Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Del Valle, Ricardo Mingareli
Orientador(a): Villac, Maria Isabel
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/30655
Resumo: As diferentes manifestações sociais encontradas nas cidades permitem vivenciar variadas experiências no mesmo território, estando de acordo ou não com acontecimentos cotidianos e oficiais da vida corriqueira que a movimenta. Ao caminhar pelas ruas da cidade, percebe-se os acontecimentos cotidianos, atravessa- se territórios e flagra-se a rotina da vida cruzando fronteiras culturais e sociais que ordenam, ou desordenam, a dinâmica dos interesses e costumes de seus habitantes. A existência da prostituição nos espaços urbanos das cidades, subjugada desde sempre à marginalização e vulnerabilidade social, endossa a diagramação operacional de suas ações nos territórios. A relação entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por prostitutas, clientes e até por vadios (ou arruaceiros fanfarrões) constrói vivências que qualificam as características organizacionais do território ocupado por suas territorialidades, ora consentidas por classificações moralizadoras que condenam suas práticas às áreas degradadas e segregadas das cidades, estando sujeitas às transformações urbanas a qualquer momento devido ao contexto social vivenciado nas cidades, que, porventura, regula e diagrama as experiências urbanas coletivas e, até mesmo, seus movimentos socioespaciais e suas territorialidades. Na cidade de São Paulo, por exemplo (cidade alvo desta pesquisa), a prostituição se consolidou dentro de parâmetros morfológicos intermediados por seus aspectos de sociabilidade, ora consolidados, tanto em seus espaços de uso coletivo quanto em seus territórios habitados/ocupados, conforme seus códigos e condutas de sociabilidade. As características relacionadas às práticas socioespaciais da prostituição na cidade, ao mesmo tempo em que ferem transgressivamente e arbitrariamente os padrões morais oficializados da sociedade, também são conformadas e toleradas. Ao passo em que a sociedade a expulsa, igualmente a chama e a admite, como também lhe usa. Essas características formadas por códigos e sujeitos, quando transpassadas aos territórios urbanos, ocupam lugares significativos, mesmo que segregados, os quais também caracterizam a morfologia das cidades, pois redefinem os territórios urbanos e as arquiteturas apropriadas em conformidade às práticas do seu uso, consolidando uma imagem específica das cidades, a imagem urbana da prostituição. Diante dessa problemática, esta tese analisa as formulações sociais e codificadas das práticas socioespaciais da prostituição bem como essas formulações se desenvolvem no campo, na territorialidade urbana e nos elementos arquitetônicos, além de investigar suas contribuições e interferências na vida citadina dos sujeitos que a vivenciam e da sociedade como um todo, em associação à movimentação dos corpos em prostituição na cidade, perante os parâmetros sociais e morais oficializados historicamente e contemporaneamente, numa crítica aos processos de formatação e identificação tipológica que qualificaram, e ainda qualificam, os espaços urbanos e arquitetônicos das cidades.
