Levantamento de seio maxilar com enxerto ósseo xenógeno associado ou não à fibrina rica em plaquetas e leucócitos produzida por centrifugação horizontal: estudo clínico, controlado e aleatorizado em período reduzido de cicatrização
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-06112024-114348/ |
Resumo: | Regenerações ósseas de seio maxilar (ROSM) atrófico representam um desafio clínico para reabilitação de pacientes com implantes osseointegrados. O potencial osteocondutivo, a facilidade de aplicação e o baixo nível de absorção fazem dos enxertos ósseos bovinos desproteinizados (EOBD) uma boa alternativa clínica de baixa morbidade para o paciente. A possibilidade de sua associação a um material efetivo em regeneração tecidual, como a fibrina rica em plaquetas obtidas por centrifugação horizontal (H-PRF), demonstra ser uma real alternativa para melhora do potencial celular para estes materiais, melhorando a qualidade de tecido ósseo formado, com bons resultados clínicos e possível redução do tempo de cicatrização. Treze pacientes com necessidade bilateral de ROSM de dois estágios foram selecionados e submetidos ao procedimento reconstrutivo. Cada paciente recebeu, de forma aleatória, como alternativa de material de enxertia EOBD isolado (Grupo Controle - GC) em um lado, e do outro lado EOBD + H-PRF (Grupo teste - GH). Tomografias computadorizadas de feixe cônico (CBCT) foram realizadas antes da cirurgia (T0), imediatamente após cirurgia (T1) e 4 meses após reconstrução (T2) para análise volumétrica antes da instalação de implantes virtualmente guiados. Amostras de tecido ósseo foram trefinadas no local da instalação dos implantes e valores de ISQ foram medidos na hora da instalação dos implantes e após 6 messes de cicatrização. Análise de microtomografia (Micro-CT) e histomorfometria foram realizadas. As avaliações tomográficas indicaram padrões similares de volume de enxertia em ambos os grupos, sem reabsorção significativa após período de 4 meses de cicatrização. Padrões semelhantes de ISQ foram encontrados em GC e GH no momento da instalação dos implantes e após reabertura, com um aumento significante nos valores de ISQ com o tempo de cicatrização em GH. Histomorfometria apresentou maiores valores de área total de tecido ósseo (TBA) formado para GH versus GC (47,48% ± 6,84% vs. 40,5% ± 5,91%). Micro-CT indicou maiores valores de BV/TV (30,38% ± 11,24% vs. 21,38% ± 9,83%), Tb.N (9,79 ± 2,73 vs. 7,41 ± 2,74) e Conn.Dn (4485 ± 1469 vs. 2562 ± 1271) para GH vs. GC, respectivamente. Com resultados clínicos similares e sem acompanhamento longitudinal de longo prazo, a presente pesquisa indica como positiva a influência do uso H-PRF com EOBD no potencial osteogênico em ROSM, considerando a possibilidade de redução do período de cicatrização para 4 meses em pesquisas futuras. |
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Levantamento de seio maxilar com enxerto ósseo xenógeno associado ou não à fibrina rica em plaquetas e leucócitos produzida por centrifugação horizontal: estudo clínico, controlado e aleatorizado em período reduzido de cicatrizaçãoMaxillary sinus augmentation with xenogeneic bone graft associated or not with platelet-rich fibrin produced by horizontal centrifugation: a clinical, controlled, randomized study on a reduced healing periodAgregados plaquetáriosBone graftEnxerto ósseoFibrina rica em plaquetasH-PRFHPRFMaxillary sinusPlatelet aggregatesPlatelet-rich fibrinSeio maxilarXenogeneicXenógenoRegenerações ósseas de seio maxilar (ROSM) atrófico representam um desafio clínico para reabilitação de pacientes com implantes osseointegrados. O potencial osteocondutivo, a facilidade de aplicação e o baixo nível de absorção fazem dos enxertos ósseos bovinos desproteinizados (EOBD) uma boa alternativa clínica de baixa morbidade para o paciente. A possibilidade de sua associação a um material efetivo em regeneração tecidual, como a fibrina rica em plaquetas obtidas por centrifugação horizontal (H-PRF), demonstra ser uma real alternativa para melhora do potencial celular para estes materiais, melhorando a qualidade de tecido ósseo formado, com bons resultados clínicos e possível redução do tempo de cicatrização. Treze pacientes com necessidade bilateral de ROSM de dois estágios foram selecionados e submetidos ao procedimento reconstrutivo. Cada paciente recebeu, de forma aleatória, como alternativa de material de enxertia EOBD isolado (Grupo Controle - GC) em um lado, e do outro lado EOBD + H-PRF (Grupo teste - GH). Tomografias computadorizadas de feixe cônico (CBCT) foram realizadas antes da cirurgia (T0), imediatamente após cirurgia (T1) e 4 meses após reconstrução (T2) para análise volumétrica antes da instalação de implantes virtualmente guiados. Amostras de tecido ósseo foram trefinadas no local da instalação dos implantes e valores de ISQ foram medidos na hora da instalação dos implantes e após 6 messes de cicatrização. Análise de microtomografia (Micro-CT) e histomorfometria foram realizadas. As avaliações tomográficas indicaram padrões similares de volume de enxertia em ambos os grupos, sem reabsorção significativa após período de 4 meses de cicatrização. Padrões semelhantes de ISQ foram encontrados em GC e GH no momento da instalação dos implantes e após reabertura, com um aumento significante nos valores de ISQ com o tempo de cicatrização em GH. Histomorfometria apresentou maiores valores de área total de tecido ósseo (TBA) formado para GH versus GC (47,48% ± 6,84% vs. 40,5% ± 5,91%). Micro-CT indicou maiores valores de BV/TV (30,38% ± 11,24% vs. 21,38% ± 9,83%), Tb.N (9,79 ± 2,73 vs. 7,41 ± 2,74) e Conn.Dn (4485 ± 1469 vs. 2562 ± 1271) para GH vs. GC, respectivamente. Com resultados clínicos similares