Associação entre os níveis séricos de vitamina D e mortalidade em hemodiálise: estudo de coorte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Canhos, Maryanne Machado da Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153340
Resumo: Introdução: Disfunção renal crônica altera o metabolismo mineral e ósseo. Maioria dos pacientes em diálise é deficiente em vitamina D, o que implica em aumento da mortalidade. Entretanto, os níveis séricos de vitamina D associados com mortalidade nesses pacientes não foram identificados em estudo de coorte. Objetivo: Avaliar em pacientes em hemodiálise associação entre níveis séricos de vitamina D e mortalidade e identificar qual valor de corte de vitamina D abaixo do qual ocorre aumento da mortalidade. Metodologia: Coorte retrospectiva, de pacientes portadores de doença renal crônica terminal em hemodiálise em um centro de diálise, no período de janeiro/2014 a janeiro/2017. Os pacientes foram separados em dois grupos (sobreviventes e não sobreviventes) e com suas respectivas variáveis a serem analisadas principalmente a 25-hidroxivitamina D. Foi realizada divisão sazonal: verão e inverno. As comparações entre os grupos foram realizadas usando-se testes “t” de Student, de Mann-Whitney e do Qui- Quadrado. O melhor ponto de corte da vitamina D predito de mortalidade foi realizado pela curva ROC. Para análise de sobrevivência, os pacientes foram distribuídos em quintis conforme valores de vitamina D. Foram construídas curvas de sobrevida pelo método de Kaplan-Meier e a análise múltipla pela regressão de Cox que teve como desfecho primário a morte por todas as causas e desfecho secundário a morte por causa cardiovascular. Foi considerado nível de significância p < 0,05. Resultados: Foram estudados 306 pacientes, com média de idade de 58±15 anos e mediana do tempo em hemodiálise 5,3 (2,3-26,8) meses. Quanto à comparação entre os dados basais dos sobreviventes em relação aos que faleceram, houve significância estatística quanto à idade, comorbidades (hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença aterosclerótica) e o tempo em hemodiálise. A vitamina D apresentou diferença estatística tanto no verão (p<0,001) quanto no inverno (p=0,024). Isso também ocorreu para a proteína C reativa. O melhor ponto de corte da vitamina D associado ao desfecho primário foi 23,3ng/mL (verão) e 28,7 ng/mL (inverno). Na análise de Kaplan-Meier, as dosagens de vitamina D no quinto quintil associaram-se a menor mortalidade por todas as causas. Na análise múltipla, o valor de vitamina D inferior a 23,6 ng/mL foi associada como fator de risco ao desfecho (HR ajustado:3,19; p=0,013). Conclusão: Houve associação entre nível sérico de vitamina D e mortalidade nos pacientes em hemodiálise. A dosagem sérica abaixo de 23,6 ng/mL no verão associou-se a maior mortalidade por todas as causas.
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spelling Associação entre os níveis séricos de vitamina D e mortalidade em hemodiálise: estudo de coorteAssociation between serum vitamin D levels and mortality in hemodialysis: a cohort studydoença renal crônica terminalhemodiálisemortalidadevitamina DIntrodução: Disfunção renal crônica altera o metabolismo mineral e ósseo. Maioria dos pacientes em diálise é deficiente em vitamina D, o que implica em aumento da mortalidade. Entretanto, os níveis séricos de vitamina D associados com mortalidade nesses pacientes não foram identificados em estudo de coorte. Objetivo: Avaliar em pacientes em hemodiálise associação entre níveis séricos de vitamina D e mortalidade e identificar qual valor de corte de vitamina D abaixo do qual ocorre aumento da mortalidade. Metodologia: Coorte retrospectiva, de pacientes portadores de doença renal crônica terminal em hemodiálise em um centro de diálise, no período de janeiro/2014 a janeiro/2017. Os pacientes foram separados em dois grupos (sobreviventes e não sobreviventes) e com suas respectivas variáveis a serem analisadas principalmente a 25-hidroxivitamina D. Foi realizada divisão sazonal: verão e inverno. As comparações entre os grupos foram realizadas usando-se testes “t” de Student, de Mann-Whitney e do Qui- Quadrado. O melhor ponto de corte da vitamina D predito de mortalidade foi realizado pela curva ROC. Para análise de sobrevivência, os pacientes foram distribuídos em quintis conforme valores de vitamina D. Foram construídas curvas de sobrevida pelo método de