id UPM_8796c6e2a99cb4e0892be4ea8c6db3b4
oai_identifier_str oai:dspace.mackenzie.br:10899/30655
network_acronym_str UPM
network_name_str Repositório Digital do Mackenzie
repository_id_str
spelling Del Valle, Ricardo MingareliVillac, Maria Isabel2022-10-05T14:48:06Z2022-10-05T14:48:06Z2022-08-26https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/30655As diferentes manifestações sociais encontradas nas cidades permitem vivenciar variadas experiências no mesmo território, estando de acordo ou não com acontecimentos cotidianos e oficiais da vida corriqueira que a movimenta. Ao caminhar pelas ruas da cidade, percebe-se os acontecimentos cotidianos, atravessa- se territórios e flagra-se a rotina da vida cruzando fronteiras culturais e sociais que ordenam, ou desordenam, a dinâmica dos interesses e costumes de seus habitantes. A existência da prostituição nos espaços urbanos das cidades, subjugada desde sempre à marginalização e vulnerabilidade social, endossa a diagramação operacional de suas ações nos territórios. A relação entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por prostitutas, clientes e até por vadios (ou arruaceiros fanfarrões) constrói vivências que qualificam as características organizacionais do território ocupado por suas territorialidades, ora consentidas por classificações moralizadoras que condenam suas práticas às áreas degradadas e segregadas das cidades, estando sujeitas às transformações urbanas a qualquer momento devido ao contexto social vivenciado nas cidades, que, porventura, regula e diagrama as experiências urbanas coletivas e, até mesmo, seus movimentos socioespaciais e suas territorialidades. Na cidade de São Paulo, por exemplo (cidade alvo desta pesquisa), a prostituição se consolidou dentro de parâmetros morfológicos intermediados por seus aspectos de sociabilidade, ora consolidados, tanto em seus espaços de uso coletivo quanto em seus territórios habitados/ocupados, conforme seus códigos e condutas de sociabilidade. As características relacionadas às práticas socioespaciais da prostituição na cidade, ao mesmo tempo em que ferem transgressivamente e arbitrariamente os padrões morais oficializados da sociedade, também são conformadas e toleradas. Ao passo em que a sociedade a expulsa, igualmente a chama e a admite, como também lhe usa. Essas características formadas por códigos e sujeitos, quando transpassadas aos territórios urbanos, ocupam lugares significativos, mesmo que segregados, os quais também caracterizam a morfologia das cidades, pois redefinem os territórios urbanos e as arquiteturas apropriadas em conformidade às práticas do seu uso, consolidando uma imagem específica das cidades, a imagem urbana da prostituição. Diante dessa problemática, esta tese analisa as formulações sociais e codificadas das práticas socioespaciais da prostituição bem como essas formulações se desenvolvem no campo, na territorialidade urbana e nos elementos arquitetônicos, além de investigar suas contribuições e interferências na vida citadina dos sujeitos que a vivenciam e da sociedade como um todo, em associação à movimentação dos corpos em prostituição na cidade, perante os parâmetros sociais e morais oficializados historicamente e contemporaneamente, numa crítica aos processos de formatação e identificação tipológica que qualificaram, e ainda qualificam, os espaços urbanos e arquitetônicos das cidades.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana MackenzieAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessarquiteturacidadeprostituiçãosegregaçãoterritorialidadeEntre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEhttp://lattes.cnpq.br/2140594056419912https://orcid.org/0000-0002-4427-7082http://lattes.cnpq.br/9211067664740441Grinfeld, Fanny Feigensonhttp://lattes.cnpq.br/7323177940023424Schimidt, Rafael Patrickhttp://lattes.cnpq.br/5852315500215152https://orcid.org/0000-0001-8564-3707Pena, João SoaresSbarra, Marcelo Hamiltonhttp://lattes.cnpq.br/5805805984996682http://lattes.cnpq.br/3665338208914266https://orcid.org/0000-0003-3028-3964https://orcid.org/0000-0003-3944-0954The different social manifestations found in the cities allow to experience diverse things in the same territory, either according or not, to the daily and official happenings of the urban life that moves it. When walking through the city streets, you can notice the daily happenings, cross territories, and catch life’s routine, crossing cultural and social borders which either order or disorder the dynamics of interests and customs from their inhabitants. The existence of prostitution in the city’s urban spots, subdued as always to marginalization and social vulnerability, indorses that operational diagramming from its actions in the territories. The relation between the inhabited spaces and human colony compound by prostitutes, customers and, even by bummers (or troublemakers), build experiences that qualify the organizational features of the territory, occupied by its territoriality; now consented by moralizing classification that reprobates their practices to degraded and segregated areas of the cities, being subject to urban transformations any minute now due to social context