Ca qui a do: tem quem entre pra jogar, tem quem entre pra dançar ou Rebolados, bailecitos, brincadeira, goce e suas funções políticas na produção de mundos outros
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11449/312661 |
Resumo: | Esta tese é produto de uma investigação acadêmica que foi se delineando a partir de campos de afetações apresentados pelos territórios múltiplos que se abriram enquanto possibilidade de movimento para o fazer desta pesquisa. Este trabalho é fruto de uma cartografia anarcocriativa que entrelaça dança, ativismo, psicologia e práticas decoloniais na construção de clínicas sensíveis e de modos outros de existir. Com forte ancoragem nos afetos e nos processos de subjetivação, a pesquisa se desenvolve a partir da vivência e da corporeidade da autora em deslocamentos territoriais e epistêmicos entre o Brasil e o México, ativando o corpo como arquivo político e poético. A dança é compreendida como dispositivo de criação de subjetividade e resistência frente às hegemonias coloniais e capitalísticas. Rebolados, caquiados e brincadeiras dançadas são abordados como práticas políticas que produzem mundos mais vibráteis, coletivos e plurais. Utilizando os conceitos de autohistória, consciência mestiça, corpo-afetação e fronteira, a autora propõe uma escrita corpografada, poética e encarnada que desmonta dicotomias entre pessoal/político, arte/ciência e corpo/teoria. A pesquisa se vale de um percurso metodológico baseado na cartografia e na performatividade dos afetos, onde o corpo da pesquisadora se abre para as experiências dançantes em territórios latinoamericanos, principalmente a partir de danças afroindígenas e afrodiaspóricas do Brasil e do México. Discute-se sobre práticas culturais como o carimbó, o samba, o funk, a salsa, a cumbia, a salsa, a bachata e o arrocha, e suas intersecções com as questões de raça, gênero, classe e sexualidade enquanto dispositivos estéticos de preservação de histórias e jeitos gozosos de viver. A dança, sobretudo os rebolados caquiados, se confirma como um potente dispositivo de resistência micropolítica e de produção de vida insurgente. Foi possível identificar que práticas dançadas oriundas de corpos dissidentes criam territórios de cura, pertencimento e elaboração coletiva do gozo e da alegria como estratégias contra-hegemônicas. Ao reivindicar o rebolado como linguagem epistemológica, a autora cria brechas para outras formas de fazer ciência comprometidas com a vida, com a diferença e com a justiça social. |
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Ca qui a do: tem quem entre pra jogar, tem quem entre pra dançar ou Rebolados, bailecitos, brincadeira, goce e suas funções políticas na produção de mundos outrosCa qui a do: hay quienes entran para jugar, hay quienes entran para bailar o Rebolados, bailecitos, juego, goce y sus funciones políticas en la producción de otros mundosProcessos de subjetivaçãoDançaCaquiadoCorpo-experiênciaDanzaSubjetivaciónCuerpoEsta tese é produto de uma investigação acadêmica que foi se delineando a partir de campos de afetações apresentados pelos territórios múltiplos que se abriram enquanto possibilidade de movimento para o fazer desta pesquisa. Este trabalho é fruto de uma cartografia anarcocriativa que entrelaça dança, ativismo, psicologia e práticas decoloniais na construção de clínicas sensíveis e de modos outros de existir. Com forte ancoragem nos afetos e nos processos de subjetivação, a pesquisa se desenvolve a partir da vivência e da corporeidade da autora em deslocamentos territoriais e epistêmicos entre o Brasil e o México, ativando o corpo como arquivo político e poético. A dança é compreendida como dispositivo de criação de subjetividade e resistência frente às hegemonias coloniais e capitalísticas. Rebolados, caquiados e brincadeiras dançadas são abordados como práticas políticas que produzem mundos mais vibráteis, coletivos e plurais. Utilizando os conceitos de autohistória, consciência mestiça, corpo-afetação e fronteira, a autora propõe uma escrita corpografada, poética e encarnada que desmonta dicotomias entre pessoal/político, arte/ciência e corpo/teoria. A pesquisa se vale de um percurso metodológico baseado na cartografia e na performatividade dos afetos, onde o corpo da pesquisadora se