Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Apis, Aline
Orientador(a): Schellini, Silvana Artioli
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/329202
Resumo: Este estudo foi realizado com a intenção de avaliar a superfície ocular de portadores de pterígios usando lisamina verde. Além disso, verificar se a injeção subconjuntival de bevacizumabe pode reduzir o número de vasos conjuntivais, assim como avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante após exérese na prevenção de recidivas. Para isso, foram desenvolvidos três estudos: Estudo 1: Distribuição da lisamina verde na superfície ocular de portadores de pterígio primário Objetivo: Avaliar a distribuição da lisamina verde na superfície de olhos com pterígio primário antes e depois da exérese, além de comparar com olhos normais. Métodos: Estudo prospectivo e controlado, incluindo 50 olhos com pterígio primário, examinados antes e depois de seis meses da exérese da lesão, e 25 olhos sem pterígio (grupo controle). Todos os participantes foram submetidos a exame oftalmológico completo, seguido da instilação de lisamina verde a 1% e fotodocumentação padronizada. A quantificação da porcentagem de área corada na superfície ocular foi analisada por software de processamento de imagem (“Microsoft Office Picture Manager” e “AVsoft Bio View – Spectra Module”). As variáveis quantitativas foram analisadas por meio de análise de variância não paramétrica para medidas repetidas, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Os olhos com pterígio apresentaram maior área corada por lisamina verde no pré-operatório, com mediana de 5,07, em comparação aos olhos do grupo controle, cuja mediana foi de 1,23 (p<0,05). Seis meses após a exérese, a mediana da área corada reduziu de 5,07 para 1,99 (p<0,05). Conclusão: A lisamina verde corou mais intensamente a superfície ocular dos olhos com pterígio do que a dos olhos normais, indicando maior comprometimento da superfície ocular na presença da lesão. Após a remoção do pterígio, observou-se redução significativa da área corada, sugerindo melhora da integridade da superfície ocular. Esses achados podem, ainda, inferir redução de alterações relacionadas ao processo inflamatório após a exérese, embora a coloração pela lisamina verde não seja específica para inflamação. A análise quantitativa da coloração mostrou-se uma ferramenta útil para a avaliação objetiva das alterações da superfície ocular associadas ao pterígio. Estudo 2: Análise quantitativa da vascularização conjuntival em pterígios antes e após a exérese cirúrgica com uso adjuvante de bevacizumabe. Objetivo: Avaliar a quantidade de vasos conjuntivais em pterígios e na área conjuntival cicatricial depois da injeção de bevacizumabe. Métodos: Estudo prospectivo, incluindo indivíduos com pterígios, que receberam uma injeção subconjuntival única de bevacizumabe 2,5mg (G1) ou 5mg (G2) imediatamente após a exérese da lesão. Os olhos foram fotodocumentados antes e sete, 21 e 180 dias depois da exérese. As imagens foram transferidas para computador pessoal e analisadas sob cegamento usando a ferramenta “guias” do aplicativo “Google Apresentações,” analisando-se o número de vasos presentes no pterígio e na região cicatricial de onde o pterígio foi removido. Resultados: No G1, a mediana do número de vasos se reduziu de 30 no pré-operatório para 15 aos sete dias e 22 aos 21 dias, retornando a 27 aos 180 dias (p<0,05). No G2, a mediana se reduziu de 32 no pré-operatório para 21 aos sete dias e 23 aos 21 dias, aumentando novamente para 30 aos 180 dias (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos em nenhum dos momentos avaliados (p>0,05). Conclusão: Houve redução do número de vasos conjuntivais após a injeção subconjuntival única de bevacizumabe com doses de 2,5mg ou 5mg nas avaliações de sete e 21 dias. O efeito do bevacizumabe é transitório, e a vascularização volta aos padrões iniciais após 180 dias. Estudo 3: Uso do bevacizumabe na prevenção da recidiva do pterígio primário após exérese: ensaio clínico randomizado. Objetivo: Avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante na prevenção de recidivas do pterígio após exérese. Método: Ensaio prospectivo, randomizado e controlado, realizado entre maio e outubro de 2024. Pacientes com pterígio primário foram alocados em três grupos: dois grupos receberam bevacizumabe (2,5 mg ou 5 mg) imediatamente após a exérese da lesão e um grupo comparador (cirurgia sem adjuvante). Avaliações clínicas e fotografias seriadas foram realizadas no pré-operatório e aos sete, 21 e 180 dias. As análises estatísticas adotaram nível de significância de 5%. Resultados: O uso de bevacizumabe subconjuntival ao final da cirurgia esteve associado a menor chance de recidiva da lesão em comparação à cirurgia sem o uso de adjuvante, em observação feita no período de seis meses. Entre os 50 olhos tratados, ocorreram sete recidivas (14,0%), sem diferença significativa entre as doses de 2,5 mg e 5 mg (p>0,05). Isquemia, deiscência e granuloma não se associaram à recidiva, e não foram observados efeitos deletérios relevantes sobre a superfície ocular. Conclusão: Os achados sustentam que o bevacizumabe subconjuntival é viável e seguro para ser usado como adjuvante à cirurgia de pterígio primário, com potencial de reduzir recidiva.