lived in the city, that, perhaps, sets and diagrammatizes the public urban experiences, and even their socio-spatial moves and territorialities. In the city of Sao Paulo, for instance (aim of this very research), the prostitution has consolidated within morphological parameters brokered by their sociability aspects, now well-funded, both in their spaces publicly used and in their inhabited/occupied territories, according to sociability codes and rules. The features related to the prostitution socio-spatial practices in the city, while they hurt transgressively and absolutely the official moral standards defined by society, are also tolerated, because at the same time that society expels it, it also calls it out and admits, and uses it, as well. Those features established by codes and subjects, when trespassed to the urban territories, occupy distinguished places even segregated ones, that also describe the morphology of the cities – because they reset the urban territories and the appropriate architectures in accordance with the practice of their use. In the face of this problem, this thesis analyzes the social and codified formulations of the socio-spatial practices of prostitution; as well, these formulations are developed in the countryside, in urban territoriality and in architectural elements; in addition to investigating their contributions and interferences in the urban life of the subjects who experience it and society as a whole, in association with the movement of prostituted bodies in the city before the social and moral parameters made official in antiquity and contemporaneity, in a critique of the formatting processes and identification of the typological that qualified, and still qualify, the urban and architectural spaces of the cities.architecturecityprostitutionsegregationterritorialityBrasilFaculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)UPMArquitetura e UrbanismoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMOCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/52406de5-9363-484c-ab46-5d299e5d22b9/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/e5ee09b5-5419-45d8-bbe3-705424898c44/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53falseAnonymousREADORIGINALRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdfRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdfRicardo Del Valleapplication/pdf23732433https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/38ab7ea3-9ccb-4237-ae5b-e1f46c1b317b/download2a9521843c9d01d7ac9324ca0f6711ecMD54trueAnonymousREADTEXTRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdf.txtRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdf.txtExtracted texttext/plain1073703https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/958cbad3-7422-4484-ae91-bdd43e562662/download43ca4ec8ec43947d058bd4d181a1eef4MD55falseAnonymousREADTHUMBNAILRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdf.jpgRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. Ago2022..pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1931https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/5a74e402-fbaa-4640-a17e-b771526fb3e6/download06a2a68882a39637554b54b712249c00MD56falseAnonymousREAD10899/306552023-01-05T06:15:04.139Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilopen.accessoai:dspace.mackenzie.br:10899/30655https://dspace.mackenzie.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.mackenzie.br/jspui/PRIhttps://adelpha-api.mackenzie.br/server/oai/repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.bropendoar:102772023-01-05T06:15:04Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBzZXUgdHJhYmFsaG8gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KClZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBQcmVzYml0ZXJpYW5hIE1hY2tlbnppZSBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc2V1IHRyYWJhbGhvIGNvbnRlbmhhIG1hdGVyaWFsIHF1ZSB2b2PDqiBuw6NvIHBvc3N1aSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMsIHZvY8OqIGRlY2xhcmFyIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZG8gc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRvLgoKQ0FTTyBPIFRSQUJBTEhPIE9SQSBERVBPU0lUQURPIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTsODTyBTRUpBIEEgVU5JVkVSU0lEQURFIFBSRVNCSVRFUklBTkEgTUFDS0VOWklFLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCkEgVW5pdmVyc2lkYWRlIFByZXNiaXRlcmlhbmEgTWFja2VuemllIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRvIHNldSB0cmFiYWxobywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
title Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
spellingShingle Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
Del Valle, Ricardo Mingareli
arquitetura
cidade
prostituição
segregação
territorialidade
title_short Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
title_full Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
title_fullStr Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
title_full_unstemmed Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
title_sort Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
author Del Valle, Ricardo Mingareli
author_facet Del Valle, Ricardo Mingareli
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Del Valle, Ricardo Mingareli
