Influência da farinha de microalga (Schizochytrium sp.) no perfil metabólico, imunológico e do sistema antioxidante de tambaquis em diferentes temperaturas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Allana Feitoza [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/251438
http://lattes.cnpq.br/1653055579862644
https://orcid.org/0000-0002-0196-8692
Resumo: O tambaqui é a principal espécie nativa produzida na aquicultura Brasileira e da América Latina. Fato que fortalece a necessidade de estudá-lo em diferentes temperaturas, considerando à grande amplitude térmica das regiões de sua produção. Aditivos ricos em ácidos graxos insaturados provenientes da microalga (Schizochytrium sp.) para dietas de peixes, podem ser uma alternativa afim de melhorar a capacidade fisiológica desses organismos ao combate de danos durante a exposição de temperaturas mais baixas que as de seu conforto térmico. Neste contexto, esta tese está dividida em dois capítulos: 1- Introdução Geral, revisando os principais aspectos abordados no estudo e capítulo 2 – No qual foi realizado um experimento com objetivo de avaliar a influência dos ácidos graxos insaturados da farinha de microalga no perfil metabólico, imunológico e do sistema antioxidante de tambaquis em temperaturas de 19,91±0,30 a 23,74±0,25°C e 29,65±0,47 °C. Foram testados dois grupos: controle - alimentados com dietas comerciais (6 caixas) (T1 e T2 - C) e o grupo alimentado com farinha de microalga (6 caixas) (T3 e T4 - FM). Após 15 dias de alimentação, 3 caixas de cada grupo foram expostas a temperatura (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e outros 3 permaneceram em temperatura ambiente (29,65±0,47 °C). Após 1, 3 e 6 horas expostos a temperatura reduzida (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e ambiente 29,65±0,47 °C, os peixes foram amostrados para avaliação de indicadores fisiológicos: metabólicos (glicose, proteína e glicogênio hepáticos, eritrócitos), imunológicos (atividade respiratória de leucócitos/ARL, concentração sérica de lisozima e atividade sérica do sistema complemento/AHC50) e do sistema antioxidante (atividade das enzimas superóxido dismutase/SOD, catalase/CAT, glutationa peroxidase/GPx, glutationa-S-transferase/GST, concentração de glutationa reduzida/GSH, lipoperixidação lipídica/LPO) (n=12, 4 peixes/caixa). A exposição a temperaturas (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e a dieta com farinha de microalga aumentaram as concentrações de glicose e número de eritrócitos. A farinha de microalga aumentou a disponibilidade do glicogênio. Temperaturas (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) aumentaram a ARL e a farinha de microalga diminuiu a ARL, AHC50 e a concentração sérica de lisozima. A atividade das enzimas do sistema antioxidante SOD, CAT, GPx e GST e a concentração de GSH foram aumentadas em função da farinha de microalga. Nossos resultados demostraram que a farinha de microalga influenciou no perfil metabólico, imunidade inata e sistema antioxidante de tambaquis expostos a temperaturas de 19,91±0,30 a 23,74±0,25°C, reforçando um possível papel protetor dos ácidos graxos insaturados contidos na farinha de microalga.