id UNSP_fea9ab725f2565f5b69fd0d3d84e16bd
oai_identifier_str oai:repositorio.unesp.br:11449/329202
network_acronym_str UNSP
network_name_str Repositório Institucional da UNESP
repository_id_str
spelling Apis, AlineUniversidade Estadual Paulista (UNESP)Schellini, Silvana Artioliunesp::b21761b6925cb8636f17614afe146cde600Rocha, Eduardo MelaniCastro, Rosane silvestre deHashimoto, Mitsuounesp::51cb24d4fac2d5a73d1ff0d66d2cb3e0600Hirai, Flavio Eduardounesp::2c03f0be99237efbad2f1198d3310a1c600unesp::16b88cd21d4a9a17e74f98a251f63186unesp::b21761b6925cb8636f17614afe146cdeSchellini, Silvana Artioli2026-08-07T12:06:24Z2026-07-15APIS, Aline. Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional em Medicina) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.https://hdl.handle.net/11449/32920233004064088P406221245332115760000-0001-5008-4837Este estudo foi realizado com a intenção de avaliar a superfície ocular de portadores de pterígios usando lisamina verde. Além disso, verificar se a injeção subconjuntival de bevacizumabe pode reduzir o número de vasos conjuntivais, assim como avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante após exérese na prevenção de recidivas. Para isso, foram desenvolvidos três estudos: Estudo 1: Distribuição da lisamina verde na superfície ocular de portadores de pterígio primário Objetivo: Avaliar a distribuição da lisamina verde na superfície de olhos com pterígio primário antes e depois da exérese, além de comparar com olhos normais. Métodos: Estudo prospectivo e controlado, incluindo 50 olhos com pterígio primário, examinados antes e depois de seis meses da exérese da lesão, e 25 olhos sem pterígio (grupo controle). Todos os participantes foram submetidos a exame oftalmológico completo, seguido da instilação de lisamina verde a 1% e fotodocumentação padronizada. A quantificação da porcentagem de área corada na superfície ocular foi analisada por software de processamento de imagem (“Microsoft Office Picture Manager” e “AVsoft Bio View – Spectra Module”). As variáveis quantitativas foram analisadas por meio de análise de variância não paramétrica para medidas repetidas, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Os olhos com pterígio apresentaram maior área corada por lisamina verde no pré-operatório, com mediana de 5,07, em comparação aos olhos do grupo controle, cuja mediana foi de 1,23 (p<0,05). Seis meses após a exérese, a mediana da área corada reduziu de 5,07 para 1,99 (p<0,05). Conclusão: A lisamina verde corou mais intensamente a superfície ocular dos olhos com pterígio do que a dos olhos normais, indicando maior comprometimento da superfície ocular na presença da lesão. Após a remoção do pterígio, observou-se redução significativa da área corada, sugerindo melhora da integridade da superfície ocular. Esses achados podem, ainda, inferir redução de alterações relacionadas ao processo inflamatório após a exérese, embora a coloração pela lisamina verde não seja específica para inflamação. A análise quantitativa da coloração mostrou-se uma ferramenta útil para a avaliação objetiva das alterações da superfície ocular associadas ao pterígio. Estudo 2: Análise quantitativa da vascularização conjuntival em pterígios antes e após a exérese cirúrgica com uso adjuvante de bevacizumabe. Objetivo: Avaliar a quantidade de vasos conjuntivais em pterígios e na área conjuntival cicatricial depois da injeção de bevacizumabe. Métodos: Estudo prospectivo, incluindo indivíduos com pterígios, que receberam uma injeção subconjuntival única de bevacizumabe 2,5mg (G1) ou 5mg (G2) imediatamente após a exérese da lesão. Os olhos foram fotodocumentados antes e sete, 21 e 180 dias depois da exérese. As imagens foram transferidas para computador pessoal e analisadas sob cegamento usando a ferramenta “guias” do aplicativo “Google Apresentações,” analisando-se o número de vasos presentes no pterígio e na região cicatricial de onde o pterígio foi removido. Resultados: No G1, a mediana do número de vasos se reduziu de 30 no pré-operatório para 15 aos sete dias e 22 aos 21 dias, retornando a 27 aos 180 dias (p<0,05). No G2, a mediana se reduziu de 32 no pré-operatório para 21 aos sete dias e 23 aos 21 dias, aumentando novamente para 30 aos 180 dias (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos em nenhum dos momentos avaliados (p>0,05). Conclusão: Houve redução do número de vasos conjuntivais após a injeção subconjuntival única de bevacizumabe com doses de 2,5mg ou 5mg nas avaliações de sete e 21 dias. O efeito do bevacizumabe é transitório, e a vascularização volta aos padrões iniciais após 