Arquitetura como protagonista no mundo em colapso
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Universidade Presbiteriana Mackenzie
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/33166 |
Resumo: | Vivemos tempos extremos que apresentam grandes desafios socioam bientais, em um cenário no qual a humanidade se depara com a iminência de um colapso dos sistemas de sustentação da vida. Constatamos a condição de extrema iniquidade e concentração de riqueza, consequência da implementação de um paradigma dominante, essencialmente extrativista, apoiado no colonialismo, na escravidão e no genocídio. Neste contexto, o valor da arquitetura está em xeque, uma vez que é, ao mesmo, tempo protagonista na promoção do desgaste e explo ração socioambiental, e potencialmente agente de reversão do quadro da crise atual através de vislumbres de um pluriverso de paradigmas outros e múltiplos, interconectados. A ideia do antropoceno como período em que a humanidade foi submetida a paradigma estabelecido e implementado por um grupo minoritário que ocupava a região da Europa Ocidental, a partir da revolução científica entre os séculos XVI e XVII, reduz a realidade a um modelo racional, simplificador e excludente que considera a natureza fonte inesgotável de recursos para livre apropriação. A força desta revolução e da expansão ultramarina, levou a atividade humana a atingir uma escala e amplitude de ação capaz de gerar transformações na biosfera como nunca antes desde a sua gênese. Com a hipótese de que a arquitetura se tornou predominantemente instrumento servil desse processo de dominação e destrui ção em massa, submissa à lógica do capitaloceno, este trabalho sustenta que é necessária uma ruptura radical com esse paradigma, reconectando este campo do conhecimento e ação com seu sentido legítimo e ancestral. O objetivo desta tese é propor um olhar para a condição contemporânea e questionar o paradigma dominante vigente e sua crise compreendendo que, se a arquitetura é protagonista nos impactos que constituem a trajetória do colapso mundial, ela pode também ser protagonista na construção de alternativas sistêmi cas. A discussão está estruturada em três partes, cada uma com arcos temporais e escalas distintas. Na primeira parte são apresentadas reflexões e questionamen tos com o campo da arquitetura no centro do debate a partir de uma perspectiva socioambiental, adotando o marco temporal de início do antropoceno o ano de 1610; na segunda parte, discutimos de que maneira a construção civil, através dos processos de industrialização e inovação tecnológica submeteu a arquitetura e o desenho da cidade a seus interesses a partir da revolução industrial; na terceira parte, a questão é reconhecer os vislumbres de alternativas que têm emergido em práticas colaborativas nas periferias globais. O caminho percorrido auxiliou no processo de identificar e visibilizar demandas urgentes. Finalmente evidencia a necessidade de adotarmos novos ca minhos e paradigmas para a arquitetura através de alternativas pluriversas para possibilidades de reversão, recuperação, regeneração e restauração socioambien tal da trajetória de colapso do mundo. |
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Loeb, Rodrigo MindlinLima, Ana Gabriela Godinho2023-07-24T11:27:06Z2023-07-24T11:27:06Z2023-05-04Vivemos tempos extremos que apresentam grandes desafios socioam bientais, em um cenário no qual a humanidade se depara com a iminência de um colapso dos sistemas de sustentação da vida. Constatamos a condição de extrema iniquidade e concentração de riqueza, consequência da implementação de um paradigma dominante, essencialmente extrativista, apoiado no colonialismo, na escravidão e no genocídio. Neste contexto, o valor da arquitetura está em xeque, uma vez que é, ao mesmo, tempo protagonista na promoção do desgaste e explo ração socioambiental, e potencialmente agente de reversão do quadro da crise atual através de vislumbres de um pluriverso de paradigmas outros e múltiplos, interconectados. A ideia do antropoceno como período em que a humanidade foi submetida a paradigma estabelecido e implementado por um grupo minoritário que ocupava a região da Europa Ocidental, a partir da revolução científica entre os séculos XVI e XVII, reduz a realidade a um modelo racional, simplificador e excludente que considera a natureza fonte inesgotável de recursos para livre apropriação. A força desta revolução e da expansão ultramarina, levou a atividade humana a atingir uma escala e amplitude de ação capaz de gerar transformações na biosfera como nunca antes desde a sua gênese. Com a hipótese de que a arquitetura se tornou predominantemente instrumento servil desse processo de dominação e destrui ção em massa, submissa à lógica do capitaloceno, este trabalho sustenta que é necessária uma ruptura radical com esse paradigma, reconectando este campo do conhecimento e ação com seu sentido legítimo e ancestral. O objetivo desta tese é propor um olhar para a condição contemporânea e questionar o paradigma dominante vigente e sua crise compreendendo que, se a arquitetura é protagonista nos impactos que constituem a trajetória do colapso mundial, ela pode também ser protagonista na construção de alternativas sistêmi cas. A discussão está estruturada em três partes, cada uma com arcos temporais e escalas distintas. Na primeira parte são apresentadas reflexões e questionamen tos com o campo da arquitetura no centro do debate a partir de uma perspectiva socioambiental, adotando o marco temporal de início do antropoceno o ano de 1610; na segunda parte, discutimos de que maneira a construção civil, através dos processos de industrialização e inovação tecnológica submeteu a arquitetura e o desenho da cidade a seus interesses a partir da revolução industrial; na terceira parte, a questão é reconhecer os vislumbres de alternativas que têm emergido em práticas colaborativas nas periferias globais. 