Jornalismo e produção de conhecimento no movimento feminista: análise do Think Olga e Revista AzMina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Santos, Heloisa Souza dos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/190669
Resumo: Os movimentos sociais, em busca de visibilidade e transformação, utilizam a internet e as mídias para denunciarem seus problemas, se organizarem e para produzir seu próprio jornalismo. A presente pesquisa busca analisar e identificar as formas como os movimentos sociais produzem conhecimento por meio do jornalismo, que é uma maneira de interpretar e registrar a realidade e seus saberes. Os objetos escolhidos, a Revista AzMina e a Think Olga são ligadas ao movimento feminista e se propõem a empoderar e conscientizar mulheres por meio da informação e jornalismo. Se trata de um estudo comparativo com a metodologia da Análise de Conteúdo amparada por descrições qualitativas do ambiente online, e busca identificar funções da comunicação mobilizadora e de enquadramento (framming) nos discursos. Em um primeiro momento, analisa-se as estratégias de comunicação e construção do conteúdo nos sites, a partir de descrição qualitativa. Na segunda etapa da pesquisa, aplica-se a Análise de Conteúdo em reportagens e textos publicados pelas duas iniciativas. Espera-se identificar as práticas jornalísticas que guiam esses conteúdos como forma de construção de conhecimento e transformação social, contribuindo assim para os estudos sobre movimentos sociais e mídia. Os resultados indicam um uso estratégico de recursos visuais e forte presença nas redes sociais pelos dois objetos. Apesar das muitas semelhanças, identifica-se algumas diferenças no posicionamento das organizações para executar seus objetivos, com uma postura mais participativa da Revista AzMina, enquanto a Think Olga apresenta uma visão da informação como um instrumento para a mudança social. As reportagens analisadas sugerem que o conhecimento é produzido em duas formas dentro das atividades jornalísticas: por meio da circulação de informações produzidas pelas iniciativas, e pelo próprio processo de produção, que parte de uma nova epistemologia para o jornalismo, baseada na ética feminista perspectiva interseccional. A presente pesquisa tem o fomento da FAPESP e CAPES, sob o processo de nº 2017/21587-0, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). As opiniões, hipóteses e conclusões ou recomendações expressas neste material são de responsabilidade da autora e não necessariamente refletem a visão da FAPESP e da CAPES.
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Se trata de um estudo comparativo com a metodologia da Análise de Conteúdo amparada por descrições qualitativas do ambiente online, e busca identificar funções da comunicação mobilizadora e de enquadramento (framming) nos discursos. Em um primeiro momento, analisa-se as estratégias de comunicação e construção do conteúdo nos sites, a partir de descrição qualitativa. Na segunda etapa da pesquisa, aplica-se a Análise de Conteúdo em reportagens e textos publicados pelas duas iniciativas. Espera-se identificar as práticas jornalísticas que guiam esses conteúdos como forma de construção de conhecimento e transformação social, contribuindo assim para os estudos sobre movimentos sociais e mídia. Os resultados indicam um uso estratégico de recursos visuais e forte presença nas redes sociais pelos dois objetos. Apesar das muitas semelhanças, identifica-se algumas diferenças no posicionamento das organizações para executar seus objetivos, com uma postura mais participativa da Revista AzMina, enquanto a Think Olga apresenta uma visão da informação como um instrumento para a mudança social. As reportagens analisadas sugerem que o conhecimento é produzido em duas formas dentro das atividades jornalísticas: por meio da circulação de informações produzidas pelas iniciativas, e pelo próprio processo de produção, que parte de uma nova epistemologia para o jornalismo, baseada na ética feminista perspectiva interseccional. A presente pesquisa tem o fomento da FAPESP e CAPES, sob o processo de nº 2017/21587-0, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). As opiniões, hipóteses e conclusões ou recomendações expressas neste material são de responsabilidade da autora e não necessariamente refletem a visão da FAPESP e da CAPES.Aiming for visibility and transformation, the social movements make use of the internet and the media to delate about their problems, thus organizing and producing their own journalism activities. This research seeks to analyze and identify the ways that social movements produce knowledge through journalism doing, which is a form to interpret and register the reality and their own expertise. The chosen objects, the Revista AzMina and the Think Olga are connected to the feminist movement and propose to empower and create awareness in women through information and journalism. This study is a comparative analysis that uses the Content Analysis method sustained by qualitative descriptions of the online environment, to identify functions of communication for mobilization and frames in those narratives. At first, the communication strategies and the content construction in the websites are analyzed using a qualitative description. At the second part of the empirical research, the Content Analysis is applied, using as material the reports and texts published by both organizations. It is expected to identify the journalistic practices that guides this kind of content as a form of knowledge construction and social transformation, collaborating to the social movements and media studies. The results show a strategic use of the visual resources and a strong presence in the social media in the case of both objects. Notwithstanding the many similarities, it was identified some differences at the organizations positioning in order to execute their tasks: Revista AzMina shows a much more participating posture, while Think Olga treats information as a tool for social change. The texts analyzed suggest that the knowledge can be produced by two means through the journalistic activities: circulating information produced by the NGOs and during the news making process, which is based on the feminist intersectional ethics. The present research is sponsored by FAPESP and CAPES, process number 2017/21587-0, São Paulo Research Foundation (FAPESP). The opinions, hypotheses and conclusions or recommendations expressed in this material are of the author's responsibility and do not reflect FAPESP and CAPES opinions.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2017/21587-0Universidade Estadual Paulista (Unesp)Luvizotto, Caroline Kraus [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Santos, Heloisa Souza dos [UNESP]2019-10-08T19:06:08Z2019-10-08T19:06:08Z2019-08-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/19066900092579633004056081P4porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-06-14T05:22:02Zoai:repositorio.unesp.br:11449/190669Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-06-14T05:22:02Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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