Consciência e inconsciente em Bergson
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/11449/191065 |
Resumo: | Trata-se de compreender a relação entre a consciência e o inconsciente na segunda grande obra do filósofo Henri Bergson, a saber, Matière et mémoire, e de pensar quais as implicações desta relação. Nesta obra, Bergson apresenta e desenvolve uma concepção totalmente nova da vida psíquica que se manifesta em dois momentos diferentes. No primeiro, que é o momento da experiência da exterioridade, Bergson tematiza, por exemplo, as noções clássicas de percepção e representação e, ao reformulá-las, consciência e inconsciente ganham uma nova roupagem face às concepções tradicionais da filosofia moderna. O diálogo que Bergson estabelece com a tradição filosófica é, sobretudo com os idealistas e os realistas, fundamental para lhe ajudar a repensar a vida psíquica, bem como para remover os excessos praticados por estas posturas. No segundo momento, que é o momento da interioridade, as noções mobilizadas são, sobretudo, o espírito, a teoria da memória, a percepção concreta e principalmente a subjetividade humana. Ao propor a existência e independência das lembranças puras, Bergson nos oferece uma tematização sobre a própria subjetividade humana, cuja definição é o conjunto de memórias acumuladas ao longo de uma história particular. Estas considerações indicarão uma dinâmica curiosa da vida psíquica, que implica pensar a consciência e o inconsciente como memória. Buscar-se-á compreender, aqui, se em Matière et mémoire a própria matéria possui um inconsciente e se este pode ser considerado como algo similar à dinâmica da vida psíquica. |
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Consciência e inconsciente em BergsonConsciousness and unconscious in Bergson'sConsciênciaInconscienteVirtualMemóriaConsciousnessUnconsciousMemoryTrata-se de compreender a relação entre a consciência e o inconsciente na segunda grande obra do filósofo Henri Bergson, a saber, Matière et mémoire, e de pensar quais as implicações desta relação. Nesta obra, Bergson apresenta e desenvolve uma concepção totalmente nova da vida psíquica que se manifesta em dois momentos diferentes. No primeiro, que é o momento da experiência da exterioridade, Bergson tematiza, por exemplo, as noções clássicas de percepção e representação e, ao reformulá-las, consciência e inconsciente ganham uma nova roupagem face às concepções tradicionais da filosofia moderna. O diálogo que Bergson estabelece com a tradição filosófica é, sobretudo com os idealistas e os realistas, fundamental para lhe ajudar a repensar a vida psíquica, bem como para remover os excessos praticados por estas posturas. No segundo momento, que é o momento da interioridade, as noções mobilizadas são, sobretudo, o espírito, a teoria da memória, a percepção concreta e principalmente a subjetividade humana. Ao propor a existência e independência das lembranças puras, Bergson nos oferece uma tematização sobre a própria subjetividade humana, cuja definição é o conjunto de memórias acumuladas ao longo de uma história particular. Estas considerações indicarão uma dinâmica curiosa da vida psíquica, que implica pensar a consciência e o inconsciente como memória. Buscar-se-á compreender, aqui, se em Matière et mémoire a própria matéria possui um inconsciente e se este pode ser considerado como algo similar à dinâmica da vida psíquica.The aim of this dissertation is to understand the relationship between consciousness and the unconscious in the second most important work of the philosopher Henri Bergson, Matière et mémoire, and thinking about the implications of this relationship. In this work, Bergson presents and develops a new conception of psychic life that manifests itself at two different times. In the first, which is the moment of the experience of exteriority, Bergson thematizes, for example, the classical notions of perception and representation and, by reformulating them, consciousness and the unconscious take on a new guise compared to the traditional conceptions of modern philosophy. The dialogue that Bergson establishes with the philosophical tradition, idealists and realists, is fundamental to help him rethink the psychic life, as well as remove the excesses maded by these postures. In the second moment, which is the moment of interiority, the notions mobilized are, above all, the spirit, the theory of memory, the concrete perception and especially the human subjectivity. By proposing the existence and independence of pure memories, Bergson offers us a thematization of human subjectivity itself, whose definition is the set of memories accumulated throughout a particular history. These considerations will indicate a curious dynamic of psychic life, which implies thinking of the consciousness and the unconscious as memory. We aim to discover whether Matière et mémoire itself has an unconscious and whether it can be considered as something similar to the dynamics of psychic life.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Rodrigues, Paulo César [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Morais, Yago Antonio de Oliveira [UNESP]2019-11-20T14:08:07Z2019-11-20T14:08:07Z2019-11-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/19106500092708933004110041P144309618453031740000-0002-7398-7905porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2024-08-13T17:50:29Zoai:repositorio.unesp.br:11449/191065Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462024-08-13T17:50:29Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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Trata-se de compreender a relação entre a consciência e o inconsciente na segunda grande obra do filósofo Henri Bergson, a saber, Matière et mémoire, e de pensar quais as implicações desta relação. Nesta obra, Bergson apresenta e desenvolve uma concepção totalmente nova da vida psíquica que se manifesta em dois momentos diferentes. No primeiro, que é o momento da experiência da exterioridade, Bergson tematiza, por exemplo, as noções clássicas de percepção e representação e, ao reformulá-las, consciência e inconsciente ganham uma nova roupagem face às concepções tradicionais da filosofia moderna. O diálogo que Bergson estabelece com a tradição filosófica é, sobretudo com os idealistas e os realistas, fundamental para lhe ajudar a repensar a vida psíquica, bem como para remover os excessos praticados por estas posturas. No segundo momento, que é o momento da interioridade, as noções mobilizadas são, sobretudo, o espírito, a teoria da memória, a percepção concreta e principalmente a subjetividade humana. Ao propor a existência e independência das lembranças puras, Bergson nos oferece uma tematização sobre a própria subjetividade humana, cuja definição é o conjunto de memórias acumuladas ao longo de uma história particular. Estas considerações indicarão uma dinâmica curiosa da vida psíquica, que implica pensar a consciência e o inconsciente como memória. Buscar-se-á compreender, aqui, se em Matière et mémoire a própria matéria possui um inconsciente e se este pode ser considerado como algo similar à dinâmica da vida psíquica. |
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