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Aspectos qualitativos e repercussões crônicas da inserção da terapia baseada em realidade virtual em programa de reabilitação cardíaca convencional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Cruz, Mayara Moura Alves da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/237019
Resumo: Introdução: Apesar dos benefícios que os programas de reabilitação cardiovascular (RCV) podem promover, existem problemas quanto à sua aderência, a qual pode estar relacionada a diversos fatores, dentre eles, à motivação. Terapias alternativas podem refletir na motivação e promover aumento da aderência a RCV e, nesse contexto, a terapia baseada em realidade virtual (TRV) surge como uma opção. Entretanto, aspectos quantitativos e qualitativos da sua associação a RCV convencional ainda precisam ser investigadas. Objetivo: Analisar as repercussões hemodinâmicas e autonômicas crônicas da inserção da TRV em RCV convencional; analisar qualitativamente a percepção dos pacientes e dos fisioterapeutas frente a utilização da TRV. Métodos: O estudo foi conduzido com 26 pacientes (62,04 ± 12,22 anos) participam regularmente da RCV. As intervenções foram realizadas durante 12 semanas, nas quais os participantes realizaram 2 sessões semanais de RCV + 1 de TRV. As repercussões hemodinâmicas (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio), autonômicas (índices lineares e não lineares) e percepção de esforço (escala de Borg) foram avaliadas. Foi realizado também uma avaliação qualitativa por meio de grupos focais com os pacientes e com os terapeutas. Resultados: Com exceção da aparente falta de significância clínica observada em Entropia de Shannon, componente de baixa frequência (LF) (nu) e componente de alta frequência (HF) (nu), a inserção da TRV um programa convencional não causou alterações significativas nas variáveis analisadas. Em relação a análise qualitativa, os pacientes demonstraram boa aceitação e satisfação do TRV, destacando benefícios físicos e psicossociais. Já os fisioterapeutas relataram vantagens do uso da TRV (Ex.: mudanças na rotina de tratamento tradicional) e problemas relacionados à segurança durante a execução da TRV (Ex.: configuração do dispositivo antes da sessão e controle da intensidade do esforço durante a sessão). Conclusão: A inserção da TRV foi capaz de manter as repercussões hemodinâmicas e autônomas crônicas causadas pela RCV convencional. Além disso, pacientes cardiopatas demonstraram satisfação com a inclusão da TRV no programa de RCV convencional, demonstrando que essa terapia tem potencial para ser uma nova abordagem nessa população, permitindo a diversificação do treinamento. Por fim, os fisioterapeutas reconhecem que a TRV pode ser associado à RCV para melhorar a adesão dos pacientes a esses programas.
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Entretanto, aspectos quantitativos e qualitativos da sua associação a RCV convencional ainda precisam ser investigadas. Objetivo: Analisar as repercussões hemodinâmicas e autonômicas crônicas da inserção da TRV em RCV convencional; analisar qualitativamente a percepção dos pacientes e dos fisioterapeutas frente a utilização da TRV. Métodos: O estudo foi conduzido com 26 pacientes (62,04 ± 12,22 anos) participam regularmente da RCV. As intervenções foram realizadas durante 12 semanas, nas quais os participantes realizaram 2 sessões semanais de RCV + 1 de TRV. As repercussões hemodinâmicas (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio), autonômicas (índices lineares e não lineares) e percepção de esforço (escala de Borg) foram avaliadas. Foi realizado também uma avaliação qualitativa por meio de grupos focais com os pacientes e com os terapeutas. Resultados: Com exceção da aparente falta de significância clínica observada em Entropia de Shannon, componente de baixa frequência (LF) (nu) e componente de alta frequência (HF) (nu), a inserção da TRV um programa convencional não causou alterações significativas nas variáveis analisadas. Em relação a análise qualitativa, os pacientes demonstraram boa aceitação e satisfação do TRV, destacando benefícios físicos e psicossociais. Já os fisioterapeutas relataram vantagens do uso da TRV (Ex.: mudanças na rotina de tratamento tradicional) e problemas relacionados à segurança durante a execução da TRV (Ex.: configuração do dispositivo antes da sessão e controle da intensidade do esforço durante a sessão). Conclusão: A inserção da TRV foi capaz de manter as repercussões hemodinâmicas e autônomas crônicas causadas pela RCV convencional. Além disso, pacientes cardiopatas demonstraram satisfação com a inclusão da TRV no programa de RCV convencional, demonstrando que essa terapia tem potencial para ser uma nova abordagem nessa população, permitindo a diversificação do treinamento. Por fim, os fisioterapeutas reconhecem que a TRV pode ser associado à RCV para melhorar a adesão dos pacientes a esses programas.Introduction: Despite the benefits that cardiovascular rehabilitation programs (CR) can promote, there are problems regarding their adherence, which may be related to several factors, among them, motivation. Alternative therapies may reflect on motivation and promote increased adherence to CR, in this context, virtual reality-based therapy (VRBT) emerges as an option. However, quantitative and qualitative aspects about VRBT association with conventional CR still need to be investigated. Objective: evaluate the chronic hemodynamic and autonomic repercussions of insertion of VRBT in traditional CR; qualitatively analyze the perceptions of patients and physiotherapists about VRBT. Methods: 26 patients (62.04 ± 12.22 years) who regularly participate in CR will participate in this study. Interventions will be carried out for 12 weeks, performed 2 weekly sessions of CR and 1 of VRBT. The chronic hemodynamic (blood pressure, heart rate, respiratory rate, oxygen saturation), autonomic (linear and non-linear indices) and perceived exertion (Borg scale) repercussions was assessment. A qualitative assessment through a focus group conducted with patients and another with therapists was performed. Results: Except for the apparent lack of clinical significance observed in Shannon Entropy, low frequency LF (nu), and high frequency HF (nu), the combination of VRBT as routine in a conventional program did not cause significant changes in the analyzed variables. Regarding the qualitative analysis, patients demonstrated good acceptance and satisfaction of VRBT. Physical and psychosocial benefits were highlighted. Physiotherapists reported some advantages of using this new therapy (e.g. VRBT changes to the traditional treatment routine) and problems related to safety during the execution of the VRBT (e.g. setting up the device before session and control of effort intensity during the session). Conclusion: combination of VRBT was able to maintain the chronic hemodynamic and autonomic repercussions caused by conventional CR. In addition, patients with cardiac conditions demonstrated satisfaction with the inclusion of VRBT in a conventional CRP, demonstrating that VRBT has the potential to be a new approach for this patient population, allowing training diversification. Finally, physiotherapists recognize that VRBT can be associated with CR to improve patients’ adherence to these programs.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Vanderlei, Luiz Carlos Marques [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Cruz, Mayara Moura Alves da2022-10-13T19:44:23Z2022-10-13T19:44:23Z2022-10-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/23701933004137062P0porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-22T17:30:10Zoai:repositorio.unesp.br:11449/237019Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-22T17:30:10Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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