e sem acompanhamento longitudinal de longo prazo, a presente pesquisa indica como positiva a influência do uso H-PRF com EOBD no potencial osteogênico em ROSM, considerando a possibilidade de redução do período de cicatrização para 4 meses em pesquisas futuras.Maxillary sinus augmentation (ROSM) is a clinical challenge for the rehabilitation of patients with osseointegrated implants. Xenogeneic deproteinized bovine bone grafts (EOBD) are a good clinical alternative with low morbidity to the patient, ease of application, low resorption rates and very good osteoconductive potential, representing a good alternative material. The possibility of associating this material with an effective tissue regeneration material such as platelet-rich fibrin obtained by horizontal centrifugation (H-PRF), proves to be a viable alternative to enhance the cellular potential of these graft materials, thereby improving the quality of the formed bone tissue, with favorable clinical outcomes and potentially reducing the healing time. Thirteen patients with bilateral two-stage ROSM needs were randomly assigned and underwent the reconstructive procedure. Each patient received EOBD alone as the graft material (Control Group - GC) on one side and EOBD + H-PRF (Test Group - GH) on the other side. Cone-beam computed tomography (CBCT) scans were performed before surgery (T0), immediately after surgery (T1), and 4 months after reconstruction (T2) for volumetric analysis prior to virtually guided implant placement. Bone tissue samples were trephined at the implant installation site, and implant stability quotient (ISQ) values were measured at the time of implant installation and after 6 months of healing. Micro-computed tomography (Micro-CT) and histomorphometry analysis were performed. Tomographic analyses indicated similar graft volume patterns in both groups, with no significant resorption rates after a 4 month healing period. Similar ISQ patterns were found in GB and GH at the time of implant installation and upon reopening procedure, indicating only an increase in ISQ values over time in GH. Histomorphometry showed higher values of total bone area (TBA) formed for GH vs. GC (47.48% ± 6.84% vs. 40.5% ± 5.91%). Micro-CT indicated higher values of bone volume/total volume (BV/TV) (30.38% ± 11.24% vs. 21.38% ± 9.83%), trabecular number (Tb.N) (9.79 ± 2.73 vs. 7.41 ± 2.74), and connectivity density (Conn.Dn) (4485 ± 1469 vs. 2562 ± 1271) for GH vs. GC, respectively. With similar clinical outcomes and without longitudinal follow-up, the present study indicates a positive influence of using HPRF with EOBD in favor of the osteogenic potential in ROSM, considering as a possibility of reducing the healing period up to 4 months in clinical use.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSouza, Sergio Luis Scombatti deReis, Gabriel Guerra David2023-09-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-06112024-114348/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-21T19:08:02Zoai:teses.usp.br:tde-06112024-114348Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-21T19:08:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Regenerações ósseas de seio maxilar (ROSM) atrófico representam um desafio clínico para reabilitação de pacientes com implantes osseointegrados. O potencial osteocondutivo, a facilidade de aplicação e o baixo nível de absorção fazem dos enxertos ósseos bovinos desproteinizados (EOBD) uma boa alternativa clínica de baixa morbidade para o paciente. A possibilidade de sua associação a um material efetivo em regeneração tecidual, como a fibrina rica em plaquetas obtidas por centrifugação horizontal (H-PRF), demonstra ser uma real alternativa para melhora do potencial celular para estes materiais, melhorando a qualidade de tecido ósseo formado, com bons resultados clínicos e possível redução do tempo de cicatrização. Treze pacientes com necessidade bilateral de ROSM de dois estágios foram selecionados e submetidos ao procedimento reconstrutivo. Cada paciente recebeu, de forma aleatória, como alternativa de material de enxertia EOBD isolado (Grupo Controle - GC) em um lado, e do outro lado EOBD + H-PRF (Grupo teste - GH). Tomografias computadorizadas de feixe cônico (CBCT) foram realizadas antes da cirurgia (T0), imediatamente após cirurgia (T1) e 4 meses após reconstrução (T2) para análise volumétrica antes da instalação de implantes virtualmente guiados. Amostras de tecido ósseo foram trefinadas no local da instalação dos implantes e valores de ISQ foram medidos na hora da instalação dos implantes e após 6 messes de cicatrização. Análise de microtomografia (Micro-CT) e histomorfometria foram realizadas. As avaliações tomográficas indicaram padrões similares de volume de enxertia em ambos os grupos, sem reabsorção significativa após período de 4 meses de cicatrização. Padrões semelhantes de ISQ foram encontrados em GC e GH no momento da instalação dos implantes e após reabertura, com um aumento significante nos valores de ISQ com o tempo de cicatrização em GH. Histomorfometria apresentou maiores valores de área total de tecido ósseo (TBA) formado para GH versus GC (47,48% ± 6,84% vs. 40,5% ± 5,91%). Micro-CT indicou maiores valores de BV/TV (30,38% ± 11,24% vs. 21,38% ± 9,83%), Tb.N (9,79 ± 2,73 vs. 7,41 ± 2,74) e Conn.Dn (4485 ± 1469 vs. 2562 ± 1271) para GH vs. GC, respectivamente. Com resultados clínicos similares e sem acompanhamento longitudinal de longo prazo, a presente pesquisa indica como positiva a influência do uso H-PRF com EOBD no potencial osteogênico em ROSM, considerando a possibilidade de redução do período de cicatrização para 4 meses em pesquisas futuras. |
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