Efeito repelente de nanoemulsões contendo óleos de Melaleuca alternifolia e Azadirachta indica frente à Lutzomyia longipalpis (Diptera: Psychodidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Ignacio, Matheus Bacelar Paixão [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/258071
Resumo: Os flebotomíneos são insetos hematófagos, pertencentes à Ordem Diptera, Família Psychodidae, Subfamília Phlebotominae, que podem transmitir bactérias, vírus e também protozoários como os causadores das leishmanioses. As leishmanioses fazem parte das doenças negligenciadas, que se caracterizam por atingir populações de vulnerabilidade, assim como apresentam lacunas em pesquisas que consigam trazer avanços na terapia, diagnóstico e profilaxia. Um dos métodos de controlar os vetores é a utilização de inseticidas. Outras estratégias, individuais, incluem a utilização de telas ou a aplicação de repelentes. Os óleos de plantas possuem atividades inseticidas que podem ocorrer de diversas formas: causando morte, deformações em qualquer estágio de desenvolvimento, além de ter função de repelência, em especial os óleos essenciais. Para flebotomíneos há poucos estudos que avaliem a eficácia de óleos como potenciais repelentes. O óleo de Azadirachta indica apresentou indícios de repelência para espécies de flebotomíneos do Velho Mundo, enquanto para Melaleuca alternifolia há poucos estudos nessa área. Ressalta-se ainda que um limitante para o uso de óleos essenciais como repelentes é o reduzido tempo de eficácia devido à alta volatilidade. Neste contexto, A nanotecnologia se apresenta como uma ferramenta interessante como abordagem para liberar os voláteis de forma mais lenta. Avaliou-se dois óleos, M. alternifolia e A. indica, e formulação de nanoemulsões que contenham esses óleos, para avaliar sua possível ação de repelência frente à espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da leishmaniose visceral. O hidrogel de M. alternifolia apresentou no início do teste a maior porcentagem de repelência, igualando-se ao DEET, de aproximadamente 71%, em comparação com o hidrogel de A. indica que obteve no início uma média de porcentagem de repelência de aproximadamente 44%. Nos dois hidrogéis houve um decaimento de efetividade ao longo do tempo. Uma nova formulação foi desenvolvida na tentativa de prolongar o efeito repelente da M. alternifolia. Essa formulação apresentou uma média de porcentagem de repelência de aproximadamente 87%, no início do teste, sendo maior que o DEET, e igualou-se a ele na primeira hora, mas apresentou o padrão de perda de atividade ao longo do tempo.
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Outras estratégias, individuais, incluem a utilização de telas ou a aplicação de repelentes. Os óleos de plantas possuem atividades inseticidas que podem ocorrer de diversas formas: causando morte, deformações em qualquer estágio de desenvolvimento, além de ter função de repelência, em especial os óleos essenciais. Para flebotomíneos há poucos estudos que avaliem a eficácia de óleos como potenciais repelentes. O óleo de Azadirachta indica apresentou indícios de repelência para espécies de flebotomíneos do Velho Mundo, enquanto para Melaleuca alternifolia há poucos estudos nessa área. Ressalta-se ainda que um limitante para o uso de óleos essenciais como repelentes é o reduzido tempo de eficácia devido à alta volatilidade. Neste contexto, A nanotecnologia se apresenta como uma ferramenta interessante como abordagem para liberar os voláteis de forma mais lenta. Avaliou-se dois óleos, M. alternifolia e A. indica, e formulação de nanoemulsões que contenham esses óleos, para avaliar sua possível ação de repelência frente à espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da leishmaniose visceral. O hidrogel de M. alternifolia apresentou no início do teste a maior porcentagem de repelência, igualando-se ao DEET, de aproximadamente 71%, em comparação com o hidrogel de A. indica que obteve no início uma média de porcentagem de repelência de aproximadamente 44%. Nos dois hidrogéis houve um decaimento de efetividade ao longo do tempo. Uma nova formulação foi desenvolvida na tentativa de prolongar o efeito repelente da M. alternifolia. Essa formulação apresentou uma média de porcentagem de repelência de aproximadamente 87%, no início do teste, sendo maior que o DEET, e igualou-se a ele na primeira hora, mas apresentou o padrão de perda de atividade ao longo do tempo.Sandflies are blood-sucking insects, belonging to the Order Diptera, Family Psychodidae, Subfamily Phlebotominae, which can transmit bacteria, viruses and also protozoa such as those that cause leishmaniasis. Leishmaniasis is one of the neglected diseases, which are characterized by affecting vulnerable populations, as well as presenting gaps in research that can bring advances in therapy, diagnosis and prophylaxis. One of the methods of controlling vectors is the use of insecticides. Other individual strategies include the use of screens or the application of repellents. Plant oils have insecticidal activities that can occur in different ways: causing death, deformation at any stage of development, in addition to having a repellent function, especially essential oils. For sand flies, there are few studies that evaluate the effectiveness of oils as potential repellents. Azadirachta indica oil showed signs of repellency for Old World sand fly species, while for Melaleuca alternifolia there are few studies in this area. It should also be noted that a limiting factor for the use of essential oils as repellents is the reduced effectiveness time due to high volatility. In this context, nanotechnology presents itself as an interesting tool as an approach to release volatiles more slowly. Two oils, M. alternifolia and A. indica, and the formulation of nanoemulsions containing these oils were evaluated to evaluate their possible repellency action against the species Lutzomyia longipalpis, the main vector of visceral leishmaniasis. The M. alternifolia hydrogel presented the highest percentage of repellency at the beginning of the test, equal to DEET, at approximately 71%, compared to the A. indica hydrogel, which obtained an average repellency percentage of approximately 44% at the beginning. In both hydrogels there was a decline in effectiveness over time. A new formulation was developed in an attempt to prolong the repellent effect of M. alternifolia. This formulation presented an average repellency percentage of approximately 87% at the beginning of the test, being higher than DEET, and was equal to it in the first hour, but showed a pattern of loss of activity over time.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Pinto, Mara Cristina [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Chorilli, Marlus [UNESP]Ignacio, Matheus Bacelar Paixão [UNESP]2024-11-11T13:20:45Z2024-11-11T13:20:45Z2024-07-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfhttps://hdl.handle.net/11449/25807133004030081P7porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-03-29T05:09:06Zoai:repositorio.unesp.br:11449/258071Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-03-29T05:09:06Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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