Branca como a morte: o gótico e o palimpsesto em releituras de Branca de Neve e os Sete Anões

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Trevisoli, Maisa dos Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/182429
Resumo: O presente trabalho tem o objetivo de promover relações teórico-críticas entre o conceito de palimpsesto cunhado por Gérard Genette, a definição de Texto desenvolvida por Roland Barthes e o gótico. Por meio da análise das releituras da história de Branca de Neve, “Snow, Glass, Apples”, de Neil Gaiman, e “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis”, de Fábio Yabu, buscamos dar um novo olhar ao processo de revisitação de contos de fadas: pelo viés do gótico. Assim como o palimpsesto mostra sombras dos textos anteriores, a releitura possui sombras das obras que revisitam. Essas sombras são profundas, indo além das personagens, cenários e enredo que nos são familiares. A leitura analítica de uma releitura percebe as sombras das lacunas deixadas pelos contos de fadas. Entendemos que assim como uma releitura possui sombras de textos anteriores, algo unheimlich (FREUD, 2010) na temática ou estilo, o processo revisionista pode ser estruturalmente unheimlich. A leitura do processo revisionista como algo unheimlich, estruturalmente gótico, permite uma reflexão sobre as sombras que levaram os autores a reinterpretarem o conto da Branca de Neve da maneira que fizeram, além de ajudar a estabelecer as similaridades entre o conto de fadas e o gótico. Essas relações entre gêneros permitem discutir o teor gótico amplamente presente nas releituras de contos de fadas estudadas, possibilitando o entrelaçamento dos dois universos. Com base em teorias de Fred Botting, Sigmund Freud, Roland Barthes, Gerárd Genette, Jean-François Lyotard e outros teóricos sobre o revisionismo, a pós-modernidade e o gótico, buscamos reler o processo revisionista por meio de um fazer gótico.
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