Petrologia e metalogenia da Suíte Intrusiva São Lourenço-Caripunas na região do distrito mineiro São Lourenço-Macisa, Rondônia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Marly Aparecida da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/244681
Resumo: A Suíte Intrusiva São Lourenço-Caripunas (1,32 – 1,30 Ga) na região do distrito mineiro São Lourenço-Macisa aflora na porção NW da província estanífera de Rondônia e inclui granitos rapakivi e rochas associadas, as quais são reunidas em quatro unidades ígneas mapeadas na escala 1:25.000. A unidade A é composta por viborgitos e piterlitos com hornblenda e biotita, a unidade B por granitos pórfiros com hornblenda e/ou biotita, a unidade C por gabros, microgabros, hornblenda quartzo-monzonitos e granitos pórfiros e a unidade D por biotita granitos seriados e equigranulares e granitos pórfiros II. Os litotipos das unidades A, B e C são interpretados como intrusões precoces, enquanto aqueles da unidade D como intrusões tardias e relacionadas espacialmente com os depósitos primários de estanho e metais associados. As intrusões precoces são dominantemente metaluminosas (SiO2 = 69,33 – 71,80 % e A/CNK= 0,90 e 0,96), têm assinatura dos granitos ferroanos, são álcali-cálcicos, tipo-A e do subgrupo A2. Apresentam enriquecimento dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 3,9 a 8,2) e anomalia negativa de európio de grau médio ([Eu/Eu*] = 0,55 a 0,34). Biotita sienogranitos equigranulares, seriados e porfiríticos são as principais fácies intrusivas tardias da Suíte no distrito e afloram nos plutons Pascana, no setor Macisa, e Saubinha, no setor São Lourenço. Apresentam características petrográficas semelhantes aos biotita rapakivi granitos evoluídos do sul da Finlândia e as fácies com topázio na moda indicam uma filiação com os granitos a metais raros. Os depósitos primários de estanho e metais base ocorrem como sistemas de veios e vênulas de greisen e de quartzo subparalelos ou em stockwork nos endo e exocontatos desses plutons. Dois tipos petrográficos de greisen e de veios e vênulas de quartzo são reconhecidos no distrito. A cassiterita ocorre principalmente nos greisens e nos veios e vênulas de quartzo com topázio e Li-mica, enquanto os sulfetos (esfalerita, calcopirita, galena, pirita e arsenopirita) nos veios e vênulas de quartzo com carbonato, clorita e fluorita e nas zonas cloritizadas. No geral, uma sequência de processos hidrotermais pós-magmáticos pode ser assim definida para o distrito: greisenização I / silicificação I → cloritização / silicificação II → greisenização II / silicificação III (?). Geoquimicamente, exibem elevados teores de SiO2 (77,92 - 75,02%), mostram assinatura dos granitos ferroanos, são ácali-cálcicos a cálcio-alcalinos e variam de metaluminosas a peraluminosas (A/CNK = 0,91 a 1,19). São classificadas como granitos intraplaca, tipo-A reduzidos e do subgrupo A2. De modo geral, mostram enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 2,45 a 6,97), com leve enriquecimento de ETRP sobre os ETRM nos biotita sienogranitos com topázio e anomalia negativa de európio de grau médio a alto ([Eu/Eu*] = 0,36 a 0,06). As rochas da unidade C têm teores de TiO2, Fe2O3, MgO, CaO e K2O que sinalizam certo alinhamento com os teores de SiO2 entre os litotipos. Os gabros e microgabros apresentam baixos valores de SiO2 (46,35 – 48,92) e o hornblenda quartzo-monzonito ocupa uma posição intermediária em relação aos teores do mesmo elemento (SiO2 = 60,95%) e é interpretado juntamente com as feições petrográficas como o produto da interação dos magmas. Os dados geoquímicos mostram também que essas rochas são alcalinas e caracterizadas como basaltos intraplaca. Além disso, apresentam enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP nos gabros e microgabros ([La/Yb] = 7,33 a 8,29), granitos pórfiros I ([La/Yb] = 3,97 a 8,29) e no hornblenda quartzo-monzonito ([La/Yb] = 10,65) e mostram ainda leve anomalia positiva e negativa de európio nos gabros e microgabros ([Eu/Eu*] = 1,10 a 1,18) e hornblenda quartzo-monzonito ([Eu/Eu*] = 0,83), respectivamente, e anomalia de grau médio nos granitos pórfiros I ([Eu/Eu*] = 0,34 a 0,44). Os dados isotópicos de ɛNd(t) (-2,91 – 2,12) indicam misturas de componentes de origem mantélica e crustal em proporções variadas na origem dos magmas, com maior participação de materiais crustais na formação dos magmas das fácies graníticas precoces e predominância de materiais mantélicos nas fácies graníticas tardias.
