Ecologia de Leptocybe invasa (Hymenoptera: Eulophidae) e seus parasitoides e simbiontes em Eucalyptus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Jorge Gonzalez, Carolina [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/316854
Resumo: O Eucalyptus é o gênero florestal mais plantado no hemisfério sul, sendo a base da produção florestal para Brasil e Uruguai. A espécie Leptocybe invasa Fisher & La Salle (Hymenoptera: Eulophidae) é uma microvespa de origem Australiana considerada uma das principais pragas de plantios e viveiros de eucaliptos. Esta espécie induz a formação de galhas em folhas e ramos de Eucalyptus spp. O uso do controle biológico e a resistência de plantas são as estratégias mais promissoras para o controle de L. invasa. Conhecer os fatores bióticos e abióticos que afetam a capacidade de dispersão e estabelecimento da praga é vital para o manejo embora, há ausência de metodologia padrão para seu monitoramento. O presente estudo objetivou-se em conhecer a ecologia, distribuição geográfica e espacial de L. invasa e seus parasitoides o controle biológico desta praga em plantios de Eucalyptus spp, e estudar a presença de endossimbiontes secundários. O uso de armadilhas adesivas amarelas resultou ser uma boa metodologia para o monitoramento de L. invasa e seu parasitoide Selitrichodes neseri (Hymenoptera: Eulophidae) em plantios de Eucalyptus spp. Embora a altura de 4 m tenha sido a que apresentou as maiores capturas, a altura de 1,8 m foi a segunda, sendo considerada uma boa altura para colocar as armadilhas. A modelagem climática de L. invasa para Uruguai indicou melhores condições para o estabelecimento da praga na região oeste e norte do país. Relata-se pela primeira vez a presença dos parasitoides Quadrastichus mendeli e Megastigmus zebrinus e de machos de L. invasa no Uruguai. As capturas de L. invasa apresentaram uma correlação positiva com o aumento da temperatura. S. neseri apresentou uma correlação positiva com o aumento de L. invasa e M. brasiliensis apresentou uma correlação negativa após a liberação e estabelecimento do S. neseri. O parasitoide S. neseri apresentou uma relação de dependência populacional espacial e temporal com a praga. Confirmou-se a presença do S. neseri até 8 m de altura acompanhando a presença de galhas na copa. Árvores maiores do que três anos apresentaram uma menor infestação do que o plantio de dois anos. Foram encontrados seis gêneros de endossimbiontes associados a L. invasa, quatro a S. neseri.
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Conhecer os fatores bióticos e abióticos que afetam a capacidade de dispersão e estabelecimento da praga é vital para o manejo embora, há ausência de metodologia padrão para seu monitoramento. O presente estudo objetivou-se em conhecer a ecologia, distribuição geográfica e espacial de L. invasa e seus parasitoides o controle biológico desta praga em plantios de Eucalyptus spp, e estudar a presença de endossimbiontes secundários. O uso de armadilhas adesivas amarelas resultou ser uma boa metodologia para o monitoramento de L. invasa e seu parasitoide Selitrichodes neseri (Hymenoptera: Eulophidae) em plantios de Eucalyptus spp. Embora a altura de 4 m tenha sido a que apresentou as maiores capturas, a altura de 1,8 m foi a segunda, sendo considerada uma boa altura para colocar as armadilhas. A modelagem climática de L. invasa para Uruguai indicou melhores condições para o estabelecimento da praga na região oeste e norte do país. Relata-se pela primeira vez a presença dos parasitoides Quadrastichus mendeli e Megastigmus zebrinus e de machos de L. invasa no Uruguai. As capturas de L. invasa apresentaram uma correlação positiva com o aumento da temperatura. S. neseri apresentou uma correlação positiva com o aumento de L. invasa e M. brasiliensis apresentou uma correlação negativa após a liberação e estabelecimento do S. neseri. O parasitoide S. neseri apresentou uma relação de dependência populacional espacial e temporal com a praga. Confirmou-se a presença do S. neseri até 8 m de altura acompanhando a presença de galhas na copa. Árvores maiores do que três anos apresentaram uma menor infestação do que o plantio de dois anos. Foram encontrados seis gêneros de endossimbiontes associados a L. invasa, quatro a S. neseri.Eucalyptus is the most planted forest genus in the southern hemisphere, being the basis of forest production for Brazil and Uruguay. Leptocybe invasa Fisher & La Salle (Hymenoptera: Eulophidae) is a microhymenopteran species native to Australia that is considered one of the major Eucalyptus pests in plantations and nurseries. This species induces gall formation in Eucalyptus spp. leaves and branches. The use of biological control and plant resistance are the most promising strategies for the management of L. invasa. Knowing the biotic and abiotic factors that affect the dispersion and establishment of this pest is necessary for the management, although there is no standard methodology for its monitoring. The present study aimed to know the ecology, real and spatial distribution of L. invasa and its parasitoids, the biological control of this pest in Eucalyptus spp. plantations, and to study the presence of secondary endosymbionts. The use of yellow sticky traps proved to be a good methodology for monitoring L. invasa and its parasitoid Selitrichodes neseri (Hymenoptera: Eulophidae) in Eucalyptus spp. Although the height of 4 m was the one that presented the highest catches, the height of 1.8 m was the second, being considered a good height to place the traps. The climatic modeling of L. invasa for Uruguay indicated better conditions for the establishment of the pest in the western and northern regions of the country. The presence of the parasitoids Quadrastichus mendeli and Megastigmus zebrinus and males of L. invasa in Uruguay is reported for the first time. The captures of L. invasa showed a positive correlation with the increase in temperature. S. neseri showed a positive correlation with the increase of L. invasa and M. brasiliensis showed a negative correlation after the release and establishment of S. neseri. The parasitoid S. neseri showed a spatial and temporal population dependence relationship with the pest. The presence of S. neseri up to 8 m in height was confirmed by following the presence of galls in the canopy. Trees older than three years had less infestation than two-year-old trees. Six endosymbionts’ genera were associated with L. invasa, and four with S. neseri.Asociación Universitaria Iberoamericana de Postgrado (AIUP)Programa de Apoyo a Estudiantes de Doctorado del Extranjero PAEDEX-UNESP, Asociación Universitaria Iberoamericana de Postgrado (AIUP)-PAEDEXUniversidade Estadual Paulista (UNESP)Wilcken, Carlos Frederico [UNESP]Sede Tacuarembó, CENUR Noreste, Universidad de la RepúblicaUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Baldin, Edson Luis Lopes [UNESP]Wilcken, Carlos Frederico [UNESP]Barbosa, Leonardo RodriguesSampaio, Marcus ViniciusSoliman, Everton PiresCandelaria, Murici CarlosJorge Gonzalez, Carolina [UNESP]2025-12-11T19:22:02Z2019-06-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfJORGE C. Ecologia de Leptocybe invasa (Hymenoptera: Eulophidae) e seus parasitoides e simbiontes em Eucalyptus. 2025. Tese (Doutorado em Ciência Florestal) – Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2019.https://hdl.handle.net/11449/31685433004064082P612408609227956740000-0001-9535-0588porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-12-12T05:03:05Zoai:repositorio.unesp.br:11449/316854Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-12-12T05:03:05Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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