Construções QU-quiera que sea no espanhol sob a perspectiva da gramática discursivo-funcional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Amorim, Camila Rodrigues de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/182329
Resumo: Este trabalho tem o objetivo de investigar a estrutura QU-quiera que sea, concebida na literatura, ora no rol das orações concessivo-condicionais universais, ora no rol das orações relativas livres. Autores como Leuschner (2007) e Haspelmath e König (1998) diferem as estruturas relativas livres não específicas das concessivo-condicionais universais tendo como base, principalmente, critérios sintáticos, pois, conforme os autores, as primeiras podem exercer função argumental com relação à oração principal, sendo mais dependentes sintaticamente, enquanto as segundas são menos integradas da oração principal. As construções do tipo QU-quiera que sea se constroem em torno de pronomes indefinidos, e tais pronomes atribuem a diferentes entidades linguísticas uma leitura não específica. Analisamos, no espanhol, as estruturas introduzidas pelos gramaticalizados pronomes indefinidos cualquiera, quienquiera, comoquiera e dondequiera. Para tanto, utilizamos como aparato teórico a Gramática DiscursivoFuncional (doravante GDF) de Hengeveld e Mackenzie (2008) que mostra como as intenções comunicativas do Falante, assim como o contexto, influenciam na forma do enunciado linguístico. Buscamos investigar as motivações pragmáticas e semânticas, conforme os níveis e camadas do modelo, que se revelam nas propriedades morfossintáticas da estrutura QU-quiera que sea. A fim de analisar ocorrências produzidas na modalidade escrita, utilizamos o córpus CREA (Córpus de Referencia del Español Actual), banco de dados disponível online que conta com textos de procedência diversa, produzidos em diferentes países de língua espanhola, desde 1975 a 2004. Os resultados mostram que as estruturas QU-quiera que sea podem escopar categorias tanto no Nível Interpessoal como no Nível Representacional do modelo. Dessa maneira, a estrutura QU-quiera que sea pode apresentar uma dependência sintática maior ou menor, a depender da camada que escopa, ou seja, sua codificação morfossintática é motivada pelas funções que exerce nos níveis superiores da GDF.
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Autores como Leuschner (2007) e Haspelmath e König (1998) diferem as estruturas relativas livres não específicas das concessivo-condicionais universais tendo como base, principalmente, critérios sintáticos, pois, conforme os autores, as primeiras podem exercer função argumental com relação à oração principal, sendo mais dependentes sintaticamente, enquanto as segundas são menos integradas da oração principal. As construções do tipo QU-quiera que sea se constroem em torno de pronomes indefinidos, e tais pronomes atribuem a diferentes entidades linguísticas uma leitura não específica. Analisamos, no espanhol, as estruturas introduzidas pelos gramaticalizados pronomes indefinidos cualquiera, quienquiera, comoquiera e dondequiera. Para tanto, utilizamos como aparato teórico a Gramática DiscursivoFuncional (doravante GDF) de Hengeveld e Mackenzie (2008) que mostra como as intenções comunicativas do Falante, assim como o contexto, influenciam na forma do enunciado linguístico. Buscamos investigar as motivações pragmáticas e semânticas, conforme os níveis e camadas do modelo, que se revelam nas propriedades morfossintáticas da estrutura QU-quiera que sea. A fim de analisar ocorrências produzidas na modalidade escrita, utilizamos o córpus CREA (Córpus de Referencia del Español Actual), banco de dados disponível online que conta com textos de procedência diversa, produzidos em diferentes países de língua espanhola, desde 1975 a 2004. Os resultados mostram que as estruturas QU-quiera que sea podem escopar categorias tanto no Nível Interpessoal como no Nível Representacional do modelo. Dessa maneira, a estrutura QU-quiera que sea pode apresentar uma dependência sintática maior ou menor, a depender da camada que escopa, ou seja, sua codificação morfossintática é motivada pelas funções que exerce nos níveis superiores da GDF.This research aims to investigate WH-quiera que sea structure, conceived in the literature, well among free relative clauses, well among universal concessiveconditional clauses. Authors such as Leuschner (2007) and Haspelmath and König (1998) differ the non-specific