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Neste contexto, esta tese está dividida em dois capítulos: 1- Introdução Geral, revisando os principais aspectos abordados no estudo e capítulo 2 – No qual foi realizado um experimento com objetivo de avaliar a influência dos ácidos graxos insaturados da farinha de microalga no perfil metabólico, imunológico e do sistema antioxidante de tambaquis em temperaturas de 19,91±0,30 a 23,74±0,25°C e 29,65±0,47 °C. Foram testados dois grupos: controle - alimentados com dietas comerciais (6 caixas) (T1 e T2 - C) e o grupo alimentado com farinha de microalga (6 caixas) (T3 e T4 - FM). Após 15 dias de alimentação, 3 caixas de cada grupo foram expostas a temperatura (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e outros 3 permaneceram em temperatura ambiente (29,65±0,47 °C). Após 1, 3 e 6 horas expostos a temperatura reduzida (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e ambiente 29,65±0,47 °C, os peixes foram amostrados para avaliação de indicadores fisiológicos: metabólicos (glicose, proteína e glicogênio hepáticos, eritrócitos), imunológicos (atividade respiratória de leucócitos/ARL, concentração sérica de lisozima e atividade sérica do sistema complemento/AHC50) e do sistema antioxidante (atividade das enzimas superóxido dismutase/SOD, catalase/CAT, glutationa peroxidase/GPx, glutationa-S-transferase/GST, concentração de glutationa reduzida/GSH, lipoperixidação lipídica/LPO) (n=12, 4 peixes/caixa). A exposição a temperaturas (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) e a dieta com farinha de microalga aumentaram as concentrações de glicose e número de eritrócitos. A farinha de microalga aumentou a disponibilidade do glicogênio. Temperaturas (19,91±0,30 a 23,74±0,25°C) aumentaram a ARL e a farinha de microalga diminuiu a ARL, AHC50 e a concentração sérica de lisozima. A atividade das enzimas do sistema antioxidante SOD, CAT, GPx e GST e a concentração de GSH foram aumentadas em função da farinha de microalga. Nossos resultados demostraram que a farinha de microalga influenciou no perfil metabólico, imunidade inata e sistema antioxidante de tambaquis expostos a temperaturas de 19,91±0,30 a 23,74±0,25°C, reforçando um possível papel protetor dos ácidos graxos insaturados contidos na farinha de microalga.Tambaqui is the main native species produced in Brazil and Latin American aquaculture. This makes it necessary to study it at different temperatures, given the wide temperature range in the regions where it is produced. Additives rich in unsaturated fatty acids from microalgae (Schizochytrium sp.) for fish diets could be an alternative in order to improve the physiological capacity of these organisms to combat damage during exposure to temperatures lower than those of their thermal comfort. In this context, this thesis is divided into two chapters: 1- General Introduction, reviewing the main aspects covered in the study and Chapter 2 - In which an experiment was carried out with the aim of assessing the influence of unsaturated fatty acids from microalgae meal on the metabolic, immune and antioxidant system profile of tambaquis at temperatures of 19.91±0.30 to 23.74±0.25°C and 29.65±0.47°C. Two groups were tested: control - fed commercial diets (6 tanks) (T1 and T2 - C) and the group fed microalgae meal (6 tanks) (T3 and T4 - FM). After 15 days of feeding, 3 tanks from each group were exposed to temperature (19.91±0.30 to 23.74±0.25°C) and the other 3 remained at room temperature (29.65±0.47°C). After 1, 3 and 6 hours exposed to reduced temperature (19.91±0.30 to 23.74±0.25°C) and ambient temperature of 29.65±0.47°C, the fish were sampled to assess physiological indicators: metabolic (hepatic glucose, protein and glycogen, erythrocytes), immunological (respiratory activity of leukocytes/ARL, serum lysozyme concentration and serum activity of the complement system/AHC50) and antioxidant system (activity of the enzymes superoxide dismutase/SOD, catalase/CAT, glutathione peroxidase/GPx, glutathione-S-transferase/GST, reduced glutathione concentration/GSH, lipid peroxidation/LPO) (n=12, 4 fish/tanks). Exposure to temperatures (19.91±0.30 to 23.74±0.25°C) and the diet with microalgae flour increased glucose concentrations and erythrocyte numbers. Microalgae meal increased glycogen availability. Temperatures (19.91±0.30 to 23.74±0.25°C) increased ARL and microalgae meal decreased ARL, AHC50 and serum lysozyme concentration. The activity of the antioxidant system enzymes SOD, CAT, GPx and GST and the concentration of GSH were increased as a function of microalgae flour. Our results showed that microalgae meal influenced the metabolic profile, innate immunity and antioxidant system of tambaqui exposed to temperatures ranging from 19.91±0.30 to 23.74±0.25°C, reinforcing a possible protective role of the unsaturated fatty acids contained in microalgae meal.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)88882.433866/2019-01Universidade Estadual Paulista (Unesp)Urbinati, Elisabeth CriscuoloGimbo, Rodrigo YukihiroSilva, Allana Feitoza [UNESP]2023-11-23T13:34:32Z2023-11-23T13:34:32Z2023-08-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfSILVA, A. F. Influência da farinha de microalga (Schizochytrium sp.) no perfil metabólico, imunológico e do sistema antioxidante de tambaquis em diferentes temperaturas. - 2023, 59f Tese (Doutorado em Aquicultura) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, SP, 2023.https://hdl.handle.net/11449/25143833004102049P7http://lattes.cnpq.br/1653055579862644https://orcid.org/0000-0002-0196-8692porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T15:00:45Zoai:repositorio.unesp.br:11449/251438Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T15:00:45Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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