Influência da Miostatina na Função Muscular, Tempo de Internação e Mortalidade de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento de Segmento ST
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/183272 |
Resumo: | Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade em todo o mundo. O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST (IAMCSST) vem apresentando redução da mortalidade após a introdução das terapias de reperfusão. Diversos fatores estão associados a pior prognóstico e foi evidenciado que massa e função muscular podem estar associadas a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, síndrome metabólica, diabetes mellitus, obesidade e morte precoce. A força e massa muscular são regulados por diversos fatores entre os quais podemos destacar a miostatina. A miostatina, conhecida classicamente como regulador negativo da musculatura tem apresentado papel controverso na literatura, sendo por vezes relacionada a perda de massa muscular. Até o presente momento não há estudos investigando o papel da miostatina nas síndromes coronarianas agudas. Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar a associação dos valores séricos de miostatina, com a massa e função muscular, tempo de internação e mortalidade hospitalar de pacientes com IAMCSST admitidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo prospectivo observacional com pacientes admitidos com diagnóstico de IAMCSST no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, no período de maio de 2018 a fevereiro de 2019. Foram incluídos pacientes com IAMCSST, que aceitaram participar e foram recrutados nas primeiras 48 horas de admissão hospitalar, sendo realizados bioimpedância elétrica, coleta de amostra de sangue para mensuração de miostatina e avaliação de força de preensão manual (FPM) por dinamômetro. Além disso, foi realizado ecocardiograma e coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais dos pacientes. Sarcopenia e dinapenia foram definidos conforme o consenso europeu de sarcopenia. A miostatina foi mensurada no soro, através do método de Elisa. Para avaliar a associação dos valores séricos de miostatina e a mortalidade hospitalar utilizamos a regressão logística uni e multivariada. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram recrutados 80 pacientes, sendo 70% do sexo masculino, o tipo de infarto mais comum foi de parede inferior e a média da idade foi 61,5 ± 10 anos . A mortalidade hospitalar foi de 8,75%. A concentração séria de miostatina foi 1910 (1371-2340) pg/ml. Os pacientes mais velhos, com mais comorbidades e menores valores de FPM apresentaram pior evolução na internação (mortalidade), porém sem diferença estatisticamente significante. Os pacientes que evoluíram a óbito foram menos expostos a reperfusão em relação aos que sobreviveram. Os maiores picos de CPK e CKMB e os menores valores de miostatina foram vistos nos pacientes que evoluíram ao óbito. No entanto, essa diferença não foi estatisticamente significante. É interessante também observarmos que a miostatina apresentou correlação positiva com o índice de massa muscular esquelética apendicular (r=0,267; p=0,017) e com a força de preensão manual (r=0,381; p=0,002). No entanto, não houve correlação com a idade (r=0,045; p=0,69), fração de ejeção do VE (r=0,074; p=0,53), e tempo de internação hospitalar (r=0,043; p=0,71). Não houve associação entre a miostatina e mortalidade mesmo após ajustada por idade, sexo, pico de CKMB (OR= 0,999; IC95%=0,997-1,000; p=0,16) ou por hemoglobina, e uso de betabloqueador e diurético (OR= 0,999; IC95%=0,998-1,001; p=0,26). Conclusão: Os valores séricos de miostatina apresentam correlação positiva com o índice de massa muscular esquelética apendicular e com a força de preensão manual. No entanto, não houve correlação com a idade, fração de ejeção do VE, tempo de internação e mortalidade hospitalar nos pacientes com IAMCSST. |
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Oliveira, Paula Gabriela Sousa de [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Minicucci, Marcos Ferreira [UNESP]2019-08-22T13:07:47Z2019-08-22T13:07:47Z2019-07-29http://hdl.handle.net/11449/18327200091970133004064088P47438704034471673Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade em todo o mundo. O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST (IAMCSST) vem apresentando redução da mortalidade após a introdução das terapias de reperfusão. Diversos fatores estão associados a pior prognóstico e foi evidenciado que massa e função muscular podem estar associadas a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, síndrome metabólica, diabetes mellitus, obesidade e morte precoce. A força e massa muscular são regulados por diversos fatores entre os quais podemos destacar a miostatina. A miostatina, conhecida classicamente como regulador negativo da musculatura tem apresentado papel controverso na literatura, sendo por vezes relacionada a perda de massa muscular. Até o presente momento não há estudos investigando o papel da miostatina nas síndromes coronarianas agudas. Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar a associação dos valores séricos de miostatina, com a massa e função muscular, tempo de internação e mortalidade hospitalar de pacientes com IAMCSST admitidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo prospectivo observacional com pacientes admitidos com diagnóstico de IAMCSST no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, no período de maio de 2018 a fevereiro de 2019. Foram incluídos pacientes com IAMCSST, que aceitaram participar e foram recrutados nas primeiras 48 horas de admissão hospitalar, sendo realizados bioimpedância elétrica, coleta de amostra de sangue para mensuração de miostatina e avaliação de força de preensão manual (FPM) por dinamômetro. Além disso, foi realizado ecocardiograma e coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais dos pacientes. Sarcopenia e dinapenia foram definidos conforme o consenso europeu de sarcopenia. A miostatina foi mensurada no soro, através do método de Elisa. Para avaliar a associação dos valores séricos de miostatina e a mortalidade hospitalar utilizamos a regressão logística uni e multivariada. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram recrutados 80 pacientes, sendo 70% do sexo masculino, o tipo de infarto mais comum foi de parede inferior e a média da idade foi 61,5 ± 10 anos . A mortalidade hospitalar foi de 8,75%. A concentração séria de miostatina foi 1910 (1371-2340) pg/ml. Os pacientes mais velhos, com mais comorbidades e menores valores de FPM apresentaram pior evolução na internação (mortalidade), porém sem diferença estatisticamente significante. Os pacientes que evoluíram a óbito foram menos expostos a reperfusão em relação aos que sobreviveram. Os maiores picos de CPK e CKMB e os menores valores de miostatina foram vistos nos pacientes que evoluíram ao óbito. No entanto, essa diferença não foi estatisticamente significante. É interessante também observarmos que a miostatina apresentou correlação positiva com o índice de massa muscular esquelética apendicular (r=0,267; p=0,017) e com a força de preensão manual (r=0,381; p=0,002). No entanto, não houve correlação com a idade (r=0,045; p=0,69), fração de ejeção do VE (r=0,074; p=0,53), e tempo de internação hospitalar (r=0,043; p=0,71). 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No entanto, não houve correlação com a idade, fração de ejeção do VE, tempo de internação e mortalidade hospitalar nos pacientes com IAMCSST.porUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Força muscularInfarto do MiocárdioMiostatinaMuscle StrengthMyocardial InfarctionMyostatinInfluência da Miostatina na Função Muscular, Tempo de Internação e Mortalidade de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento de Segmento STInfluence of Myostatin on Muscle Function, Length of stay and Mortality of patients with ST-segment elevation Myocardial Infarctioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPMedicina (mestrado profissional) - FMBOutraNão constaUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatu24 meses após a data da defesa7438704034471673Banca públicaPublicationa3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::92495-1a3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::92495-1THUMBNAILoliveira_pgs_me_bot_par.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2023-11-10T06:13:09Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg2585https://repositorio.unesp.br/bitstreams/e5ec01f3-3cb3-44a2-8552-dc81ed64b301/download60f4e82f6ea866bdbd416264552fb5e4MD58falseAnonymousREADoliveira_pgs_me_bot_int.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2023-11-10T06:13:09Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg4308https://repositorio.unesp.br/bitstreams/7dea3059-5ad1-4ab3-acd1-477838fc0a59/download6a7b6a8c01ce4d911b72026ffb0a0182MD510falseAnonymousREADORIGINALoliveira_pgs_me_bot_par.pdfoliveira_pgs_me_bot_par.pdfapplication/pdf486808https://repositorio.unesp.br/bitstreams/f06da4f2-d6f4-42f8-a8b1-f1bc39f0d639/download927fd7696180ea2018bc54dbf3c357a1MD55trueAnonymousREADoliveira_pgs_me_bot_int.pdfoliveira_pgs_me_bot_int.pdfapplication/pdf896351https://repositorio.unesp.br/bitstreams/4d73b8b3-f5dd-4c6a-baa7-be17877c6038/download8c4635c0ac96a0c66a40db8e848b4e89MD56falseAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-83143https://repositorio.unesp.br/bitstreams/a9972e61-104c-4f34-b218-10ee76c35794/download3ee905fd2b0504fcf38a9966b1d8ada1MD54falseAnonymousREADTEXToliveira_pgs_me_bot_par.