Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/313421 |
Resumo: | Esta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas, comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo. |
| id |
UNSP_c4462972155e5b0c6e00fbc0edc0e56e |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.unesp.br:11449/313421 |
| network_acronym_str |
UNSP |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressãoPsychology in custody : the criminological examination in the gears of oppressionExame criminológicoPsicodiagnósticoPsicologia do sistema prisionalMarginalizaçãoPuniçãoOpressão (Psicologia)Criminological examinationPsychological assessmentPrison systemMarginalizationPunishmentEsta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas, comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo.Esta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas, comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Santos, Davis Perez Bispo dos [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Macedo, Edson Ferreira de [UNESP]2025-09-03T19:42:36Z2025-08-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfMACEDO, Edson Ferreira de. Psicologia sob custódia: o exame criminológico na engrenagem da opressão. 2025. 123 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31342133004048021P692346920459432370009-0008-6001-8444porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-09-04T05:01:43Zoai:repositorio.unesp.br:11449/313421Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-09-04T05:01:43Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão Psychology in custody : the criminological examination in the gears of oppression |
| title |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| spellingShingle |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão Macedo, Edson Ferreira de [UNESP] Exame criminológico Psicodiagnóstico Psicologia do sistema prisional Marginalização Punição Opressão (Psicologia) Criminological examination Psychological assessment Prison system Marginalization Punishment |
| title_short |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| title_full |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| title_fullStr |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| title_full_unstemmed |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| title_sort |
Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão |
| author |
Macedo, Edson Ferreira de [UNESP] |
| author_facet |
Macedo, Edson Ferreira de [UNESP] |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Santos, Davis Perez Bispo dos [UNESP] Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Macedo, Edson Ferreira de [UNESP] |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Exame criminológico Psicodiagnóstico Psicologia do sistema prisional Marginalização Punição Opressão (Psicologia) Criminological examination Psychological assessment Prison system Marginalization Punishment |
| topic |
Exame criminológico Psicodiagnóstico Psicologia do sistema prisional Marginalização Punição Opressão (Psicologia) Criminological examination Psychological assessment Prison system Marginalization Punishment |
| description |
Esta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas, comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2025-09-03T19:42:36Z 2025-08-22 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
MACEDO, Edson Ferreira de. Psicologia sob custódia: o exame criminológico na engrenagem da opressão. 2025. 123 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025. https://hdl.handle.net/11449/313421 33004048021P6 9234692045943237 0009-0008-6001-8444 |
| identifier_str_mv |
MACEDO, Edson Ferreira de. Psicologia sob custódia: o exame criminológico na engrenagem da opressão. 2025. 123 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025. 33004048021P6 9234692045943237 0009-0008-6001-8444 |
| url |
https://hdl.handle.net/11449/313421 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| publisher.none.fl_str_mv |
Universidade Estadual Paulista (Unesp) |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UNESP instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP) instacron:UNESP |
| instname_str |
Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| instacron_str |
UNESP |
| institution |
UNESP |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UNESP |
| collection |
Repositório Institucional da UNESP |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositoriounesp@unesp.br |
| _version_ |
1854954421249638400 |