Kaplan-Meier e a análise múltipla pela regressão de Cox que teve como desfecho primário a morte por todas as causas e desfecho secundário a morte por causa cardiovascular. Foi considerado nível de significância p < 0,05. Resultados: Foram estudados 306 pacientes, com média de idade de 58±15 anos e mediana do tempo em hemodiálise 5,3 (2,3-26,8) meses. Quanto à comparação entre os dados basais dos sobreviventes em relação aos que faleceram, houve significância estatística quanto à idade, comorbidades (hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença aterosclerótica) e o tempo em hemodiálise. A vitamina D apresentou diferença estatística tanto no verão (p<0,001) quanto no inverno (p=0,024). Isso também ocorreu para a proteína C reativa. O melhor ponto de corte da vitamina D associado ao desfecho primário foi 23,3ng/mL (verão) e 28,7 ng/mL (inverno). Na análise de Kaplan-Meier, as dosagens de vitamina D no quinto quintil associaram-se a menor mortalidade por todas as causas. Na análise múltipla, o valor de vitamina D inferior a 23,6 ng/mL foi associada como fator de risco ao desfecho (HR ajustado:3,19; p=0,013). Conclusão: Houve associação entre nível sérico de vitamina D e mortalidade nos pacientes em hemodiálise. A dosagem sérica abaixo de 23,6 ng/mL no verão associou-se a maior mortalidade por todas as causas.Background: Chronic renal dysfunction alters mineral and bone metabolism. Most dialysis patients are deficient in vitamin D, which implies an increase in mortality. However, serum vitamin D levels associated with mortality in these patients were not identified in a cohort study. Purpose: The objective of this study was to assess the association between serum vitamin D levels and mortality in hemodialysis patients and to identify which vitamin D cutoff value below which increase mortality. Methods: Retrospective cohort of patients with terminal chronic renal disease on hemodialysis in dialysis center, from January 2014 to January 2017. Patients were divided in two groups (survivors and non survivors) and their respective variables to be analyzed mainly the 25-hydroxy vitamin D. A seasonal division was made: summer and winter. The comparisons between the groups were performed using Student's t-test, Mann-Whitney test and Chi-Square test. The best cut-off point for predicted vitamin D mortality was performed by the ROC curve. For survival analysis, the patients were distributed in quintiles according to vitamin D values. Survival curves were constructed using the Kaplan- Meier method and the multiple regression analysis of Cox with the primary outcome of all cause death and secondary end point cardiovascular death. It was considered level of significance p<0.05. Results: We studied 306 patients, mean age 58 ± 15 years and median time on hemodialysis 5.3 (2.3-26.8) months. Regarding the comparison between the baseline data of the survivors in relation to those who died, there was statistical significance regarding age, comorbidities (hypertension, diabetes mellitus and atherosclerotic disease) and time on hemodialysis. Vitamin D presented statistical difference in both summer (p <0.001) and winter (p = 0.024). This also occurred for C-reactive protein. The best cut-off point for vitamin D associated with the primary endpoint was 23.3 ng/mL (summer) and 28.7 ng/mL (winter). In the Kaplan-Meier analysis, vitamin D dosages in the fifth quintile were associated with lower all cause mortality. In the multiple analysis, the vitamin D value of less than 23.6 ng / mL was associated as a risk factor for outcome (adjusted HR: 3.19; p = 0.013). Conclusion: There was an association between serum vitamin D levels and mortality in hemodialysis patients. Serum dosages below 23.6 ng / mL in the summer were associated with higher all cause mortality.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Martin, Luís Cuadrado [UNESP]Caramori, Jacqueline Costa Teixeira [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Canhos, Maryanne Machado da Silva [UNESP]2018-04-03T14:06:15Z2018-04-03T14:06:15Z2018-02-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/15334000089920833004064020P0porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-10-16T06:41:51Zoai:repositorio.unesp.br:11449/153340Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-10-16T06:41:51Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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