Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis
| Ano de defesa: | 2018 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/153486 |
Resumo: | Tuberculose (TB) é a doença infecciosa que mais mata pessoas no mundo e é causada principalmente pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Em 2016, 10,4 milhões de pessoas desenvolveram a doença e 1,8 milhão morreu em sua decorrência. Atualmente o principal agravante deste cenário é a resistência do bacilo aos antimicrobianos disponíveis para o tratamento. Entre os principais mecanismos responsáveis pela resistência aos antimicrobianos, as mutações em genes que codificam dos alvos dos fármacos se destacam. Fluoroquinolonas e aminoglicosídeos são duas classes de antimicrobianos de 2ª linha utilizados no tratamento de TB e atuam na proteína DNA girase e no ribossomo bacteriano impedindo o processo de transcrição e síntese proteica respectivamente. Mutações nos genes gyrA e rrs que codificam estes alvos podem ser responsáveis por tal resistência. Para que medidas de saúde pública possam ser tomadas para otimizar o tratamento, é preciso conhecer a que os isolados clínicos são resistentes e qual o mecanismo envolvido neste processo. Para isso, uma biblioteca com 100 isolados clínicos coletados entre 2007 e 2009 no hospital de referência Clemente Ferreira da cidade de São Paulo foi avaliada em relação a resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos. A primeira etapa foi a determinação da concentração inibitória mínima (CIM) de três antibióticos da classe das fluoroquinolonas (ofloxacino, moxifloxacino e gatifloxacino) e três da classe dos aminoglicosídeos (amicacina, canamicina e estreptomicina) frente a 100 isolados clínicos utilizando um ensaio de microdiluição em placas de 96 poços. Conhecendo a CIM, os isolados clínicos resistentes a pelo menos um antimicrobiano foram selecionados para o estudo do possível mecanismo de resistência. Mutações nos genes gyrA e rrs que pudessem ser responsáveis por tal resistência foram pesquisadas utilizando o kit GenoType MTBDRsl. Observou-se que 31% (31/100) destas cepas foi resistente a pelo menos um aminoglicosídeo testado, 22% (22/100) a pelo menos uma fluoroquinolona e 10%(10/100) delas são XDR-TB (resistente a rifampicina, isoniazida e pelo menos uma fluoroquinolona e um aminoglicosídeo). O kit detectou mutações em 61,3% (19/31) dos resistentes a aminoglicosídeos e 59,1% (13/22) dos resistentes a fluoroquinolonas. Estes resultados indicam que além das 2 mutações avaliadas no gene rrs e das 6 mutações no gene gyrA outros mecanismos de resistência podem estar envolvidos e devem ser analisados para ampliar a compreensão sobre a resistência a aminoglicosídeos e fluoroquinolonas nesta biblioteca. |
| id |
UNSP_8f6c1254468f35ea3c9e4d9043ce7674 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.unesp.br:11449/153486 |
| network_acronym_str |
UNSP |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosisResistance profile to fluoroquinolones and aminoglycosides in Mycobacterium tuberculosis clinical isolatesMycobacterium tuberculosisIsolados clínicosResistência a antibióticosAminoglicosídeosFluoroquinolonasMycobacterium tuberculosisClinical isolatesAntibiotic resistanceAminoglycosideFluoroquinoloneTuberculose (TB) é a doença infecciosa que mais mata pessoas no mundo e é causada principalmente pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Em 2016, 10,4 milhões de pessoas desenvolveram a doença e 1,8 milhão morreu em sua decorrência. Atualmente o principal agravante deste cenário é a resistência do bacilo aos antimicrobianos disponíveis para o tratamento. Entre os principais mecanismos responsáveis pela resistência aos antimicrobianos, as mutações em genes que codificam dos alvos dos fármacos se destacam. Fluoroquinolonas e aminoglicosídeos são duas classes de antimicrobianos de 2ª linha utilizados no tratamento de TB e atuam na proteína DNA girase e no ribossomo bacteriano impedindo o processo de transcrição e síntese proteica respectivamente. Mutações nos genes gyrA e rrs que codificam estes alvos podem ser responsáveis por tal resistência. Para que medidas de saúde pública possam ser tomadas para otimizar o tratamento, é preciso conhecer a que os isolados clínicos são resistentes e qual o mecanismo envolvido neste processo. Para isso, uma biblioteca com 100 isolados clínicos coletados entre 2007 e 2009 no hospital de referência Clemente Ferreira da cidade de São Paulo foi avaliada em relação a resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos. A primeira etapa foi a determinação da concentração inibitória mínima (CIM) de três antibióticos da classe das fluoroquinolonas (ofloxacino, moxifloxacino e gatifloxacino) e três da classe dos aminoglicosídeos (amicacina, canamicina e estreptomicina) frente a 100 isolados clínicos utilizando um ensaio de microdiluição em placas de 96 poços. Conhecendo a CIM, os isolados clínicos resistentes a pelo menos um antimicrobiano foram selecionados para o estudo do possível mecanismo de resistência. Mutações nos genes gyrA e rrs que pudessem ser responsáveis por tal resistência foram pesquisadas utilizando o kit GenoType MTBDRsl. Observou-se que 31% (31/100) destas cepas foi resistente a pelo menos um aminoglicosídeo testado, 22% (22/100) a pelo menos uma fluoroquinolona e 10%(10/100) delas são XDR-TB (resistente a rifampicina, isoniazida e pelo menos uma fluoroquinolona e um aminoglicosídeo). O kit detectou mutações em 61,3% (19/31) dos resistentes a aminoglicosídeos e 59,1% (13/22) dos resistentes a fluoroquinolonas. Estes resultados indicam que além das 2 mutações avaliadas no gene rrs e das 6 mutações no gene gyrA outros mecanismos de resistência podem estar envolvidos e devem ser analisados para ampliar a compreensão sobre a resistência a aminoglicosídeos e fluoroquinolonas nesta biblioteca.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPESUniversidade Estadual Paulista (Unesp)Pavan, Fernando Rogério [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Ribeiro, Camila Maríngolo [UNESP]2018-04-11T14:05:16Z2018-04-11T14:05:16Z2018-02-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/15348600089995733004030081P7porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-03-29T05:09:04Zoai:repositorio.unesp.br:11449/153486Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-03-29T05:09:04Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis Resistance profile to fluoroquinolones and aminoglycosides in Mycobacterium tuberculosis clinical isolates |
