Entre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)
| Ano de defesa: | 2022 |
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Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Resumo: | As diferentes manifestações sociais encontradas nas cidades permitem vivenciar variadas experiências no mesmo território, estando de acordo ou não com acontecimentos cotidianos e oficiais da vida corriqueira que a movimenta. Ao caminhar pelas ruas da cidade, percebe-se os acontecimentos cotidianos, atravessa- se territórios e flagra-se a rotina da vida cruzando fronteiras culturais e sociais que ordenam, ou desordenam, a dinâmica dos interesses e costumes de seus habitantes. A existência da prostituição nos espaços urbanos das cidades, subjugada desde sempre à marginalização e vulnerabilidade social, endossa a diagramação operacional de suas ações nos territórios. A relação entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por prostitutas, clientes e até por vadios (ou arruaceiros fanfarrões) constrói vivências que qualificam as características organizacionais do território ocupado por suas territorialidades, ora consentidas por classificações moralizadoras que condenam suas práticas às áreas degradadas e segregadas das cidades, estando sujeitas às transformações urbanas a qualquer momento devido ao contexto social vivenciado nas cidades, que, porventura, regula e diagrama as experiências urbanas coletivas e, até mesmo, seus movimentos socioespaciais e suas territorialidades. Na cidade de São Paulo, por exemplo (cidade alvo desta pesquisa), a prostituição se consolidou dentro de parâmetros morfológicos intermediados por seus aspectos de sociabilidade, ora consolidados, tanto em seus espaços de uso coletivo quanto em seus territórios habitados/ocupados, conforme seus códigos e condutas de sociabilidade. As características relacionadas às práticas socioespaciais da prostituição na cidade, ao mesmo tempo em que ferem transgressivamente e arbitrariamente os padrões morais oficializados da sociedade, também são conformadas e toleradas. Ao passo em que a sociedade a expulsa, igualmente a chama e a admite, como também lhe usa. Essas características formadas por códigos e sujeitos, quando transpassadas aos territórios urbanos, ocupam lugares significativos, mesmo que segregados, os quais também caracterizam a morfologia das cidades, pois redefinem os territórios urbanos e as arquiteturas apropriadas em conformidade às práticas do seu uso, consolidando uma imagem específica das cidades, a imagem urbana da prostituição. Diante dessa problemática, esta tese analisa as formulações sociais e codificadas das práticas socioespaciais da prostituição bem como essas formulações se desenvolvem no campo, na territorialidade urbana e nos elementos arquitetônicos, além de investigar suas contribuições e interferências na vida citadina dos sujeitos que a vivenciam e da sociedade como um todo, em associação à movimentação dos corpos em prostituição na cidade, perante os parâmetros sociais e morais oficializados historicamente e contemporaneamente, numa crítica aos processos de formatação e identificação tipológica que qualificaram, e ainda qualificam, os espaços urbanos e arquitetônicos das cidades. |
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Del Valle, Ricardo MingareliVillac, Maria Isabel2022-10-05T14:48:06Z2022-10-05T14:48:06Z2022-08-26https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/30655As diferentes manifestações sociais encontradas nas cidades permitem vivenciar variadas experiências no mesmo território, estando de acordo ou não com acontecimentos cotidianos e oficiais da vida corriqueira que a movimenta. Ao caminhar pelas ruas da cidade, percebe-se os acontecimentos cotidianos, atravessa- se territórios e flagra-se a rotina da vida cruzando fronteiras culturais e sociais que ordenam, ou desordenam, a dinâmica dos interesses e costumes de seus habitantes. A existência da prostituição nos espaços urbanos das cidades, subjugada desde sempre à marginalização e vulnerabilidade social, endossa a diagramação operacional de suas ações nos territórios. A relação entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por prostitutas, clientes e até por vadios (ou arruaceiros fanfarrões) constrói vivências que qualificam as características organizacionais do território ocupado por suas territorialidades, ora consentidas por classificações moralizadoras que condenam suas práticas às áreas degradadas e segregadas das cidades, estando sujeitas às transformações urbanas a qualquer momento devido ao contexto social vivenciado nas cidades, que, porventura, regula e diagrama as experiências urbanas coletivas e, até mesmo, seus movimentos socioespaciais e suas territorialidades. Na cidade de São Paulo, por exemplo (cidade alvo desta pesquisa), a prostituição se consolidou dentro de parâmetros morfológicos intermediados por seus aspectos de sociabilidade, ora consolidados, tanto em seus espaços de uso coletivo quanto em seus territórios habitados/ocupados, conforme seus códigos e condutas de sociabilidade. As características relacionadas às práticas socioespaciais da prostituição na cidade, ao mesmo tempo em que ferem transgressivamente e arbitrariamente os padrões morais oficializados da sociedade, também são conformadas e toleradas. Ao passo em que a sociedade a expulsa, igualmente a chama e a admite, como também lhe usa. Essas características formadas por códigos e sujeitos, quando transpassadas aos territórios urbanos, ocupam lugares