As cenas culturais em Presidente Prudente (SP): os territórios de resistência em espaço público no contexto da fragmentação socioespacial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/315775 |
Resumo: | A diferenciação socioespacial nas cidades brasileiras intensifica a fragmentação socioespacial, tensionando a relação entre espaços públicos e privados sob a lógica neoliberal e em contraposição ao direito à cidade. Este estudo analisa, em Presidente Prudente (SP), como grupos e coletivos culturais não hegemônicos articulam-se e ressignificam o espaço público em contextos de disputa, tanto no território quanto a partir das redes sociais online, e o quão essencial são para a constituição das relações e conexões que articulam as territorializações. Metodologicamente, combina-se um acompanhamento com princípios de uma etnografia flexível entre a netnografia e a observação participante, conversas estruturadas, questionário aberto e análise de interações, organizadas por meio de sociogramas. Além disso, o recorte empírico principal centra-se em um evento cultural de grande porte, a partir do qual se investigam perfis de participantes, as experiências e percepções acerca das formas de apropriação do espaço e relações entre dinâmicas presenciais e online. Os resultados indicam que, apesar das restrições e políticas hegemônicas voltadas à privatização, as ações coletivas operam como práticas de resistência e inclusão, potencializadas pelas redes de sociabilidade online, que constituem uma rede rizomática e horizontal a partir dessas relações entre os sujeitos no uso dos espaços públicos da cidade. A pesquisa contribui para compreender como as relações no contexto online são extensoras das práticas socioespaciais, e como essas dinâmicas se inserem no cenário mais amplo da fragmentação socioespacial, agravados pela insuficiência na atuação do poder público, e apontam para novos horizontes que reivindicam uma participação cidadã, diante do enfrentamento e diálogo com poder público, marcado por resquícios de um clientelismo público-privado, que compõem um cenário de contra-hegemonia e insurgência às ações “não autorizadas” dos coletivos. Diante disso, um horizonte de emancipação desses sujeitos, a partir de suas autonomias coletivas, a algo antes negligenciado. |
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As cenas culturais em Presidente Prudente (SP): os territórios de resistência em espaço público no contexto da fragmentação socioespacialThe cultural scenes in Presidente Prudente (Brazil): territories of resistance in public space within the context of socio-spatial fragmentationEspaço públicoRedes sociaisFragmentação socioespacialCulturas urbanasTerritórioPublic SpaceSocial NetworksSociospatial FragmentationUrban CulturesTerritoryA diferenciação socioespacial nas cidades brasileiras intensifica a fragmentação socioespacial, tensionando a relação entre espaços públicos e privados sob a lógica neoliberal e em contraposição ao direito à cidade. Este estudo analisa, em Presidente Prudente (SP), como grupos e coletivos culturais não hegemônicos articulam-se e ressignificam o espaço público em contextos de disputa, tanto no território quanto a partir das redes sociais online, e o quão essencial são para a constituição das relações e conexões que articulam as territorializações. Metodologicamente, combina-se um acompanhamento com princípios de uma etnografia flexível entre a netnografia e a observação participante, conversas estruturadas, questionário aberto e análise de interações, organizadas por meio de sociogramas. Além disso, o recorte empírico principal centra-se em um evento cultural de grande porte, a partir do qual se investigam perfis de participantes, as experiências e percepções acerca das formas de apropriação do espaço e relações entre dinâmicas presenciais e online. Os resultados indicam que, apesar das restrições e políticas hegemônicas voltadas à privatização, as ações coletivas operam como práticas de resistência e inclusão, potencializadas pelas redes de sociabilidade online, que constituem uma rede rizomática e horizontal a partir dessas relações entre os sujeitos no uso dos espaços públicos da cidade. A pesquisa contribui para compreender como as relações no contexto online são extensoras das práticas socioespaciais, e como essas dinâmicas se inserem no cenário mais amplo da fragmentação socioespacial, agravados pela insuficiência na atuação do poder público, e apontam para novos horizontes que reivindicam uma participação cidadã, diante do enfrentamento e diálogo com poder público, marcado por resquícios de um clientelismo público-privado, que compõem um cenário de contra-hegemonia e insurgência às ações “não autorizadas” dos coletivos. Diante disso, um horizonte de emancipação desses sujeitos, a partir de suas autonomias coletivas, a algo antes negligenciado.Sociospatial differentiation in Brazilian cities intensifies urban fragmentation, straining the relationship between public and private spaces under neoliberal logic and in opposition to the right to the city. This study examines, in