free relative structures of the universal concessiveconditionals based mainly on syntactic criteria, since, according to the authors, the former can establish an argumental function with respect to the main clause, being more syntactically dependent, while the latter are less integrated to the main clause. Constructions of WH quiera que sea type are constructed around indefinite pronouns, and such pronouns attribute a non-specific reading to different linguistic entities. We analyze, in Spanish, the structures introduced by the grammaticalized indefinite pronouns, cualquiera, quienquiera, comoquiera and dondequiera. For that, we use as a theoretical apparatus the Functional Discourse Grammar (hereafter FDG) by Hengeveld and Mackenzie (2008) that shows how the speaker's communicative intentions, as well as the context, influence the form of the linguistic utterance. We seek to investigate the pragmatic and semantic motivations, according to the levels and layers of the model, which are revealed in the morphosyntactic features of WH-quiera que sea structure. In order to analyze occurrences produced in written modality, we used CREA corpora (Córpus de Referencia del Español Actual), a database available online that has texts from different origins, produced in different Spanish-speaking countries, from 1975 to 2004. The results show that the structures WH-quiera que sea can scope categories from both Interpersonal Level and Representational Level of the model. In this way, WHquiera que sea structure may present a greater or minor syntactic dependence, depending on the layer that it scopes, that is, its morphosyntactic coding is motivated by the functions that it exerts in the upper levels of FDG.Este trabajo tiene el objetivo de investigar la estructura QU-quiera que sea, concebida en la literatura, ora en el rol de las oraciones relativas libres, ora en el rol de las oraciones concesivo-condicionales universales. Autores como Leuschner (2007) y Haspelmath y König (1998) difieren las estructuras relativas libres no específicas de las concesivo-condicionales universales basándose principalmente en criterios sintácticos, pues, según los autores, las primeras pueden ejercer función argumental con relación a la oración principal, siendo más dependientes sintácticamente, mientras que las segundas son menos integradas de la oración principal. Las construcciones del tipo QUquiera que sea se construyen alrededor de pronombres indefinidos, y tales pronombres atribuyen a diferentes entidades lingüísticas una lectura no específica. Analizamos, en el español, las estructuras introducidas por los gramaticalizados pronombres indefinidos cualquiera, quienquiera, comoquiera y dondequiera. Para ello, utilizamos como aparato teórico la Gramática Discursivo-Funcional (en adelante GDF) de Hengeveld y Mackenzie (2008) que muestra cómo las intenciones comunicativas del hablante, así como el contexto, influyen en la forma del enunciado lingüístico. Buscamos investigar las motivaciones pragmáticas y semánticas, según los niveles y camadas del modelo, que se revelan en las propiedades morfosintácticas de la estructura QU-quiera que sea. A fin de analizar ocurrencias producidas en la modalidad escrita, utilizamos el córpus CREA (Córpus de Referencia del Español actual), base de datos disponible online que cuenta con textos de procedencia diversa, producidos en diferentes países de habla española, desde 1975 a 2004. Los resultados muestran que las estructuras QU-quiera que sea pueden escopar categorías tanto en el Nivel Interpersonal como en el Nivel Representacional del modelo. De esta manera, la estructura QU-quiera que sea puede presentar una dependencia sintáctica mayor o menor, a depender de la camada que escopa, o sea, su codificación morfosintáctica es motivada por las funciones que ejerce en los niveles superiores de la GDF.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Garcia, Talita Storti [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Amorim, Camila Rodrigues de2019-06-17T19:32:50Z2019-06-17T19:32:50Z2019-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/18232900091774133004153069P5porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-11-05T14:34:43Zoai:repositorio.unesp.br:11449/182329Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-11-05T14:34:43Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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