significativos, mesmo que segregados, os quais também caracterizam a morfologia das cidades, pois redefinem os territórios urbanos e as arquiteturas apropriadas em conformidade às práticas do seu uso, consolidando uma imagem específica das cidades, a imagem urbana da prostituição. Diante dessa problemática, esta tese analisa as formulações sociais e codificadas das práticas socioespaciais da prostituição bem como essas formulações se desenvolvem no campo, na territorialidade urbana e nos elementos arquitetônicos, além de investigar suas contribuições e interferências na vida citadina dos sujeitos que a vivenciam e da sociedade como um todo, em associação à movimentação dos corpos em prostituição na cidade, perante os parâmetros sociais e morais oficializados historicamente e contemporaneamente, numa crítica aos processos de formatação e identificação tipológica que qualificaram, e ainda qualificam, os espaços urbanos e arquitetônicos das cidades.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de NívelUniversidade Presbiteriana MackenzieAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessarquiteturacidadeprostituiçãosegregaçãoterritorialidadeEntre a Belle Époque, zonas e trottoirs: as transformações citadinas e as rupturas arquitetônicas com a prostituição paulistana - história e contemporaneidade (1860-2020)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Digital do Mackenzieinstname:Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE)instacron:MACKENZIEhttp://lattes.cnpq.br/2140594056419912https://orcid.org/0000-0002-4427-7082http://lattes.cnpq.br/9211067664740441Grinfeld, Fanny Feigensonhttp://lattes.cnpq.br/7323177940023424Schimidt, Rafael Patrickhttp://lattes.cnpq.br/5852315500215152https://orcid.org/0000-0001-8564-3707Pena, João SoaresSbarra, Marcelo Hamiltonhttp://lattes.cnpq.br/5805805984996682http://lattes.cnpq.br/3665338208914266https://orcid.org/0000-0003-3028-3964https://orcid.org/0000-0003-3944-0954The different social manifestations found in the cities allow to experience diverse things in the same territory, either according or not, to the daily and official happenings of the urban life that moves it. When walking through the city streets, you can notice the daily happenings, cross territories, and catch life’s routine, crossing cultural and social borders which either order or disorder the dynamics of interests and customs from their inhabitants. The existence of prostitution in the city’s urban spots, subdued as always to marginalization and social vulnerability, indorses that operational diagramming from its actions in the territories. The relation between the inhabited spaces and human colony compound by prostitutes, customers and, even by bummers (or troublemakers), build experiences that qualify the organizational features of the territory, occupied by its territoriality; now consented by moralizing classification that reprobates their practices to degraded and segregated areas of the cities, being subject to urban transformations any minute now due to social context lived in the city, that, perhaps, sets and diagrammatizes the public urban experiences, and even their socio-spatial moves and territorialities. In the city of Sao Paulo, for instance (aim of this very research), the prostitution has consolidated within morphological parameters brokered by their sociability aspects, now well-funded, both in their spaces publicly used and in their inhabited/occupied territories, according to sociability codes and rules. The features related to the prostitution socio-spatial practices in the city, while they hurt transgressively and absolutely the official moral standards defined by society, are also tolerated, because at the same time that society expels it, it also calls it out and admits, and uses it, as well. Those features established by codes and subjects, when trespassed to the urban territories, occupy distinguished places even segregated ones, that also describe the morphology of the cities – because they reset the urban territories and the appropriate architectures in accordance with the practice of their use. In the face of this problem, this thesis analyzes the social and codified formulations of the socio-spatial practices of prostitution; as well, these formulations are developed in the countryside, in urban territoriality and in architectural elements; in addition to investigating their contributions and interferences in the urban life of the subjects who experience it and society as a whole, in association with the movement of prostituted bodies in the city before the social and moral parameters made official in antiquity and contemporaneity, in a critique of the formatting processes and identification of the typological that qualified, and still qualify, the urban and architectural spaces of the cities.architecturecityprostitutionsegregationterritorialityBrasilFaculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)UPMArquitetura e UrbanismoCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ARQUITETURA E URBANISMOCC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/52406de5-9363-484c-ab46-5d299e5d22b9/downloade39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52falseAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81997https://dspace.mackenzie.br/bitstreams/e5ee09b5-5419-45d8-bbe3-705424898c44/downloadfb735e1a8fa1feda568f1b61905f8d57MD53falseAnonymousREADORIGINALRicardo Del Valle [TESE] Entre a Belle Époque, Zonas e Trottoir_RMDV. 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