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A unidade A é composta por viborgitos e piterlitos com hornblenda e biotita, a unidade B por granitos pórfiros com hornblenda e/ou biotita, a unidade C por gabros, microgabros, hornblenda quartzo-monzonitos e granitos pórfiros e a unidade D por biotita granitos seriados e equigranulares e granitos pórfiros II. Os litotipos das unidades A, B e C são interpretados como intrusões precoces, enquanto aqueles da unidade D como intrusões tardias e relacionadas espacialmente com os depósitos primários de estanho e metais associados. As intrusões precoces são dominantemente metaluminosas (SiO2 = 69,33 – 71,80 % e A/CNK= 0,90 e 0,96), têm assinatura dos granitos ferroanos, são álcali-cálcicos, tipo-A e do subgrupo A2. Apresentam enriquecimento dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 3,9 a 8,2) e anomalia negativa de európio de grau médio ([Eu/Eu*] = 0,55 a 0,34). Biotita sienogranitos equigranulares, seriados e porfiríticos são as principais fácies intrusivas tardias da Suíte no distrito e afloram nos plutons Pascana, no setor Macisa, e Saubinha, no setor São Lourenço. Apresentam características petrográficas semelhantes aos biotita rapakivi granitos evoluídos do sul da Finlândia e as fácies com topázio na moda indicam uma filiação com os granitos a metais raros. Os depósitos primários de estanho e metais base ocorrem como sistemas de veios e vênulas de greisen e de quartzo subparalelos ou em stockwork nos endo e exocontatos desses plutons. Dois tipos petrográficos de greisen e de veios e vênulas de quartzo são reconhecidos no distrito. A cassiterita ocorre principalmente nos greisens e nos veios e vênulas de quartzo com topázio e Li-mica, enquanto os sulfetos (esfalerita, calcopirita, galena, pirita e arsenopirita) nos veios e vênulas de quartzo com carbonato, clorita e fluorita e nas zonas cloritizadas. No geral, uma sequência de processos hidrotermais pós-magmáticos pode ser assim definida para o distrito: greisenização I / silicificação I → cloritização / silicificação II → greisenização II / silicificação III (?). Geoquimicamente, exibem elevados teores de SiO2 (77,92 - 75,02%), mostram assinatura dos granitos ferroanos, são ácali-cálcicos a cálcio-alcalinos e variam de metaluminosas a peraluminosas (A/CNK = 0,91 a 1,19). São classificadas como granitos intraplaca, tipo-A reduzidos e do subgrupo A2. De modo geral, mostram enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 2,45 a 6,97), com leve enriquecimento de ETRP sobre os ETRM nos biotita sienogranitos com topázio e anomalia negativa de európio de grau médio a alto ([Eu/Eu*] = 0,36 a 0,06). As rochas da unidade C têm teores de TiO2, Fe2O3, MgO, CaO e K2O que sinalizam certo alinhamento com os teores de SiO2 entre os litotipos. Os gabros e microgabros apresentam baixos valores de SiO2 (46,35 – 48,92) e o hornblenda quartzo-monzonito ocupa uma posição intermediária em relação aos teores do mesmo elemento (SiO2 = 60,95%) e é interpretado juntamente com as feições petrográficas como o produto da interação dos magmas. Os dados geoquímicos mostram também que essas rochas são alcalinas e caracterizadas como basaltos intraplaca. Além disso, apresentam enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP nos gabros e microgabros ([La/Yb] = 7,33 a 8,29), granitos pórfiros I ([La/Yb] = 3,97 a 8,29) e no hornblenda quartzo-monzonito ([La/Yb] = 10,65) e mostram ainda leve anomalia positiva e negativa de európio nos gabros e microgabros ([Eu/Eu*] = 1,10 a 1,18) e hornblenda quartzo-monzonito ([Eu/Eu*] = 0,83), respectivamente, e anomalia de grau médio nos granitos pórfiros I ([Eu/Eu*] = 0,34 a 0,44). Os dados isotópicos de ɛNd(t) (-2,91 – 2,12) indicam misturas de componentes de origem mantélica e crustal em proporções variadas na origem dos magmas, com maior participação de materiais crustais na formação dos magmas das fácies graníticas precoces e predominância de materiais mantélicos nas fácies graníticas tardias.The São Lourenço-Caripunas Intrusive Suite (1.32 – 1.30 Ga) at the São Lourenço-Macisa mining district includes rapakivi granites and associated rocks, which are grouped in four igneous units mapped on 1:25.000. The unit A is composed of biotite-hornblende wiborgites and pyterlites and seriate biotite granites, the unit B corresponds to granites