A tragédia grega na cena contemporânea: uma leitura do espetáculo Antígona de Andrea Beltrão e Amir Haddad

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Diogo, Brendon de Alcantara [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/193294
Resumo: Acredita-se que as tragédias gregas teriam surgido em Atenas no século V a.C., em meio aos festivais de celebração dionisíaca. Assim, a tragédia é um dos elementos significativos que permeiam a cultura grega. Desde então, observa-se que ao longo da história da literatura dramática, frequentemente, ocorrem diálogos com a tragédia grega e os seus respectivos temas. No Brasil, desde a década de 1940, as encenações teatrais baseadas nas tragédias são constantes e crescentes. Percebendo esse avanço e o interesse de dramaturgos e diretores pela encenação desses temas da Antiguidade Clássica, vê-se que na contemporaneidade, a representação cênica desses textos dialoga com questões sociais, políticas e até mesmo de experimentação teatral, pois afirmam a atualidade e a perpetuação das tragédias gregas. No final de 2016, a partir da obra de Sófocles, houve a montagem de Antígona, interpretada por Andrea Beltrão e dirigida por Amir Haddad. A presente pesquisa visa analisar a encenação de Antígona e compreender como os temas da Antiguidade Clássica se apresentam nessa representação. Para isso, faremos uma leitura a partir da semiologia do espetáculo teatral com base nos recursos utilizados em cena, tal leitura será fundamentada pela teoria dos signos teatrais postulada por Tadeuz Kowzan e, além disso, analisaremos essa encenação com base nos estudos sobre o teatro épico de Bertolt Brecht, para que, com esse escopo, possamos compreender os sentidos produzidos por essa encenação na contemporaneidade.
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