Presidente Prudente, São Paulo, how non-hegemonic cultural groups and collectives articulate and re-signify public space in contested contexts, both in physical territories and in online social networks, and how essential they are to the formation of relationships and connections that structure territorializations. Methodologically, the research combines a flexible ethnographic approach — integrating netnography, participant observation, structured conversations, open-ended questionnaires, and interaction analysis organized through sociograms. The main empirical focus is a large-scale cultural event, through which participants’ profiles, experiences, and perceptions of spatial appropriation and the interplay between in-person and online dynamics are explored. Findings indicate that, despite restrictions and hegemonic policies aimed at privatization, collective actions operate as practices of resistance and inclusion, strengthened by online social networks that form a rhizomatic and horizontal web of relationships among subjects in their use of public spaces. The study contributes to understanding how online relationships extend sociospatial practices and how these dynamics are embedded in the broader scenario of sociospatial fragmentation, exacerbated by insufficient public policy action. It also points toward new horizons for civic participation, shaped by confrontation and dialogue with public authorities marked by remnants of public–private clientelism, which constitute a counter-hegemonic and insurgent response to “unauthorized” collective actions. In this context, a horizon of emancipation emerges, grounded in the collective autonomy of subjects once neglected.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Furini, Luciano Antonio [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Sanches, George Felipe [UNESP]2025-11-28T00:26:08Z2025-09-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSANCHES, George Felipe. As cenas culturais em Presidente Prudente (SP, Brasil): os territórios de resistência em espaço público no contexto da fragmentação socioespacial. Orientador: Luciano Antonio Furini. 2025. 318 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31577533004129042P381526566937000620000-0003-4430-4439porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-11-28T05:02:10Zoai:repositorio.unesp.br:11449/315775Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-11-28T05:02:10Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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A diferenciação socioespacial nas cidades brasileiras intensifica a fragmentação socioespacial, tensionando a relação entre espaços públicos e privados sob a lógica neoliberal e em contraposição ao direito à cidade. Este estudo analisa, em Presidente Prudente (SP), como grupos e coletivos culturais não hegemônicos articulam-se e ressignificam o espaço público em contextos de disputa, tanto no território quanto a partir das redes sociais online, e o quão essencial são para a constituição das relações e conexões que articulam as territorializações. Metodologicamente, combina-se um acompanhamento com princípios de uma etnografia flexível entre a netnografia e a observação participante, conversas estruturadas, questionário aberto e análise de interações, organizadas por meio de sociogramas. Além disso, o recorte empírico principal centra-se em um evento cultural de grande porte, a partir do qual se investigam perfis de participantes, as experiências e percepções acerca das formas de apropriação do espaço e relações entre dinâmicas presenciais e online. Os resultados indicam que, apesar das restrições e políticas hegemônicas voltadas à privatização, as ações coletivas operam como práticas de resistência e inclusão, potencializadas pelas redes de sociabilidade online, que constituem uma rede rizomática e horizontal a partir dessas relações entre os sujeitos no uso dos espaços públicos da cidade. A pesquisa contribui para compreender como as relações no contexto online são extensoras das práticas socioespaciais, e como essas dinâmicas se inserem no cenário mais amplo da fragmentação socioespacial, agravados pela insuficiência na atuação do poder público, e apontam para novos horizontes que reivindicam uma participação cidadã, diante do enfrentamento e diálogo com poder público, marcado por resquícios de um clientelismo público-privado, que compõem um cenário de contra-hegemonia e insurgência às ações “não autorizadas” dos coletivos. Diante disso, um horizonte de emancipação desses sujeitos, a partir de suas autonomias coletivas, a algo antes negligenciado. |
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SANCHES, George Felipe. As cenas culturais em Presidente Prudente (SP, Brasil): os territórios de resistência em espaço público no contexto da fragmentação socioespacial. Orientador: Luciano Antonio Furini. 2025. 318 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025. https://hdl.handle.net/11449/315775 33004129042P3 8152656693700062 0000-0003-4430-4439 |
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