porphyries with hornblende and/or biotite, and the unit C is composed of gabbros, microgabbros, hornblende quartz monzonites and granites porphyries. The lithotypes of units A, B, and C are interpreted as early intrusive phase, whereas the unit D as late intrusive phase and spatially related to primary tin and associated metal deposits. The early intrusions are metaluminous (SiO2 = 69.33-71.80% and A/CNK = 0.90 and 0.96), have signatures of ferroan granites, are alkali-calcic, type-A, and of subgroup A2. They show enrichment of LREE over HREE ([La/Yb] = 3.9 to 8.2) and a medium degree negative europium anomaly ([Eu/Eu*] = 0.55 to 0.34). Equigranular, seriete and porphyritic biotite syenogranites are the main late intrusive facies of the Suite in the district and crop out in the Pascana and Saubinha plutons, in the Macisa and São Lourenço sectors, respectively. They present petrographic characteristics similar to the biotite rapakivi evolved granites of southern Finland and the facies with topaz indicate an affiliation with rare-metal granites. The tin and base metals primary deposits occur as subparallel greisen and quartz vein and veinlet system or as stockwork in the endo- and exocontacts of these plutons. Two petrographic types of greisen and quartz vein and veinlet are recognized in the district. Cassiterite occurs mainly in the greisen and quartz vein and veinlet with topaz and Li-mica, while the sulfides (sphalerite, chalcopyrite, galena, pyrite and arsenopyrite) in the quartz vein and veinlet with carbonate, chlorite and fluorite and in the chloritically altered zones. Overall, a sequence of hydrothermal post-magmatic processes of alteration and/or infill can thus be defined for the district: greisenization I / silicification I → chloritization / silicification II → greisenization II / silicification III (?). Geochemically, they exhibit high SiO2 contents (77.92 – 75.02%), show ferroan granite signatures, are alkali-calcic to calcic-alkaline, and range from metaluminous to peraluminous (A/CNK = 0.91 to 1.19). They are classified as within-plate granites, type-A reduced granites of subgroup A2. In general, they show relative enrichment of LREE over HREE ([La/Yb] = 2.45 to 6.97), with slight enrichment of HREE over MREE in topaz-bearing biotite syenogranites and a medium to high degree negative Eu anomaly ([Eu/Eu*] = 0.36 to 0.06). The rocks of unit C presents TiO2, Fe2O3, MgO, CaO, and K2O contents that indicate a certain alignment with SiO2 contents among the lithotypes. The gabbros and microgabbros show low SiO2 values (46.35 – 48.92), and the hornblende quartz monzonite occupies an intermediate position with respect to the same element content (SiO2 = 60.95%) and is interpreted together with petrographic features as the product of magma mixing. Geochemical data also show that these rocks are alkaline and characterized as within-plate basalts. In addition, they show relative enrichment of LREE over HREE in gabbros and microgabbros ([La/Yb] = 7.33 to 8.29), porphyritic granites I ([La/Yb] = 3.97 to 8.29), and in the hornblende quartz monzonite ([La/Yb] = 10.65). They also exhibit slight positive and negative europium anomalies in gabbros and microgabbros ([Eu/Eu*] = 1.10 to 1.18) and hornblende quartz monzonite ([Eu/Eu*] = 0.83), respectively, and a medium degree of Eu anomaly in porphyritic granites I ([Eu/Eu*] = 0.34 to 0.44). The Nd isotopic compositions [ɛNd(t) (-2.91 to 2.12)] suggest mixing of mantle and crustal components in varying proportions in the origin of magmas, with a greater participation of crustal materials in the formation of early granitic facies and predominance of mantle materials in the late granitic facies.