Etiologia e susceptibilidade à drogas de microrganismos relacionados com a otite média crônica supurativa em pacientes portadores de fissura palatal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Weckwerth, Paulo Henrique [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/89976
Resumo: A otite média crônica supurativa (OMCS) é uma condição comum em pacientes portadores de fissura palatal e lábio-palatal não reparada. Devido a uma anormalidade muscular, existe disfunção da tuba auditiva que, por sua vez, não equilibra a pressão diferencial do ar entre o ouvido médio e a nasofaringe, ocasionando acúmulo de fluidos na cavidade do ouvido médio. Amostras efusivas de OMCS de 40 pacientes portadores de fissura lábiopalatal matriculados no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) – USP – Bauru - SP, foram analisadas através de culturas bacteriológicas, e as bactérias isoladas submetidas ao padrão de susceptibilidade in vitro frente a drogas de uso clínico. Culturas positivas foram obtidas em 100% dos casos estudados. Das 57 linhagens obtidas, foram isoladas com maior freqüência as bactérias Pseudomonas aeruginosa (35%), Staphylococcus aureus (15,5%), Enterococcus faecalis (14%) e Proteus mirabilis (12%). A freqüência de bacilos Gram negativos (enterobactérias e não fermentadores da glicose) isolados foi de 67%. Frente à ciprofloxacina, a Pseudomonas aeruginosa apresentou melhor sensibilidade. Frente à gentamicina, as enterobactérias apresentaram melhor sensibilidade. As linhagens de Staphylococcus aureus e de Enterococcus faecalis mostraram melhor sensibilidade frente ao imipenem e sulfazotrim, respectivamente. Acreditamos que nossos dados possam contribuir para a escolha apropriada de antibióticos quando for considerado o tratamento não cirúrgico da OMCS em pacientes portadores de fissura lábio palatal.
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