180 dias. Estudo 3: Uso do bevacizumabe na prevenção da recidiva do pterígio primário após exérese: ensaio clínico randomizado. Objetivo: Avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante na prevenção de recidivas do pterígio após exérese. Método: Ensaio prospectivo, randomizado e controlado, realizado entre maio e outubro de 2024. Pacientes com pterígio primário foram alocados em três grupos: dois grupos receberam bevacizumabe (2,5 mg ou 5 mg) imediatamente após a exérese da lesão e um grupo comparador (cirurgia sem adjuvante). Avaliações clínicas e fotografias seriadas foram realizadas no pré-operatório e aos sete, 21 e 180 dias. As análises estatísticas adotaram nível de significância de 5%. Resultados: O uso de bevacizumabe subconjuntival ao final da cirurgia esteve associado a menor chance de recidiva da lesão em comparação à cirurgia sem o uso de adjuvante, em observação feita no período de seis meses. Entre os 50 olhos tratados, ocorreram sete recidivas (14,0%), sem diferença significativa entre as doses de 2,5 mg e 5 mg (p>0,05). Isquemia, deiscência e granuloma não se associaram à recidiva, e não foram observados efeitos deletérios relevantes sobre a superfície ocular. Conclusão: Os achados sustentam que o bevacizumabe subconjuntival é viável e seguro para ser usado como adjuvante à cirurgia de pterígio primário, com potencial de reduzir recidiva.This study was conducted to evaluate the ocular surface of patients with pterygium using lissamine green staining. In addition, the effect of subconjunctival bevacizumab on conjunctival vascularization was evaluated by quantifying conjunctival vessels in pterygium tissue and in the postoperative scar area. Furthermore, the efficacy of subconjunctival bevacizumab as an adjuvant therapy after surgical excision was assessed in preventing lesion recurrence. To accomplish this, three studies were developed: Study 1: Distribution of Lissamine Green on the Ocular Surface of Patients with Primary Pterygium. Objective: To evaluate the distribution of lissamine green staining on the ocular surface of eyes with primary pterygium before and after surgical excision and to compare the findings with those of normal eyes. Methods: This prospective controlled study included 50 eyes with primary pterygium, examined before and six months after lesion excision, and 25 eyes without pterygium (control group). All participants underwent a complete ophthalmologic examination, followed by instillation of 1% lissamine green and standardized photographic documentation. The percentage of stained ocular surface area was quantified using image-processing software (“Microsoft Office Picture Manager” and “AVsoft Bio View – Spectra Module”). Quantitative variables were analyzed using nonparametric analysis of variance for repeated measures, with a significance level of 5%. Results: Eyes with pterygium showed a larger lissamine green-stained area preoperatively, with a median of 5.07, compared with a median of 1.23 in the control group (p<0.05). Six months after surgical excision, the median stained area decreased from 5.07 to 1.99 (p<0.05). Conclusion: Lissamine green stained the ocular surface of eyes with pterygium more extensively than that of normal eyes, indicating greater ocular surface impairment in the presence of the lesion. Following pterygium removal, a significant reduction in the stained area was observed, suggesting improvement in ocular surface integrity. These findings may also indirectly suggest a reduction in changes associated with the inflammatory process after excision, although lissamine green staining is not specific for inflammation. Quantitative analysis of staining proved to be a useful tool for the objective assessment of ocular surface changes associated with pterygium. Study 2: Quantitative Analysis of Conjunctival Vascularization in Pterygium Before and After Surgical Excision with Adjuvant Bevacizumab. Objective: To evaluate the number of conjunctival vessels in pterygium and in the conjunctival scar area after bevacizumab injection. Methods: This prospective study included patients with pterygium who received a single subconjunctival injection of 2.5 mg bevacizumab (G1) or 5 mg bevacizumab (G2) immediately after lesion excision. The eyes were photographed preoperatively and at seven, 21, and 180 days after excision. Images were transferred to a personal computer and analyzed in a masked fashion using the “guides” tool in the “Google Slides” application. The number of vessels present in the pterygium and in the scar area from which the pterygium had been