Estudo do perfil arritmogênico em cães com Ehrlichiose Monocítica Aguda e Crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Latini, Carolina Dragone [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/244134
Resumo: A erliquiose monocítica canina (EMC) é uma enfermidade de ocorrência mundial, transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus e causada pela bactéria gram-negativa Ehrlichia spp. Após o período de incubação de oito a 20 dias no hospedeiro, a infecção é subdividida, conforme a progressão da doença, em aguda, subclínica e crônica. Além de alterações hematológicas, o sistema cardiovascular é um dos mais acometidos pelas consequências hemodinâmicas da doença, uma vez que a anemia persistente pode resultar em hipóxia do miocárdio e ativação de mecanismos inflamatórios, tornando-se um potencial causador de miocardite. Sabe-se que em cães infectados por Ehrlichia canis, há maior ocorrência de arritmias e predomínio da atividade simpática. O presente estudo avaliou parâmetros arritmogênicos, como dispersão de onda P (dP), dispersão (dQT) e instabilidade de QT, além da análise da VFC a partir do estudo do Holter de 24 horas em cães infectados naturalmente na fase aguda (10), crônica (10), comparados ao grupo controle (10). Os valores de dP e dQT foram inferiores no grupo controle, confirmando caráter arritmogênico em cães infectados. Os parâmetros de instabilidade foram superiores nos animais doentes, porém não foi observado piora na fase crônica. Todos os parâmetros de VFC no domínio tempo foram superiores no controle, o que comprova equilíbrio da atividade simpatovagal ao longo do dia em cães saudáveis. Além disso, parâmetros associados à atividade parassimpática (rMSSD e pNN50) foram inferiores nos grupos doentes, o que confirma o predomínio da atividade simpática. Conclui-se que a EMC possui atividade arritmogênica, com piora dos parâmetros preditivos de arritmias ventriculares e maior atividade do sistema nervoso autônomo simpático no coração, possivelmente secundária à miocardite.
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