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Finalmente evidencia a necessidade de adotarmos novos ca minhos e paradigmas para a arquitetura através de alternativas pluriversas para possibilidades de reversão, recuperação, regeneração e restauração socioambien tal da trajetória de colapso do mundo.https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/33166Universidade Presbiteriana MackenzieAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessantropocenocolapso socioambientalarquiteturasustentabilidadepluriversoArquitetura como protagonista no mundo em colapsoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEhttp://lattes.cnpq.br/2010070403291740https://orcid.org/0000-0003-2529-0596http://lattes.cnpq.br/9312124447060979Martins, Patrícia Pereirahttp://lattes.cnpq.br/1435060945249901Fehr, Lucashttp://lattes.cnpq.br/4861188678505858https://orcid.org/0000-0002-6326-4033Lima, Catharina Pinheiro Cordeiro dos Santoshttp://lattes.cnpq.br/6791947866420351ttps://orcid.org/0000-0002-0410-6297e live in extreme times that present great socio-environmental challen ges, in a scenario in which humanity is faced with the imminence of a collapse of life-sustaining systems. We note the condition of extreme inequity and concentra tion of wealth, a consequence of the implementation of a dominant paradigm, es sentially extractivist, based on colonialism, slavery and genocide. In this context, the value of architecture is in question, being at the same time a protagonist in the promotion of wear and socio-environmental exploitation, as being able to be an agent of reversal of the framework of the current crisis through glimpses of a pluriverse of other and multiple, interconnected paradigms. The idea of the Anthropocene as a period in which humanity was subjected to a paradigm established and implemented by a minority group that occupied the region of Western Europe, from the scientific revolution between the sixte enth and seventeenth centuries, reduces reality to a rational, simplifying and ex cluding model that considers nature an inexhaustible source of resources for free appropriation. The force of this revolution and the overseas expansion has led human activity to reach a scale and breadth of action capable of generating trans formations in the biosphere as never before since its genesis. With the hypothesis that architecture has become predominantly a servile instrument of this process of domination and mass destruction, submissive to the logic of capitalocene, this work maintains that a radical break with this paradigm is necessary, reconnecting this field of knowledge and action with its legitimate and ancestral meaning. The objective of this thesis is to propose a look at the contemporary con dition and question the dominant paradigm in force and its crisis, understanding that, if architecture is a protagonist in the impacts that constitute the trajectory of world collapse, it can also be a protagonist in the construction of systemic al ternatives. The discussion is structured in three parts, each with distinct temporal arcs and scales. In the first part, reflections and questions are presented with the field of architecture at the center of the debate from a socio-environmental pers pective, adopting the temporal framework of the beginning of the Anthropocene the year 1610; in the second part, we discuss how civil construction, through the processes of industrialization and technological innovation, submitted the archi tecture and design of the city to its interests from the Industrial Revolution; in the third part, the question is to recognize the glimpses of alternatives that have emerged in collaborative practices in the global peripheries. The path taken helped in the process of identifying and making visible urgent demands. Finally, it highlights the need to adopt new paths and paradig ms for architecture through pluriverse alternatives for possibilities of reversal, recovery, regeneration and socio-environmental restoration of the trajectory of world collapse.anthropocenesocio-environmental collapsearchitecturesustainabilitypluriverseBrasilFaculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)UPMArquitetura e UrbanismoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMO::PROJETO DE ARQUITETUTA E URBANISMOORIGINALRodrigo Loeb....pdfRodrigo Loeb....pdfRodrigo Mindlin Loeb...application/pdf36411152https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/a23f4427-0b94-48fa-9dc2-2ba36da8eb01/downloadfa99270967120124a1dd92bfa6b571fbMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/0f75625c-45e1-4b79-ab12-b5725bf59d08/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/094d9f6e-b294-4fb3-ab31-9d06a36823f5/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53TEXTRodrigo Loeb....pdf.txtRodrigo Loeb....pdf.txtExtracted texttext/plain102842https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/5efc8a69-0987-4097-a9c9-89281b19ffd1/download99809b2887daf238ad52424543592866MD54THUMBNAILRodrigo Loeb....pdf.jpgRodrigo Loeb....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg4229https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/f59ae132-f899-4a1e-bc26-ed6fcfd5a2d7/download3b55a05c25216f44e4dc8c5c5fcf7290MD5510899/331662023-07-25 02:01:47.436http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Braziloai:dspace.mackenzie.br:10899/33166https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772023-07-25T02:01:47Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmFyIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRvLgoKQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo= |
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