Flora das trepadeiras de uma região de ecótono no leste do estado do Mato Grosso do Sul
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/258039 |
Resumo: | As estimativas da diversidade de angiospermas brasileiras apontam para um total de 52 mil espécies, sendo que cerca de 53,1% das espécies são endêmicas. Identificar essa diversidade é crucial para estratégias de conservação, monitoramento e uso sustentável. Entretanto, nas diferentes regiões do país, existe uma baixa densidade e grande desigualdade de coleta, somado que a maioria dos estudos considera apenas árvores e arbustos, negligenciando outros hábitos, como as trepadeiras, que apesar de corresponderem a 25% da diversidade das florestas tropicais, são pouco estudadas. O estado do Mato Grosso do Sul possui grande variação fitogeográfica, que lhe proporciona uma alta diversidade e apresenta um processo de perda de habitat. Associando isso à baixa taxa de conhecimento de sua flora, é de suma importância o conhecimento das espécies nas diferentes regiões deste estado. Portanto, este estudo teve como objetivo principal inventariar, caracterizar e fornecer uma chave de identificação baseada em caracteres vegetativos para as trepadeiras ocorrentes em uma região ecotonal entre o Cerrado e Mata Atlântica no leste do estado de Mato Grosso do Sul. A área de estudo está localizada no município de Selvíria, MS, na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNESP campus de Ilha Solteira, com cerca de 1.647,51 ha, possuindo fragmentos florestais de Floresta Estacional Semidecidual (FES) e Cerradão. Realizaram-se coletas semanais, durante um ano, em trilhas nas áreas de vegetação nativa. Foram registradas 123 espécies, distribuídas em 22 famílias e 63 gêneros. As famílias mais diversas foram Bignoniaceae (21 spp.), Fabaceae (18) e Convolvulaceae (16). Os gêneros com maior número de espécies foram Serjania Mill. (12 spp.) e Ipomoea L. (9). As trepadeiras lenhosas corresponderam a 76% e as herbáceas a 24% do total amostrado. Ao analisar comparativamente esse estudo com outros nove trabalhos realizados em áreas de FES e CE, verificou-se que as áreas com fitofisionomia de Floresta Estacional Semidecidual são mais diversas, com número de espécies que variaram de 148 a 63, enquanto que nas áreas de Cerradão a riqueza de espécie variou de 71 a 32. Este é o primeiro estudo realizado em área de ecótono Cerrado-Mata Atlântica no Mato Grosso do Sul, destaca a importância de ampliar os esforços de coleta de lianas. |
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Flora das trepadeiras de uma região de ecótono no leste do estado do Mato Grosso do SulFlora of climbing plants in an ecotone region in the east of the state of Mato Grosso do SulCerradoLianasFloresta Estacional SemidecidualChave de identificaçãoIdentification keySemideciduous seasonal forestAs estimativas da diversidade de angiospermas brasileiras apontam para um total de 52 mil espécies, sendo que cerca de 53,1% das espécies são endêmicas. Identificar essa diversidade é crucial para estratégias de conservação, monitoramento e uso sustentável. Entretanto, nas diferentes regiões do país, existe uma baixa densidade e grande desigualdade de coleta, somado que a maioria dos estudos considera apenas árvores e arbustos, negligenciando outros hábitos, como as trepadeiras, que apesar de corresponderem a 25% da diversidade das florestas tropicais, são pouco estudadas. O estado do Mato Grosso do Sul possui grande variação fitogeográfica, que lhe proporciona uma alta diversidade e apresenta um processo de perda de habitat. Associando isso à baixa taxa de conhecimento de sua flora, é de suma importância o conhecimento das espécies nas diferentes regiões deste estado. Portanto, este estudo teve como objetivo principal inventariar, caracterizar e fornecer uma chave de identificação baseada em caracteres vegetativos para as trepadeiras ocorrentes em uma região ecotonal entre o Cerrado e Mata Atlântica no leste do estado de Mato Grosso do Sul. A área de estudo está localizada no município de Selvíria, MS, na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNESP campus de Ilha Solteira, com cerca de 1.647,51 ha, possuindo fragmentos florestais de Floresta Estacional Semidecidual (FES) e Cerradão. Realizaram-se coletas semanais, durante um ano, em trilhas nas áreas de vegetação nativa. Foram registradas 123 espécies, distribuídas em 22 famílias e 63 gêneros. As famílias mais diversas foram Bignoniaceae (21 spp.), Fabaceae (18) e Convolvulaceae (16). Os gêneros com maior número de espécies foram Serjania Mill. (12 spp.) e Ipomoea L. (9). As trepadeiras lenhosas corresponderam a 76% e as herbáceas a 24% do total amostrado. Ao analisar comparativamente esse estudo com outros nove trabalhos realizados em áreas de FES e CE, verificou-se que as áreas com fitofisionomia de Floresta Estacional Semidecidual são mais diversas, com número de espécies que variaram de 148 a 63, enquanto que nas áreas de Cerradão a riqueza de espécie variou de 71 a 32. Este é o primeiro estudo realizado em área de ecótono Cerrado-Mata