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-11-10T06:13:09Z (GMT).Extracted texttext/plain44871https://repositorio.unesp.br/bitstreams/d7925b09-ad5e-476d-9b11-4571f34a9d4a/download58e632bd6194003e0e3e28626db6c4ccMD57falseAnonymousREADoliveira_pgs_me_bot_int.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2023-11-10T06:13:09Z (GMT).Extracted texttext/plain77297https://repositorio.unesp.br/bitstreams/d86ce423-a8f1-4b06-bf96-033fb026c198/download704f696ea38876f3af1bcc0a9d16a63dMD59falseAnonymousREAD11449/1832722025-10-16T07:29:29.438Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/183272https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T07:29:29Repositório Institucional da UNESP - 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Muscle Strength Myocardial Infarction Myostatin |
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Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortalidade em todo o mundo. O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST (IAMCSST) vem apresentando redução da mortalidade após a introdução das terapias de reperfusão. Diversos fatores estão associados a pior prognóstico e foi evidenciado que massa e função muscular podem estar associadas a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, síndrome metabólica, diabetes mellitus, obesidade e morte precoce. A força e massa muscular são regulados por diversos fatores entre os quais podemos destacar a miostatina. A miostatina, conhecida classicamente como regulador negativo da musculatura tem apresentado papel controverso na literatura, sendo por vezes relacionada a perda de massa muscular. Até o presente momento não há estudos investigando o papel da miostatina nas síndromes coronarianas agudas. Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar a associação dos valores séricos de miostatina, com a massa e função muscular, tempo de internação e mortalidade hospitalar de pacientes com IAMCSST admitidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo prospectivo observacional com pacientes admitidos com diagnóstico de IAMCSST no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, no período de maio de 2018 a fevereiro de 2019. Foram incluídos pacientes com IAMCSST, que aceitaram participar e foram recrutados nas primeiras 48 horas de admissão hospitalar, sendo realizados bioimpedância elétrica, coleta de amostra de sangue para mensuração de miostatina e avaliação de força de preensão manual (FPM) por dinamômetro. Além disso, foi realizado ecocardiograma e coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais dos pacientes. Sarcopenia e dinapenia foram definidos conforme o consenso europeu de sarcopenia. A miostatina foi mensurada no soro, através do método de Elisa. Para avaliar a associação dos valores séricos de miostatina e a mortalidade hospitalar utilizamos a regressão logística uni e multivariada. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram recrutados 80 pacientes, sendo 70% do sexo masculino, o tipo de infarto mais comum foi de parede inferior e a média da idade foi 61,5 ± 10 anos . A mortalidade hospitalar foi de 8,75%. A concentração séria de miostatina foi 1910 (1371-2340) pg/ml. Os pacientes mais velhos, com mais comorbidades e menores valores de FPM apresentaram pior evolução na internação (mortalidade), porém sem diferença estatisticamente significante. Os pacientes que evoluíram a óbito foram menos expostos a reperfusão em relação aos que sobreviveram. Os maiores picos de CPK e CKMB e os menores valores de miostatina foram vistos nos pacientes que evoluíram ao óbito. No entanto, essa diferença não foi estatisticamente significante. É interessante também observarmos que a miostatina apresentou correlação positiva com o índice de massa muscular esquelética apendicular (r=0,267; p=0,017) e com a força de preensão manual (r=0,381; p=0,002). No entanto, não houve correlação com a idade (r=0,045; p=0,69), fração de ejeção do VE (r=0,074; p=0,53), e tempo de internação hospitalar (r=0,043; p=0,71). Não houve associação entre a miostatina e mortalidade mesmo após ajustada por idade, sexo, pico de CKMB (OR= 0,999; IC95%=0,997-1,000; p=0,16) ou por hemoglobina, e uso de betabloqueador e diurético (OR= 0,999; IC95%=0,998-1,001; p=0,26). Conclusão: Os valores séricos de miostatina apresentam correlação positiva com o índice de massa muscular esquelética apendicular e com a força de preensão manual. No entanto, não houve correlação com a idade, fração de ejeção do VE, tempo de internação e mortalidade hospitalar nos pacientes com IAMCSST. |
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