Avaliação dos níveis séricos de fator plaquetário 4 na doença arterial coronariana após intervenção coronária percutânea
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/199006 |
Resumo: | Introdução: Na doença arterial coronariana (DAC), as plaquetas ativadas liberam a quimiocina CXCL4, denominada fator plaquetário 4 (FP4), que potencializa a resposta inflamatória da placa aterosclerótica. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis séricos do marcador inflamatório FP4 conforme a apresentação clínica da DAC, assim como sua evolução após o tratamento da lesão-alvo com implante de stent. Métodos: Os níveis séricos de FP4 foram avaliados em 79 indivíduos classificados em cinco grupos: controle (G I); lesão obstrutiva leve a moderada, > 20% e < 50% (G II); angina estável (AE) e lesão obstrutiva ≥ 50% (G III); síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST (SCASSST) (G IV); e síndrome coronariana aguda com supradesnível do segmento ST (SCACSST) (G V). Os grupos I e II foram submetidos a uma única coleta de sangue, enquanto os grupos III, IV e V foram submetidos a uma coleta de sangue antes da intervenção coronária percutânea (ICP) seguida de coletas seriadas em 6, 18, 48 horas e 7 dias após o implante de stent. Os grupos também foram avaliados conforme o número e localização de vasos tratados. Resultados: A análise comparativa dos níveis séricos de FP4 na coleta basal evidenciou que o G I possui menores níveis séricos em relação aos demais grupos (p<0,001). Dentre os grupos com DAC, o G III possui menor concentração de FP4 em relação aos demais grupos (p<0,001) e o G IV apresentou maiores níveis séricos em relação ao G V (p< 0,001). A evolução dos níveis séricos de FP4 após a ICP foi significativamente decrescente nos grupos III e IV no período de sete dias (p<0,001), entretanto se manteve elevado e sustentado no G V (p=0,09). Não houve diferença estatisticamente significativa na comparação dos níveis séricos de FP4 entre os indivíduos com obstrução coronariana < 50% e ≥ 50% (p=0,808). Em relação ao número e localização de vasos tratados, o G IV foi o único grupo que apresentou níveis séricos de FP4 mais elevados nos indivíduos com comprometimento biarterial (p=0,046), e não houve diferença estatisticamente significativa conforme a localização do vaso tratado. Conclusão: Os níveis séricos de FP4 encontram-se progressivamente mais elevados conforme a gravidade da DAC, com tendência de normalização após o tratamento da lesão-alvo com implante de stent nos indivíduos com AE e SCASSST, e se mantêm elevados e sustentados nos indivíduos com SCACSST durante o período de sete dias. |
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Jacques, Fernanda Guimarães CostaZago, Alexandre do CantoRossato, Juliane da Silva2019-09-10T03:38:14Z2017http://hdl.handle.net/10183/199006001098205Introdução: Na doença arterial coronariana (DAC), as plaquetas ativadas liberam a quimiocina CXCL4, denominada fator plaquetário 4 (FP4), que potencializa a resposta inflamatória da placa aterosclerótica. O objetivo deste estudo foi avaliar os níveis séricos do marcador inflamatório FP4 conforme a apresentação clínica da DAC, assim como sua evolução após o tratamento da lesão-alvo com implante de stent. Métodos: Os níveis séricos de FP4 foram avaliados em 79 indivíduos classificados em cinco grupos: controle (G I); lesão obstrutiva leve a moderada, > 20% e < 50% (G II); angina estável (AE) e lesão obstrutiva ≥ 50% (G III); síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST (SCASSST) (G IV); e síndrome coronariana aguda com supradesnível do segmento ST (SCACSST) (G V). Os grupos I e II foram submetidos a uma única coleta de sangue, enquanto os grupos III, IV e V foram submetidos a uma coleta de sangue antes da intervenção coronária percutânea (ICP) seguida de coletas seriadas em 6, 18, 48 horas e 7 dias após o implante de stent. Os grupos também foram avaliados conforme o número e localização de vasos tratados. Resultados: A análise comparativa dos níveis séricos de FP4 na coleta basal evidenciou que o G I possui menores níveis séricos em relação aos demais grupos (p<0,001). Dentre os grupos com DAC, o G III possui menor concentração de FP4 em relação aos demais grupos (p<0,001) e o G IV apresentou maiores níveis séricos em relação ao G V (p< 0,001). A evolução dos níveis séricos de FP4 após a ICP foi significativamente decrescente nos grupos III e IV no período de sete dias (p<0,001), entretanto se manteve elevado e sustentado no G V (p=0,09). Não houve diferença estatisticamente significativa na comparação dos níveis séricos de FP4 entre os indivíduos com obstrução coronariana < 50% e ≥ 50% (p=0,808). Em relação ao número e localização de vasos tratados, o G IV foi o único grupo que apresentou níveis séricos de FP4 mais elevados nos indivíduos com comprometimento biarterial (p=0,046), e não houve diferença estatisticamente significativa conforme a localização do vaso tratado. Conclusão: Os níveis séricos de FP4 encontram-se progressivamente mais elevados conforme a gravidade da DAC, com tendência de normalização após o tratamento da lesão-alvo com implante de stent nos indivíduos com AE e SCASSST, e se mantêm elevados e sustentados nos indivíduos com SCACSST durante o período de sete dias.application/pdfporDoença da artéria coronarianaPlaca ateroscleróticaDoenças das artérias carótidasFator plaquetário 4InflamaçãoStentsCoronary artery diseaseAtherosclerosisPlatelet factor 4Percutaneous coronary interventionAvaliação dos níveis séricos de fator plaquetário 4 na doença arterial coronariana após intervenção coronária percutâneainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências CardiovascularesPorto Alegre, BR-RS2017mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001098205.pdf.txt001098205.pdf.txtExtracted Texttext/plain100198http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/199006/2/001098205.pdf.txt8ef4c725f0977b260191ba58f6881162MD52ORIGINAL001098205.pdfTexto completoapplication/pdf539317http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/199006/1/001098205.pdfbaa7064448773b29f69ff8f9c08ef166MD5110183/1990062022-08-12 04:46:13.437396oai:www.lume.ufrgs.br:10183/199006Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-08-12T07:46:13Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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