Atlântica no Mato Grosso do Sul, destaca a importância de ampliar os esforços de coleta de lianas.Estimates of Brazilian angiosperm diversity indicate a total of 52,000 species, with approximately 53.1% of these species being endemic. Identifying this diversity is crucial for conservation, monitoring, and sustainable use strategies. However, in different regions of the country, there is a low density and great inequality in collection efforts, coupled with the fact that most studies focus solely on trees and shrubs, neglecting other growth habits such as vines, which despite comprising 25% of the diversity of tropical forests, are understudied. The state of Mato Grosso do Sul exhibits significant phytogeographic variation, providing it with high diversity and experiencing habitat loss. Coupled with the limited knowledge of its flora, understanding the species in different regions of this state is of paramount importance. Therefore, this study aimed to inventory and characterize the vines occurring in an ecotone region between the Cerrado and Atlantic Forest. The study area is located in the municipality of Selvíria, MS, at the UNESP Ilha Solteira campus Teaching, Research, and Extension Farm, encompassing approximately 1,647.51 hectares and containing forest fragments of Seasonal Semideciduous Forest (FES) and Cerradão. Weekly collections were conducted over a year on trails within native vegetation areas. A total of 123 species were recorded, distributed across 22 families and 63 genera. The most diverse families were Bignoniaceae (21 spp.), Fabaceae (18), and Convolvulaceae (16). The genera with the highest number of species were Serjania Mill. (12 spp.) and Ipomoea L. (9). Woody vines accounted for 76% and herbaceous vines for 24% of the total sampled. When comparing this study to nine other studies conducted in FES and CE areas, it was observed that areas with Seasonal Semideciduous Forest physiognomy were more diverse, with species numbers ranging from 148 to 63, while in Cerradão areas, species richness ranged from 71 to 32. This is the first study conducted in a Cerrado-Atlantic Forest ecotone area in Mato Grosso do Sul, highlighting the importance of expanding liana collection efforts.Universidade Estadual Paulista (Unesp)Rezende, Andreia Alves [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Santos, Ana Maria Dourado dos [UNESP]2024-11-06T22:53:12Z2024-11-06T22:53:12Z2024-09-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfapplication/pdfSANTOS, Ana Maria Dourado dos. Flora das trepadeiras de uma região de ecótono no leste do estado do Mato Grosso do Sul. 2024. 61 f. 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As estimativas da diversidade de angiospermas brasileiras apontam para um total de 52 mil espécies, sendo que cerca de 53,1% das espécies são endêmicas. Identificar essa diversidade é crucial para estratégias de conservação, monitoramento e uso sustentável. Entretanto, nas diferentes regiões do país, existe uma baixa densidade e grande desigualdade de coleta, somado que a maioria dos estudos considera apenas árvores e arbustos, negligenciando outros hábitos, como as trepadeiras, que apesar de corresponderem a 25% da diversidade das florestas tropicais, são pouco estudadas. O estado do Mato Grosso do Sul possui grande variação fitogeográfica, que lhe proporciona uma alta diversidade e apresenta um processo de perda de habitat. Associando isso à baixa taxa de conhecimento de sua flora, é de suma importância o conhecimento das espécies nas diferentes regiões deste estado. Portanto, este estudo teve como objetivo principal inventariar, caracterizar e fornecer uma chave de identificação baseada em caracteres vegetativos para as trepadeiras ocorrentes em uma região ecotonal entre o Cerrado e Mata Atlântica no leste do estado de Mato Grosso do Sul. A área de estudo está localizada no município de Selvíria, MS, na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNESP campus de Ilha Solteira, com cerca de 1.647,51 ha, possuindo fragmentos florestais de Floresta Estacional Semidecidual (FES) e Cerradão. Realizaram-se coletas semanais, durante um ano, em trilhas nas áreas de vegetação nativa. Foram registradas 123 espécies, distribuídas em 22 famílias e 63 gêneros. As famílias mais diversas foram Bignoniaceae (21 spp.), Fabaceae (18) e Convolvulaceae (16). Os gêneros com maior número de espécies foram Serjania Mill. (12 spp.) e Ipomoea L. (9). As trepadeiras lenhosas corresponderam a 76% e as herbáceas a 24% do total amostrado. Ao analisar comparativamente esse estudo com outros nove trabalhos realizados em áreas de FES e CE, verificou-se que as áreas com fitofisionomia de Floresta Estacional Semidecidual são mais diversas, com número de espécies que variaram de 148 a 63, enquanto que nas áreas de Cerradão a riqueza de espécie variou de 71 a 32. Este é o primeiro estudo realizado em área de ecótono Cerrado-Mata Atlântica no Mato Grosso do Sul, destaca a importância de ampliar os esforços de coleta de lianas. |
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