removed was assessed. Results: In G1, the median number of vessels decreased from 30 preoperatively to 15 at seven days and 22 at 21 days, returning to 27 at 180 days (p<0.05). In G2, the median decreased from 32 preoperatively to 21 at seven days and 23 at 21 days, subsequently increasing to 30 at 180 days (p<0.05). No statistically significant differences were observed between the groups at any of the evaluated time points (p>0.05). Conclusion: The number of conjunctival vessels decreased at seven and 21 days after a single subconjunctival injection of bevacizumab at doses of either 2.5 mg or 5 mg. The effect of bevacizumab was transient, with vascularization returning to baseline levels after 180 days. Study 3: Use of Bevacizumab to Prevent Recurrence of Primary Pterygium After Excision: A Randomized Clinical Trial. Objective: To evaluate the effect of subconjunctival bevacizumab as adjuvant therapy for the prevention of pterygium recurrence after surgical excision. Methods: This prospective, randomized, controlled trial was conducted between May and October 2024. Patients with primary pterygium were allocated to three groups: two groups received bevacizumab (2.5 mg or 5 mg) immediately after lesion excision, and one comparator group underwent surgery without adjuvant therapy. Clinical examinations and serial photographs were performed preoperatively and at seven, 21, and 180 days postoperatively. Statistical analyses were conducted using a significance level of 5%. Results: Subconjunctival bevacizumab administered at the end of surgery was associated with a lower likelihood of pterygium recurrence compared with surgery without adjuvant therapy during the six-month follow-up period. Among the 50 treated eyes, seven recurrences (14.0%) were observed, with no statistically significant difference between the 2.5 mg and 5 mg doses (p>0.05). Ischemia, dehiscence, and granuloma were not associated with recurrence, and no clinically relevant deleterious effects on the ocular surface were observed. Conclusion: These findings support the feasibility and safety of subconjunctival bevacizumab as an adjuvant to primary pterygium surgery, with the potential to reduce recurrence.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2023/02014-0porUniversidade Estadual Paulista (UNESP)https://hdl.handle.net/11449/332426500600PterígioLisamina verdeBevacizumabeRecorrênciaInjeções subconjuntivaisProcedimentos cirúrgicos oftalmológicosEnsaios clínicos randomizadosOlhos - CirurgiaEnsaios clínicosPterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizadoPterygium: Ocular Surface Assessment with Lissamine Green and the Effects of Bevacizumab on Conjunctival Vascularization, Complications, and Recurrence — A Randomized Clinical Trialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESPMedicina - FMBClínica-cirúrgica, saúde e meio ambiente (mestrado e doutorado)Tecnologias aplicadas em biomateriais, transplantes e enxertosUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, BotucatuBanca públicaPublicationa3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::308992-1a3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2bavirtual::308992-1a742a6c3-c9e1-4953-b75d-8f27ce6fd1f4virtual::308979-1a742a6c3-c9e1-4953-b75d-8f27ce6fd1f4virtual::308979-1ORIGINALapis_a_me_bot.pdfapis_a_me_bot.pdfapplication/pdf1250582https://repositorio.unesp.br/bitstreams/116e9536-fb7f-4927-a5b3-879fe917874a/download8f57f86b57742769e6c1f3c0620ffc6fMD53trueAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-82192https://repositorio.unesp.br/bitstreams/64d66967-6b48-4f02-9c11-b794cc5d0a29/download9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26cMD52falseTEXTapis_a_me_bot.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2026-08-07T15:02:05Z (GMT).Extracted texttext/plain103329https://repositorio.unesp.br/bitstreams/fb42f8fa-0483-4005-b62b-1f76b886a06f/download4b52c9216cbeba3e70cd12b8bf353ef6MD54falseTHUMBNAILapis_a_me_bot.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2026-08-07T15:02:07Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg3766https://repositorio.unesp.br/bitstreams/a07288d5-e85d-46b6-8aa4-5c54fb9a9291/download821476fc28b20b0c6aa7507c8e1d67e2MD55falseAnonymousREAD11449/3292022026-10-02T20:34:39.964658Zopen.accessoai:repositorio.unesp.br:11449/329202https://repositorio.unesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestrepositoriounesp@unesp.bropendoar:29462026-10-02T20:34:39Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