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Villac, Maria Isabel
contributor_str_mv Villac, Maria Isabel
dc.subject.por.fl_str_mv arquitetura
cidade
prostituição
segregação
territorialidade
topic arquitetura
cidade
prostituição
segregação
territorialidade
description As diferentes manifestações sociais encontradas nas cidades permitem vivenciar variadas experiências no mesmo território, estando de acordo ou não com acontecimentos cotidianos e oficiais da vida corriqueira que a movimenta. Ao caminhar pelas ruas da cidade, percebe-se os acontecimentos cotidianos, atravessa- se territórios e flagra-se a rotina da vida cruzando fronteiras culturais e sociais que ordenam, ou desordenam, a dinâmica dos interesses e costumes de seus habitantes. A existência da prostituição nos espaços urbanos das cidades, subjugada desde sempre à marginalização e vulnerabilidade social, endossa a diagramação operacional de suas ações nos territórios. A relação entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por prostitutas, clientes e até por vadios (ou arruaceiros fanfarrões) constrói vivências que qualificam as características organizacionais do território ocupado por suas territorialidades, ora consentidas por classificações moralizadoras que condenam suas práticas às áreas degradadas e segregadas das cidades, estando sujeitas às transformações urbanas a qualquer momento devido ao contexto social vivenciado nas cidades, que, porventura, regula e diagrama as experiências urbanas coletivas e, até mesmo, seus movimentos socioespaciais e suas territorialidades. Na cidade de São Paulo, por exemplo (cidade alvo desta pesquisa), a prostituição se consolidou dentro de parâmetros morfológicos intermediados por seus aspectos de sociabilidade, ora consolidados, tanto em seus espaços de uso coletivo quanto em seus territórios habitados/ocupados, conforme seus códigos e condutas de sociabilidade. As características relacionadas às práticas socioespaciais da prostituição na cidade, ao mesmo tempo em que ferem transgressivamente e arbitrariamente os padrões morais oficializados da sociedade, também são conformadas e toleradas. Ao passo em que a sociedade a expulsa, igualmente a chama e a admite, como também lhe usa. Essas características formadas por códigos e sujeitos, quando transpassadas aos territórios urbanos, ocupam lugares significativos, mesmo que segregados, os quais também caracterizam a morfologia das cidades, pois redefinem os territórios urbanos e as arquiteturas apropriadas em conformidade às práticas do seu uso, consolidando uma imagem específica das cidades, a imagem urbana da prostituição. Diante dessa problemática, esta tese analisa as formulações sociais e codificadas das práticas socioespaciais da prostituição bem como essas formulações se desenvolvem no campo, na territorialidade urbana e nos elementos arquitetônicos, além de investigar suas contribuições e interferências na vida citadina dos sujeitos que a vivenciam e da sociedade como um todo, em associação à movimentação dos corpos em prostituição na cidade, perante os parâmetros sociais e morais oficializados historicamente e contemporaneamente, numa crítica aos processos de formatação e identificação tipológica que qualificaram, e ainda qualificam, os espaços urbanos e arquitetônicos das cidades.
publishDate 2022
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2022-10-05T14:48:06Z
dc.date.available.fl_str_mv 2022-10-05T14:48:06Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2022-08-26
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/30655
url https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/30655
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Presbiteriana Mackenzie
publisher.none.fl_str_mv Universidade Presbiteriana Mackenzie
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Digital do Mackenzie
instname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)
instacron:MACKENZIE
instname_str Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)
instacron_str MACKENZIE
institution MACKENZIE
reponame_str Repositório Digital do Mackenzie
collection Repositório Digital do Mackenzie
bitstream.url.fl_str_mv https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/52406de5-9363-484c-ab46-5d299e5d22b9/download
https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/e5ee09b5-5419-45d8-bbe3-705424898c44/download
https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/38ab7ea3-9ccb-4237-ae5b-e1f46c1b317b/download
https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/958cbad3-7422-4484-ae91-bdd43e562662/download
https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/5a74e402-fbaa-4640-a17e-b771526fb3e6/download
bitstream.checksum.fl_str_mv e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
fb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57
2a9521843c9d01d7ac9324ca0f6711ec
43ca4ec8ec43947d058bd4d181a1eef4
06a2a68882a39637554b54b712249c00
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Digital do Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)
repository.mail.fl_str_mv repositorio@mackenzie.br||paola.damato@mackenzie.br
_version_ 1863649735365099520