| title |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| spellingShingle |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis Ribeiro, Camila Maríngolo [UNESP] Mycobacterium tuberculosis Isolados clínicos Resistência a antibióticos Aminoglicosídeos Fluoroquinolonas Mycobacterium tuberculosis Clinical isolates Antibiotic resistance Aminoglycoside Fluoroquinolone |
| title_short |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| title_full |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| title_fullStr |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| title_full_unstemmed |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| title_sort |
Perfil de resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos em isolados clínicos de Mycobacterium tuberculosis |
| author |
Ribeiro, Camila Maríngolo [UNESP] |
| author_facet |
Ribeiro, Camila Maríngolo [UNESP] |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Pavan, Fernando Rogério [UNESP] Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Ribeiro, Camila Maríngolo [UNESP] |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Mycobacterium tuberculosis Isolados clínicos Resistência a antibióticos Aminoglicosídeos Fluoroquinolonas Mycobacterium tuberculosis Clinical isolates Antibiotic resistance Aminoglycoside Fluoroquinolone |
| topic |
Mycobacterium tuberculosis Isolados clínicos Resistência a antibióticos Aminoglicosídeos Fluoroquinolonas Mycobacterium tuberculosis Clinical isolates Antibiotic resistance Aminoglycoside Fluoroquinolone |
| description |
Tuberculose (TB) é a doença infecciosa que mais mata pessoas no mundo e é causada principalmente pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Em 2016, 10,4 milhões de pessoas desenvolveram a doença e 1,8 milhão morreu em sua decorrência. Atualmente o principal agravante deste cenário é a resistência do bacilo aos antimicrobianos disponíveis para o tratamento. Entre os principais mecanismos responsáveis pela resistência aos antimicrobianos, as mutações em genes que codificam dos alvos dos fármacos se destacam. Fluoroquinolonas e aminoglicosídeos são duas classes de antimicrobianos de 2ª linha utilizados no tratamento de TB e atuam na proteína DNA girase e no ribossomo bacteriano impedindo o processo de transcrição e síntese proteica respectivamente. Mutações nos genes gyrA e rrs que codificam estes alvos podem ser responsáveis por tal resistência. Para que medidas de saúde pública possam ser tomadas para otimizar o tratamento, é preciso conhecer a que os isolados clínicos são resistentes e qual o mecanismo envolvido neste processo. Para isso, uma biblioteca com 100 isolados clínicos coletados entre 2007 e 2009 no hospital de referência Clemente Ferreira da cidade de São Paulo foi avaliada em relação a resistência a fluoroquinolonas e aminoglicosídeos. A primeira etapa foi a determinação da concentração inibitória mínima (CIM) de três antibióticos da classe das fluoroquinolonas (ofloxacino, moxifloxacino e gatifloxacino) e três da classe dos aminoglicosídeos (amicacina, canamicina e estreptomicina) frente a 100 isolados clínicos utilizando um ensaio de microdiluição em placas de 96 poços. Conhecendo a CIM, os isolados clínicos resistentes a pelo menos um antimicrobiano foram selecionados para o estudo do possível mecanismo de resistência. Mutações nos genes gyrA e rrs que pudessem ser responsáveis por tal resistência foram pesquisadas utilizando o kit GenoType MTBDRsl. Observou-se que 31% (31/100) destas cepas foi resistente a pelo menos um aminoglicosídeo testado, 22% (22/100) a pelo menos uma fluoroquinolona e 10%(10/100) delas são XDR-TB (resistente a rifampicina, isoniazida e pelo menos uma fluoroquinolona e um aminoglicosídeo). O kit detectou mutações em 61,3% (19/31) dos resistentes a aminoglicosídeos e 59,1% (13/22) dos resistentes a fluoroquinolonas. Estes resultados indicam que além das 2 mutações avaliadas no gene rrs e das 6 mutações no gene gyrA outros mecanismos de resistência podem estar envolvidos e devem ser analisados para ampliar a compreensão sobre a resistência a aminoglicosídeos e fluoroquinolonas nesta biblioteca. |
| publishDate |
2018 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2018-04-11T14:05:16Z 2018-04-11T14:05:16Z 2018-02-21 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/11449/153486 000899957 33004030081P7 |
| url |
http://hdl.handle.net/11449/153486 |
| identifier_str_mv |
000899957 33004030081P7 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UNESP instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP) instacron:UNESP |
| instname_str |
Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| instacron_str |
UNESP |
| institution |
UNESP |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| collection |
Repositório Institucional da UNESP |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositoriounesp@unesp.br |
| _version_ |
1854954540897402880 |