dc.title.pt.fl_str_mv Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Pterygium: Ocular Surface Assessment with Lissamine Green and the Effects of Bevacizumab on Conjunctival Vascularization, Complications, and Recurrence — A Randomized Clinical Trial
title Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
spellingShingle Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
Apis, Aline
Pterígio
Lisamina verde
Bevacizumabe
Recorrência
Injeções subconjuntivais
Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Ensaios clínicos randomizados
Olhos - Cirurgia
Ensaios clínicos
title_short Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
title_full Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
title_fullStr Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
title_full_unstemmed Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
title_sort Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado
author Apis, Aline
author_facet Apis, Aline
author_role author
dc.contributor.institution.pt.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.contributor.committeeMember.none.fl_str_mv Schellini, Silvana Artioli
Rocha, Eduardo Melani
Castro, Rosane silvestre de
Hashimoto, Mitsuo
Hirai, Flavio Eduardo
dc.contributor.author.fl_str_mv Apis, Aline
dc.contributor.authorID.fl_str_mv unesp::16b88cd21d4a9a17e74f98a251f63186
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv unesp::b21761b6925cb8636f17614afe146cde
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Schellini, Silvana Artioli
contributor_str_mv Schellini, Silvana Artioli
dc.subject.por.fl_str_mv Pterígio
Lisamina verde
Bevacizumabe
Recorrência
Injeções subconjuntivais
Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Ensaios clínicos randomizados
Olhos - Cirurgia
Ensaios clínicos
topic Pterígio
Lisamina verde
Bevacizumabe
Recorrência
Injeções subconjuntivais
Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos
Ensaios clínicos randomizados
Olhos - Cirurgia
Ensaios clínicos
description Este estudo foi realizado com a intenção de avaliar a superfície ocular de portadores de pterígios usando lisamina verde. Além disso, verificar se a injeção subconjuntival de bevacizumabe pode reduzir o número de vasos conjuntivais, assim como avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante após exérese na prevenção de recidivas. Para isso, foram desenvolvidos três estudos: Estudo 1: Distribuição da lisamina verde na superfície ocular de portadores de pterígio primário Objetivo: Avaliar a distribuição da lisamina verde na superfície de olhos com pterígio primário antes e depois da exérese, além de comparar com olhos normais. Métodos: Estudo prospectivo e controlado, incluindo 50 olhos com pterígio primário, examinados antes e depois de seis meses da exérese da lesão, e 25 olhos sem pterígio (grupo controle). Todos os participantes foram submetidos a exame oftalmológico completo, seguido da instilação de lisamina verde a 1% e fotodocumentação padronizada. A quantificação da porcentagem de área corada na superfície ocular foi analisada por software de processamento de imagem (“Microsoft Office Picture Manager” e “AVsoft Bio View – Spectra Module”). As variáveis quantitativas foram analisadas por meio de análise de variância não paramétrica para medidas repetidas, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Os olhos com pterígio apresentaram maior área corada por lisamina verde no pré-operatório, com mediana de 5,07, em comparação aos olhos do grupo controle, cuja mediana foi de 1,23 (p<0,05). Seis meses após a exérese, a mediana da área corada reduziu de 5,07 para 1,99 (p<0,05). Conclusão: A lisamina verde corou mais intensamente a superfície ocular dos olhos com pterígio do que a dos olhos normais, indicando maior comprometimento da superfície ocular na presença da lesão. Após a remoção do pterígio, observou-se redução significativa da área corada, sugerindo melhora da integridade da superfície ocular. Esses achados podem, ainda, inferir redução de alterações relacionadas ao processo inflamatório após a exérese, embora a coloração pela lisamina verde não seja específica para inflamação. A análise quantitativa da coloração mostrou-se uma ferramenta útil para a avaliação objetiva das alterações da superfície ocular associadas ao pterígio. Estudo 2: Análise quantitativa da vascularização conjuntival em pterígios antes e após a exérese cirúrgica com uso adjuvante de bevacizumabe. Objetivo: Avaliar a quantidade de vasos conjuntivais em pterígios e na área conjuntival cicatricial depois da injeção de bevacizumabe. Métodos: Estudo prospectivo, incluindo indivíduos com pterígios, que receberam uma injeção subconjuntival única de