, causado pelo oomiceto Bremia lactucae Regel. O método mais eficaz e economicamente viável de controle dessa doença é a utilização de cultivares resistentes. O monitoramento de B. lactucae visa dar suporte aos programas de melhoramento genético da alface com foco no desenvolvimento de cultivares resistentes ao míldio. O objetivo foi identificar e caracterizar raças de míldio da alface no Brasil, visando identificar genes de resistência disponíveis para o desenvolvimento de cultivares resistentes ao patógeno. Foram analisados os fenótipos de virulência identificados entre 2015 e 2022. Os fenótipos de virulência que mais se repetiram ao longo do período e nas regiões produtoras foram 31/00/02, 31/00/00, 31/01/00, 51/00/00 e 31/08/02. Esses fenótipos serão definidos respectivamente como raças Bl:01BR, Bl:02BR, Bl:03BR, Bl:04BR e Bl05:BR nomeadas conforme a ordem e a frequência de ocorrência. Para a etapa de desenvolvimento de linhagens resistentes ao míldio, foram utilizadas sementes de um retrocruzamento na fase F5 de linhagens desenvolvidas pelo programa de Melhoramento de Plantas do NEOM. O retrocruzamento teve como objetivo a introgressão do gene de resistência da cultivar “Balesta” (parental doador) nas linhagens pertencentes ao programa (parental recorrente). Essas sementes foram levadas a campo para a primeira autofecundação. Após autofecundação, colheu-se as sementes de cada planta, separadamente, para testar a resistência em relação às cinco raças de B. lactucae. As plântulas testadas apresentaram resistência a algumas raças porém não foi constatado a presença do gene de resistência da Balesta.Lettuce (Lactuca sativa L.) is the most produced leafy vegetable in the world. Despite being cultivated all year round, its development is favored at temperatures between 15° and 25°C and relative humidity of 60 to 80%. However, these conditions also favor the emergence of several diseases such as lettuce downy mildew, caused by the oomycete Bremia lactucae Regel. The most effective and economically viable method for producers to control this disease is the use of resistant cultivars. Bremia lactucae monitoring aims to support lettuce genetic improvement programs focused on developing cultivars resistant to downy mildew. The objective was to identify and characterize downy mildew races in Brazil, aiming to identify available resistance genes for the development of resistant cultivars against the pathogen. The virulence phenotypes identified between 2015 and 2022 were analyzed. The virulence phenotypes that were most repeated over time and in the monitored regions were 00/31/02, 00/31/00, 01/31/00, 51/00 /00 and 08/31/02. These phenotypes will be defined respectively as breeds Bl:01BR, Bl:02BR, Bl:03BR, Bl:04BR and Bl05:BR named according to the order and frequency of appearance. For the development stage of downy mildew-resistant lines, seeds from a backcross in the F5 phase of lines developed by the NEOM Plant Breeding program were used. The backcrossing aimed to introduce the resistance gene from the “Balesta” cultivar (donor parent) into the lines belonging to the program (recurrent parent). These seeds were taken to the field for the first self-fertilization. After self-fertilization, the seeds of each plant were collected separately to test resistance against the five races of B. lactucae. The tested seedlings showed resistance to some races, but the presence of the Balesta resistance gene was not found.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)131401/2022-0Universidade Estadual Paulista (Unesp)Vargas, Pablo ForlanCarmo, Natáli Vidal do [UNESP]2024-04-30T13:44:53Z2024-04-30T13:44:53Z2024-03-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfCARMO, N. V. -Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno - 2024, 68f - Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2024.https://hdl.handle.net/11449/25540833004102029P6http://lattes.cnpq.br/0042380244744141https://orcid.org/0009-0003-3215-248Xporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T09:30:32Zoai:repositorio.unesp.br:11449/255408Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T09:30:32Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
dc.title.none.fl_str_mv Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
Races of Bremia lactucae in Brasil and the development of lettuce lines resistant to the pathogen
title Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
spellingShingle Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
Carmo, Natáli Vidal do [UNESP]
Bremia lactucae Regel
Alface
Melhoramento genético
Monitoramento
Fenótipos de virulência
title_short Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
title_full Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
title_fullStr Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
title_full_unstemmed Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
title_sort Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno
author Carmo, Natáli Vidal do [UNESP]
author_facet Carmo, Natáli Vidal do [UNESP]
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Vargas, Pablo Forlan
dc.contributor.author.fl_str_mv Carmo, Natáli Vidal do [UNESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Bremia lactucae Regel
Alface
Melhoramento genético
Monitoramento
Fenótipos de virulência
topic Bremia lactucae Regel
Alface
Melhoramento genético
Monitoramento
Fenótipos de virulência
description A alface (Lactuca sativa L.) é a hortaliça folhosa mais produzida no mundo. Apesar de ser cultivada o ano todo, seu desenvolvimento é favorecido em temperaturas entre 15° e 25°C e umidade relativa de 60 a 80%. Entretanto, essas condições também favorecem o surgimento de diversas doenças, como o míldio da alface, causado pelo oomiceto Bremia lactucae Regel. O método mais eficaz e economicamente viável de controle dessa doença é a utilização de cultivares resistentes. O monitoramento de B. lactucae visa dar suporte aos programas de melhoramento genético da alface com foco no desenvolvimento de cultivares resistentes ao míldio. O objetivo foi identificar e caracterizar raças de míldio da alface no Brasil, visando identificar genes de resistência disponíveis para o desenvolvimento de cultivares resistentes ao patógeno. Foram analisados os fenótipos de virulência identificados entre 2015 e 2022. Os fenótipos de virulência que mais se repetiram ao longo do período e nas regiões produtoras foram 31/00/02, 31/00/00, 31/01/00, 51/00/00 e 31/08/02. Esses fenótipos serão definidos respectivamente como raças Bl:01BR, Bl:02BR, Bl:03BR, Bl:04BR e Bl05:BR nomeadas conforme a ordem e a frequência de ocorrência. Para a etapa de desenvolvimento de linhagens resistentes ao míldio, foram utilizadas sementes de um retrocruzamento na fase F5 de linhagens desenvolvidas pelo programa de Melhoramento de Plantas do NEOM. O retrocruzamento teve como objetivo a introgressão do gene de resistência da cultivar “Balesta” (parental doador) nas linhagens pertencentes ao programa (parental recorrente). Essas sementes foram levadas a campo para a primeira autofecundação. Após autofecundação, colheu-se as sementes de cada planta, separadamente, para testar a resistência em relação às cinco raças de B. lactucae. As plântulas testadas apresentaram resistência a algumas raças porém não foi constatado a presença do gene de resistência da Balesta.
publishDate 2024
dc.date.none.fl_str_mv 2024-04-30T13:44:53Z
2024-04-30T13:44:53Z
2024-03-02
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv CARMO, N. V. -Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno - 2024, 68f - Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2024.
https://hdl.handle.net/11449/255408
33004102029P6
http://lattes.cnpq.br/0042380244744141
https://orcid.org/0009-0003-3215-248X
identifier_str_mv CARMO, N. V. -Raças de Bremia lactucae no Brasil e desenvolvimento de linhagens resistentes ao patógeno - 2024, 68f - Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2024.
33004102029P6
url https://hdl.handle.net/11449/255408
http://lattes.cnpq.br/0042380244744141
https://orcid.org/0009-0003-3215-248X
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1854955053421428736