Influência da fibrina rica em plaquetas e leucócitos na formação óssea após cirurgia de elevação do assoalho do seio maxilar com osso bovino desproteinizado: estudo clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Pichotano, Elton Carlos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153527
Resumo: O substituto ósseo de origem bovina, conhecido como osso bovino desproteinizado (OBD), tem demonstrado resultados favoráveis e seguros para regeneração óssea nos procedimentos de levantamento de seio maxilar. No entanto, com o intuito de diminuir o tempo de reparo dos enxertos ósseos, diferentes fatores de crescimento têm sido investigados para serem utilizados associadamente aos substitutos ósseos osteocondutores. O objetivo geral deste estudo clínico randomizado foi avaliar o efeito da fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) na regeneração óssea quando usada em combinação com OBD na região posterior de maxila após procedimentos cirúrgicos de elevação da membrana sinusal. Um total de 24 pacientes com edentulismo bilateral na região posterior da maxila foram incluídos. Foi utilizado o modelo de boca dividida para utilização dos seguintes biomateirias no procedimento de elevação do seio maxilar: Grupo controle – ODB; Grupo teste – L-PRF + ODB. O período de cicatrização para instalação dos implantes foi de 8 meses no Grupo Controle, enquanto no grupo teste metade dos pacientes receberam implantes com 4 meses (Subgrupo 1, n=12) e a outra metade com 8 meses (Subgrupo 2, n=12). Todos os pacientes realizaram tomografia computadorizada no pré-operatório, imediatamente após a cirurgia e no momento da instalação dos implantes para avaliação da estabilidade do volume ósseo obtido com o procedimento regenerativo. No momento da instalação dos implantes foram obtidas biópsias para análise histomorfométrica. A estabilidade primária dos implantes foi mensurada por análise de frequência de ressonância. No subgrupo 1, a redução do volume ósseo após o período de cicatrização foi semelhante para os grupos teste (33,1%) e controle (36,7%) (p=0,093). No entanto, no subgrupo 2 foi observada uma diferença significativa no percentual de redução do volume ósseo entre os grupos (teste 39,1% e controle 26,8%; p=0,0037). Em relação ao percentual de osso neoformado, houve uma diferença estatística significante entre os grupos tanto no subgrupo 1 (teste - 44.58 ± 13.89%, controle - 30.01 ± 8.41%; p=0,0087) como no subgrupo 2 (teste - 46.5 ± 12.27%, controle - 34.51 ± 7.81%; p<0,05). A estabilidade primária dos implantes do grupo controle (75,13 ± 5,68) foi significativamente maior que dos implantes do grupo teste (60,90 ± 9,35) no subgrupo 1 (p=0,0003). No subgrupo 2, não houve diferença na estabilidade primária dos implantes entre os grupos (controle – 74,74 ± 7,73, teste – 71,95 ± 6,31; p0,35). Pode-se concluir que a associação de L-PRF ao OBD induziu nova formação óssea e reduziu o tempo de cicatrização para instalação de implantes após procedimento de elevação do seio maxilar. No entanto, foi observado uma redução significativa do volume ósseo quando os implantes foram instalados após 8 meses de cicatrização nos seios enxertados com associação de L-PRF e OBD.