bevacizumabe 2,5mg (G1) ou 5mg (G2) imediatamente após a exérese da lesão. Os olhos foram fotodocumentados antes e sete, 21 e 180 dias depois da exérese. As imagens foram transferidas para computador pessoal e analisadas sob cegamento usando a ferramenta “guias” do aplicativo “Google Apresentações,” analisando-se o número de vasos presentes no pterígio e na região cicatricial de onde o pterígio foi removido. Resultados: No G1, a mediana do número de vasos se reduziu de 30 no pré-operatório para 15 aos sete dias e 22 aos 21 dias, retornando a 27 aos 180 dias (p<0,05). No G2, a mediana se reduziu de 32 no pré-operatório para 21 aos sete dias e 23 aos 21 dias, aumentando novamente para 30 aos 180 dias (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos em nenhum dos momentos avaliados (p>0,05). Conclusão: Houve redução do número de vasos conjuntivais após a injeção subconjuntival única de bevacizumabe com doses de 2,5mg ou 5mg nas avaliações de sete e 21 dias. O efeito do bevacizumabe é transitório, e a vascularização volta aos padrões iniciais após 180 dias. Estudo 3: Uso do bevacizumabe na prevenção da recidiva do pterígio primário após exérese: ensaio clínico randomizado. Objetivo: Avaliar o efeito do bevacizumabe subconjuntival como terapia adjuvante na prevenção de recidivas do pterígio após exérese. Método: Ensaio prospectivo, randomizado e controlado, realizado entre maio e outubro de 2024. Pacientes com pterígio primário foram alocados em três grupos: dois grupos receberam bevacizumabe (2,5 mg ou 5 mg) imediatamente após a exérese da lesão e um grupo comparador (cirurgia sem adjuvante). Avaliações clínicas e fotografias seriadas foram realizadas no pré-operatório e aos sete, 21 e 180 dias. As análises estatísticas adotaram nível de significância de 5%. Resultados: O uso de bevacizumabe subconjuntival ao final da cirurgia esteve associado a menor chance de recidiva da lesão em comparação à cirurgia sem o uso de adjuvante, em observação feita no período de seis meses. Entre os 50 olhos tratados, ocorreram sete recidivas (14,0%), sem diferença significativa entre as doses de 2,5 mg e 5 mg (p>0,05). Isquemia, deiscência e granuloma não se associaram à recidiva, e não foram observados efeitos deletérios relevantes sobre a superfície ocular. Conclusão: Os achados sustentam que o bevacizumabe subconjuntival é viável e seguro para ser usado como adjuvante à cirurgia de pterígio primário, com potencial de reduzir recidiva.
publishDate 2026
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2026-08-07T12:06:24Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2026-07-15
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv APIS, Aline. Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional em Medicina) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/11449/329202
dc.identifier.capes.none.fl_str_mv 33004064088P4
dc.identifier.lattes.none.fl_str_mv 0622124533211576
dc.identifier.orcid.none.fl_str_mv 0000-0001-5008-4837
identifier_str_mv APIS, Aline. Pterígio: avaliação da superfície ocular com lisamina verde e efeito do bevacizumabe na vascularização conjuntival, complicações e recidiva — ensaio clínico randomizado. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional em Medicina) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.
33004064088P4
0622124533211576
0000-0001-5008-4837
url https://hdl.handle.net/11449/329202
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv https://hdl.handle.net/11449/332426
dc.relation.confidence.fl_str_mv 500
600
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (UNESP)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNESP
instname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron:UNESP
instname_str Universidade Estadual Paulista (UNESP)
instacron_str UNESP
institution UNESP
reponame_str Repositório Institucional da UNESP
collection Repositório Institucional da UNESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unesp.br/bitstreams/116e9536-fb7f-4927-a5b3-879fe917874a/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/64d66967-6b48-4f02-9c11-b794cc5d0a29/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/fb42f8fa-0483-4005-b62b-1f76b886a06f/download
https://repositorio.unesp.br/bitstreams/a07288d5-e85d-46b6-8aa4-5c54fb9a9291/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 8f57f86b57742769e6c1f3c0620ffc6f
9a2966d4a2cfb71a0b846f3fe5f2c26c
4b52c9216cbeba3e70cd12b8bf353ef6
821476fc28b20b0c6aa7507c8e1d67e2
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
repository.mail.fl_str_mv repositoriounesp@unesp.br
_version_ 1878343267129491456