abre para as experiências dançantes em territórios latinoamericanos, principalmente a partir de danças afroindígenas e afrodiaspóricas do Brasil e do México. Discute-se sobre práticas culturais como o carimbó, o samba, o funk, a salsa, a cumbia, a salsa, a bachata e o arrocha, e suas intersecções com as questões de raça, gênero, classe e sexualidade enquanto dispositivos estéticos de preservação de histórias e jeitos gozosos de viver. A dança, sobretudo os rebolados caquiados, se confirma como um potente dispositivo de resistência micropolítica e de produção de vida insurgente. Foi possível identificar que práticas dançadas oriundas de corpos dissidentes criam territórios de cura, pertencimento e elaboração coletiva do gozo e da alegria como estratégias contra-hegemônicas. Ao reivindicar o rebolado como linguagem epistemológica, a autora cria brechas para outras formas de fazer ciência comprometidas com a vida, com a diferença e com a justiça social.Esta tesis es producto de una investigación académica que se fue delineando a partir de campos de afectación presentados por los múltiples territorios que se abrieron como posibilidad de movimiento para la realización de esta pesquisa. Este trabajo es fruto de una cartografía anarco-creativa que entrelaza danza, activismo, psicología y prácticas decoloniales en la construcción de clínicas sensibles y de otros modos de existir. Con fuerte anclaje en los afectos y en los procesos de subjetivación, la investigación se desarrolla a partir de la vivencia y de la corporeidad de la autora en desplazamientos territoriales y epistémicos entre Brasil y México, activando el cuerpo como archivo político y poético. La danza se comprende como un dispositivo de creación de subjetividad y resistencia frente a las hegemonías coloniales y capitalistas. Rebolados, caquiados y juegos danzados se abordan como prácticas políticas que producen mundos más vibrantes, colectivos y plurales. Utilizando los conceptos de autohistoria, conciencia mestiza, cuerpo-afectación y frontera, la autora propone una escritura corpografiada, poética y encarnada que desmonta dicotomías entre lo personal/político, arte/ciencia y cuerpo/teoría. La investigación se vale de un recorrido metodológico basado en la cartografía y en la performatividad de los afectos, donde el cuerpo de la investigadora se abre a las experiencias danzantes en territorios latinoamericanos, principalmente a partir de danzas afroindígenas y afrodiaspóricas de Brasil y México. Se discute sobre prácticas culturales como el carimbó, el samba, el funk, la salsa, la cumbia, la bachata y el arrocha, y sus intersecciones con cuestiones de raza, género, clase y sexualidad, entendidas como dispositivos estéticos de preservación de historias y modos gozosos de vivir. La danza, sobre todo los rebolados caquiados, se confirma como un potente dispositivo de resistencia micropolítica y de producción de vida insurgente. Fue posible identificar que las prácticas danzadas originadas en cuerpos disidentes crean territorios de sanación, pertenencia y elaboración colectiva del goce y de la alegría como estrategias contrahegemónicas. Al reivindicar el rebolado como lenguaje epistemológico, la autora abre brechas hacia otras formas de hacer ciencia comprometidas con la vida, con la diferencia y con la justicia social.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)88887.987062/2024-00CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Guimarães, Rafael Siqueira [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Barbosa, Marianne Gois [UNESP]2025-08-04T16:30:12Z2025-04-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfBARBOSA, Marianne Gois. Ca qui a do: tem quem entre pra jogar, tem quem entre pra dançar ou Rebolados, bailecitos, brincadeira, goce e suas funções políticas na produção de mundos outros. 2025. 133 p. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.https://hdl.handle.net/11449/31266133004048021P667225696522049850009-0003-7865-4266porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2025-08-20T18:38:37Zoai:repositorio.unesp.br:11449/312661Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462025-08-20T18:38:37Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false |
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