Proposta de arcabouço de estratigrafia de sequências para o intervalo mesozoico da Bacia dos Parecis centro-oeste do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Borsa, Guilherme Nunes de Oliveira
Orientador(a): Mizusaki, Ana Maria Pimentel
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/297138
Resumo: A estratigrafia de sequência aplicada a sistemas aluviais estritamente continentais pode proporcionar uma melhor compreensão do mecanismo desencadeador e do controle tectono-climático sobre o comportamento de sedimentação. A Bacia do Parecis é uma das grandes bacias intracratônicas da Plataforma Sul Americana, com registro mesozoico ainda pouco estudado, com uma litoestratigrafia e correlações regionais indefinidas. Portanto, aplicamos uma abordagem de estratigrafia de sequência de alta frequência em escala de afloramento para reavaliar o quadro estratigráfico, comparando duas áreas de afloramentos, uma situada próxima a cidade de Vilhena (RO) e outra próxima a Tangará da Serra (MT). Ambas as áreas de afloramento estão situadas dentro do Bloco Guaporé, que representa a borda oeste/sudoeste soerguida da Bacia do Parecis. Com base em novos dados de campo e análises estratigráficas, identificamos três Sequências de Terceira Ordem (Sequência Parecis 1, 2 e 3), registrando a evolução de pelo menos uma parte significativa do registro mesozoico. Três superfícies regionais de correlação foram definidas, a saber: a Superfície Basal Mesozoica, Superfície Delimitadora 1 e Superfície Delimitadora 2. Os depósitos mesozoicos são formados pela evento vulcânico Parecis (formados pelas formações Anari e Tapirapuã), que é definido pela Superficie Basal mesozoica e apresenta interação lava-sedimento com a Sequência Parecis 1. O contato entre a Sequência Parecis 1 e 2 é definido pela Superfície Correlata 2, que marca o início da deposição de uma sequência clástica que registra a evolução de um sistema aluvial continental. A Superfície Correlata 2 marca o fim da Sequência Parecis 2 e início da Sequência Parecis 3, que marca um momento de deposição clástica na bacia e com aumento da aridização. Dessa forma, são interpretradas as sequências Parecis 1,2 e 3 como sequências continentais transgressivas-regressiva, identificando uma fase transgressiva de deposição aluvial e uma fase regressiva de deflação e deposição eólica.
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Com base em novos dados de campo e análises estratigráficas, identificamos três Sequências de Terceira Ordem (Sequência Parecis 1, 2 e 3), registrando a evolução de pelo menos uma parte significativa do registro mesozoico. Três superfícies regionais de correlação foram definidas, a saber: a Superfície Basal Mesozoica, Superfície Delimitadora 1 e Superfície Delimitadora 2. Os depósitos mesozoicos são formados pela evento vulcânico Parecis (formados pelas formações Anari e Tapirapuã), que é definido pela Superficie Basal mesozoica e apresenta interação lava-sedimento com a Sequência Parecis 1. O contato entre a Sequência Parecis 1 e 2 é definido pela Superfície Correlata 2, que marca o início da deposição de uma sequência clástica que registra a evolução de um sistema aluvial continental. A Superfície Correlata 2 marca o fim da Sequência Parecis 2 e início da Sequência Parecis 3, que marca um momento de deposição clástica na bacia e com aumento da aridização. Dessa forma, são interpretradas as sequências Parecis 1,2 e 3 como sequências continentais transgressivas-regressiva, identificando uma fase transgressiva de deposição aluvial e uma fase regressiva de deflação e deposição eólica.Sequence stratigraphy applied to strictly continental alluvial systems can provide a better understanding of the triggering mechanism and the tectono-climatic control on sedimentation behavior. The Parecis Basin is one of the large intracratonic basins of the South American Platform, with a still poorly studied Mesozoic record and undefined lithostratigraphy and regional correlations. Therefore, we applied a high-frequency sequence stratigraphy approach at outcrop scale to reevaluate the stratigraphic framework, comparing two outcrop areas, one located near the city of Vilhena (RO) and the other near Tangará da Serra (MT). Both outcrop areas are situated within the Guaporé Block, representing the uplifted western/southwestern edge of the Parecis Basin. Based on new field data and stratigraphic analyses, we identified three Third- Order Sequences (Parecis Sequence 1, 2, and 3), recording the evolution of at least a significant part of the Mesozoic record. Three regional correlation surfaces were defined, namely: the Mesozoic Basal Surface, Bounding Surface 1, and Bounding Surface 2. The Mesozoic deposits are formed by the Parecis volcanic event (formed by the Anari and Tapirapuã formations), which is defined by the Mesozoic Basal Surface and shows lava-sediment interaction with Parecis Sequence 1. The contact between Parecis Sequence 1 and 2 is defined by Bounding Surface 2, marking the onset of deposition of a clastic sequence that records the evolution of a continental alluvial system. Bounding Surface 2 marks the end of Parecis Sequence 2 and the beginning of Parecis Sequence 3, which records a moment of clastic deposition in the basin and an increase in aridification. Therefore, Parecis Sequences 1, 2, and 3 are interpreted as continental transgressive-regressive sequences, identifying a transgressive phase of alluvial deposition and a regressive phase of deflation and eolian deposition.application/pdfporEstratigrafia de sequenciasMesozóicoTectônicaParecis, Bacia sedimentar de (MT)Parecis Basin,MesozoicSequence stratigraphyTectonicsProposta de arcabouço de estratigrafia de sequências para o intervalo mesozoico da Bacia dos Parecis centro-oeste do Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de GeociênciasPrograma de Pós-Graduação em GeociênciasPorto Alegre, BR-RS2023doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001187240.pdf.txt001187240.pdf.txtExtracted Texttext/plain145100http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297138/2/001187240.pdf.txt721e17ec320409da39f4918e9d7c85a8MD52ORIGINAL001187240.pdfTexto completoapplication/pdf24383186http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297138/1/001187240.pdfb91f9a7a8cecf99db0e5b58083599e25MD5110183/2971382025-09-24 06:57:54.908oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297138Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-24T09:57:54Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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