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CNPq: 140649/2020-4CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Luvizotto, George Luiz [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Leite Júnior, Washington Barbosa [UNESP]Silva, Marly Aparecida da [UNESP]2023-07-20T17:11:26Z2023-07-20T17:11:26Z2023-05-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/24468133004137036P9porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-11-28T18:39:18Zoai:repositorio.unesp.br:11449/244681Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-11-28T18:39:18Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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description A Suíte Intrusiva São Lourenço-Caripunas (1,32 – 1,30 Ga) na região do distrito mineiro São Lourenço-Macisa aflora na porção NW da província estanífera de Rondônia e inclui granitos rapakivi e rochas associadas, as quais são reunidas em quatro unidades ígneas mapeadas na escala 1:25.000. A unidade A é composta por viborgitos e piterlitos com hornblenda e biotita, a unidade B por granitos pórfiros com hornblenda e/ou biotita, a unidade C por gabros, microgabros, hornblenda quartzo-monzonitos e granitos pórfiros e a unidade D por biotita granitos seriados e equigranulares e granitos pórfiros II. Os litotipos das unidades A, B e C são interpretados como intrusões precoces, enquanto aqueles da unidade D como intrusões tardias e relacionadas espacialmente com os depósitos primários de estanho e metais associados. As intrusões precoces são dominantemente metaluminosas (SiO2 = 69,33 – 71,80 % e A/CNK= 0,90 e 0,96), têm assinatura dos granitos ferroanos, são álcali-cálcicos, tipo-A e do subgrupo A2. Apresentam enriquecimento dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 3,9 a 8,2) e anomalia negativa de európio de grau médio ([Eu/Eu*] = 0,55 a 0,34). Biotita sienogranitos equigranulares, seriados e porfiríticos são as principais fácies intrusivas tardias da Suíte no distrito e afloram nos plutons Pascana, no setor Macisa, e Saubinha, no setor São Lourenço. Apresentam características petrográficas semelhantes aos biotita rapakivi granitos evoluídos do sul da Finlândia e as fácies com topázio na moda indicam uma filiação com os granitos a metais raros. Os depósitos primários de estanho e metais base ocorrem como sistemas de veios e vênulas de greisen e de quartzo subparalelos ou em stockwork nos endo e exocontatos desses plutons. Dois tipos petrográficos de greisen e de veios e vênulas de quartzo são reconhecidos no distrito. A cassiterita ocorre principalmente nos greisens e nos veios e vênulas de quartzo com topázio e Li-mica, enquanto os sulfetos (esfalerita, calcopirita, galena, pirita e arsenopirita) nos veios e vênulas de quartzo com carbonato, clorita e fluorita e nas zonas cloritizadas. No geral, uma sequência de processos hidrotermais pós-magmáticos pode ser assim definida para o distrito: greisenização I / silicificação I → cloritização / silicificação II → greisenização II / silicificação III (?). Geoquimicamente, exibem elevados teores de SiO2 (77,92 - 75,02%), mostram assinatura dos granitos ferroanos, são ácali-cálcicos a cálcio-alcalinos e variam de metaluminosas a peraluminosas (A/CNK = 0,91 a 1,19). São classificadas como granitos intraplaca, tipo-A reduzidos e do subgrupo A2. De modo geral, mostram enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP ([La/Yb] = 2,45 a 6,97), com leve enriquecimento de ETRP sobre os ETRM nos biotita sienogranitos com topázio e anomalia negativa de európio de grau médio a alto ([Eu/Eu*] = 0,36 a 0,06). As rochas da unidade C têm teores de TiO2, Fe2O3, MgO, CaO e K2O que sinalizam certo alinhamento com os teores de SiO2 entre os litotipos. Os gabros e microgabros apresentam baixos valores de SiO2 (46,35 – 48,92) e o hornblenda quartzo-monzonito ocupa uma posição intermediária em relação aos teores do mesmo elemento (SiO2 = 60,95%) e é interpretado juntamente com as feições petrográficas como o produto da interação dos magmas. Os dados geoquímicos mostram também que essas rochas são alcalinas e caracterizadas como basaltos intraplaca. Além disso, apresentam enriquecimento relativo dos ETRL sobre os ETRP nos gabros e microgabros ([La/Yb] = 7,33 a 8,29), granitos pórfiros I ([La/Yb] = 3,97 a 8,29) e no hornblenda quartzo-monzonito ([La/Yb] = 10,65) e mostram ainda leve anomalia positiva e negativa de európio nos gabros e microgabros ([Eu/Eu*] = 1,10 a 1,18) e hornblenda quartzo-monzonito ([Eu/Eu*] = 0,83), respectivamente, e anomalia de grau médio nos granitos pórfiros I ([Eu/Eu*] = 0,34 a 0,44). Os dados isotópicos de ɛNd(t) (-2,91 – 2,12) indicam misturas de componentes de origem mantélica e crustal em proporções variadas na origem dos magmas, com maior participação de materiais crustais na formação dos magmas das fácies graníticas precoces e predominância de materiais mantélicos nas fácies graníticas tardias.
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