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O objetivo geral deste estudo clínico randomizado foi avaliar o efeito da fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) na regeneração óssea quando usada em combinação com OBD na região posterior de maxila após procedimentos cirúrgicos de elevação da membrana sinusal. Um total de 24 pacientes com edentulismo bilateral na região posterior da maxila foram incluídos. Foi utilizado o modelo de boca dividida para utilização dos seguintes biomateirias no procedimento de elevação do seio maxilar: Grupo controle – ODB; Grupo teste – L-PRF + ODB. O período de cicatrização para instalação dos implantes foi de 8 meses no Grupo Controle, enquanto no grupo teste metade dos pacientes receberam implantes com 4 meses (Subgrupo 1, n=12) e a outra metade com 8 meses (Subgrupo 2, n=12). Todos os pacientes realizaram tomografia computadorizada no pré-operatório, imediatamente após a cirurgia e no momento da instalação dos implantes para avaliação da estabilidade do volume ósseo obtido com o procedimento regenerativo. No momento da instalação dos implantes foram obtidas biópsias para análise histomorfométrica. A estabilidade primária dos implantes foi mensurada por análise de frequência de ressonância. No subgrupo 1, a redução do volume ósseo após o período de cicatrização foi semelhante para os grupos teste (33,1%) e controle (36,7%) (p=0,093). No entanto, no subgrupo 2 foi observada uma diferença significativa no percentual de redução do volume ósseo entre os grupos (teste 39,1% e controle 26,8%; p=0,0037). Em relação ao percentual de osso neoformado, houve uma diferença estatística significante entre os grupos tanto no subgrupo 1 (teste - 44.58 ± 13.89%, controle - 30.01 ± 8.41%; p=0,0087) como no subgrupo 2 (teste - 46.5 ± 12.27%, controle - 34.51 ± 7.81%; p<0,05). A estabilidade primária dos implantes do grupo controle (75,13 ± 5,68) foi significativamente maior que dos implantes do grupo teste (60,90 ± 9,35) no subgrupo 1 (p=0,0003). No subgrupo 2, não houve diferença na estabilidade primária dos implantes entre os grupos (controle – 74,74 ± 7,73, teste – 71,95 ± 6,31; p0,35). Pode-se concluir que a associação de L-PRF ao OBD induziu nova formação óssea e reduziu o tempo de cicatrização para instalação de implantes após procedimento de elevação do seio maxilar. No entanto, foi observado uma redução significativa do volume ósseo quando os implantes foram instalados após 8 meses de cicatrização nos seios enxertados com associação de L-PRF e OBD.The deproteinized bovine bone mineral (DBBM) has been showed favorable and safe results for bone regeneration in maxillary sinus lift procedures. However, in order to decrease the healing time of bone grafts, different growth factors have been investigated to be used in association with osteoconductive bone substitutes. The general objective of this split-mouth randomized clinical trial was to evaluate the effect of leukocyte-platelet rich fibrin (L-PRF) to accelerate bone regeneration when used in combination with DBBM in maxillary sinus lift procedures. A total of 24 patients with bilateral edentulism in the posterior region of the maxilla were included. The split-mouth model was used to perform the following treatments for maxillary sinus elevation. Control group – DBBM; Test Group - L-PRF + DBBM. In both groups, a bovine collagen membrane was placed on the window of access to the maxillary sinus. The healing period for implant installation was 8 months in the Control Group, while in the test group half of the patients received implants with 4 months ( Subgroup1, n=12) and the other half with 8 months (Subgroup 2, n=12). Tomography’s of all the patients were captured in the preoperative period, immediately after the surgery and at the moment of implants placement in order to evaluate the stability of the bone volume obtained with the regenerative procedure. At the time of implants placement, biopsies were obtained for histomorphometric analysis. The primary implant stability was measured by a resonance frequency analysis. In subgroup 1, the bone volume reduction after healing period was similar for the test (33.1%) and control groups (36.7%) (p = 0.093). However, in subgroup 2, a significant difference was observed in the percentage of bone volume reduction between groups (test 39.1% and control 26.8%, p = 0.0037). In relation to newly formed bone percentage, statistically significant difference was observed between subgroup 1 (test - 44.58 ± 13.89%, control - 30.01 ± 8.41%, p = 0.0087) and subgroup 2 (test - 46.5 ± 12.27%, control - 34.51 ± 7.81%, p <0.05). The primary implant stability for the control group (75.13 ± 5.68) was significantly higher than for test group (60.90 ± 9.35) in subgroup 1 (p = 0.0003). In subgroup 2, there was no difference in the primary implant stability between groups (control - 74.74 ± 7.73, test - 71.95 ± 6.31; p0.35). The L-PRF and DBBM association induced new bone formation and reduced the healing period for implant placement after maxillary sinus lift procedure. However, a significant bone volume reduction was observed when the implants were placed after 8 months of healing in L-PRF and DBBM sites.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Estadual Paulista (Unesp)Zandim-Barcelos, Daniela Leal [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Pichotano, Elton Carlos [UNESP]2018-04-13T19:05:29Z2018-04-13T19:05:29Z2018-03-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/15352700090000533004030059P1porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-09-12T18:50:46Zoai:repositorio.unesp.br:11449/153527Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-09-12T18:50:46Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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