Padrões de uso, resultados clínicos e adequação ao miniMAGIC (michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics) da indicação de cateter venoso central de inserção periférica em crianças e adolescentes com câncer
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/293304 |
Resumo: | Introdução: Estudos apoiam o uso de cateteres semi ou totalmente implantáveis para crianças e adolescentes com câncer. A recente diretriz publicada – Michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics: miniMAGIC – pondera que o uso de cateter central de inserção periférica (PICC) em pacientes oncológicos pediátricos está associado a um risco mais elevado de infecções de corrente sanguínea relacionado à neutropenia e a ocorrência de trombose venosa profunda devido às características das doenças e ao uso de alguns antineoplásicos que podem alterar a cascata de coagulação. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, centro de referência para o tratamento do câncer infantil, o uso do PICC é bem indicado nesta população, porém ainda não foram apresentados os resultados clínicos relacionados à sua indicação em crianças e adolescentes com câncer. Objetivos: Estudar os padrões de uso, os resultados clínicos e a adequação ao miniMAGIC do uso do PICC em crianças e adolescentes com câncer em um centro de referência da região sul do Brasil. Método: Estudo de coorte com coleta de dados retrospectiva (2008 a 2020) com crianças e adolescentes que utilizaram PICC para tratamento oncológico. As variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas em duas etapas. A primeira, de 2008 a 2016, em formulários físicos da equipe dos registros de inserções de cateteres PICC; a segunda, de 2017 a 2020, através do banco de dados Research Electronic Data Capture (REDcap). As associações foram realizadas com o teste Qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, quando apropriado. Comparações de tempo de permanência de dispositivos entre grupos foram realizadas utilizando o teste Mann-Whitney. A curva de Kaplan Meier foi utilizada para calcular o tempo de permanência do PICC livre de eventos para as complicações (infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter e trombose venosa profunda). O teste de log-rank foi utilizado para comparar os tipos de tumor (hematológico e sólido). Um valor P<0,05 bicaudal foi considerado estatisticamente significativo. Projeto aprovado em Comitê de Ética (54719421.8.000.5327). Resultados: Foram incluídos 250 prontuários, totalizando 204 pacientes que utilizaram 250 cateteres. Os pacientes foram predominantes do sexo masculino e etnia branca. A média de idade foi de 12,3±4,1 anos. Dos 204 pacientes, 113 apresentaram diagnóstico de câncer hematológico e 91 de câncer sólido. Os dispositivos mais utilizados foram de silicone e de lúmen único; a taxa de ocupação do vaso <45% foi avaliada nos 155 (62%) dos cateteres em que foi utilizado o ultrassom; o principal sítio de inserção foi a veia basílica, a principal técnica de inserção foi a microintrodução guiada por ultrassom, e o sucesso na primeira punção foi para 93,6% da amostra. A radiografia de tórax foi utilizada em 99,6%, e 149 (75,6%) dos dispositivos ficaram com a ponta em junção cavo-atrial. A mediana do tempo de permanência do cateter foi de 171 dias. Ocorreram 24 casos de retirada de cateter por infecção confirmada, 19 em pacientes com tumor hematológico e 5 com tumores sólidos, com uma taxa total de 9,6% dos casos. Foram identificados 7 casos de trombose, seis em pacientes com tumores hematológicos e um em paciente com tumor sólido, com uma taxa total de 2,8%. Na análise de adequação do PICC ao miniMAGIC, foram estudados 155 cateteres do total dos 250 e destes, 151 (97,4%) eram monolúmen; 147 (94,9%) foram considerados adequados por ocuparem menos de 45% do vaso e 154 (99,4%) dos dispositivos foram adequados quanto ao uso de ultrassom para inserção. Conclusão: O PICC mostrou ser um dispositivo seguro para crianças e adolescentes em tratamento oncológico com taxas reduzidas de complicações. A retirada por complicações como infecção de corrente sanguínea e trombose apresentaram maior prevalência em pacientes com tumores hematológicos do que em pacientes com tumores sólidos. O tempo de permanência com PICC foi elevado para todos os pacientes, especialmente para aqueles em tratamento para tumores sólidos. Os PICCs inseridos a partir de 2015 foram classificados em conformidade com os três padrões propostos pelo miniMAGIC. |
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Ludwig, Maria Cristina FlurinSilva, Eneida Rejane Rabelo da2025-07-01T07:59:44Z2023http://hdl.handle.net/10183/293304001266833Introdução: Estudos apoiam o uso de cateteres semi ou totalmente implantáveis para crianças e adolescentes com câncer. A recente diretriz publicada – Michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics: miniMAGIC – pondera que o uso de cateter central de inserção periférica (PICC) em pacientes oncológicos pediátricos está associado a um risco mais elevado de infecções de corrente sanguínea relacionado à neutropenia e a ocorrência de trombose venosa profunda devido às características das doenças e ao uso de alguns antineoplásicos que podem alterar a cascata de coagulação. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, centro de referência para o tratamento do câncer infantil, o uso do PICC é bem indicado nesta população, porém ainda não foram apresentados os resultados clínicos relacionados à sua indicação em crianças e adolescentes com câncer. Objetivos: Estudar os padrões de uso, os resultados clínicos e a adequação ao miniMAGIC do uso do PICC em crianças e adolescentes com câncer em um centro de referência da região sul do Brasil. Método: Estudo de coorte com coleta de dados retrospectiva (2008 a 2020) com crianças e adolescentes que utilizaram PICC para tratamento oncológico. As variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas em duas etapas. A primeira, de 2008 a 2016, em formulários físicos da equipe dos registros de inserções de cateteres PICC; a segunda, de 2017 a 2020, através do banco de dados Research Electronic Data Capture (REDcap). As associações foram realizadas com o teste Qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, quando apropriado. Comparações de tempo de permanência de dispositivos entre grupos foram realizadas utilizando o teste Mann-Whitney. 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Os dispositivos mais utilizados foram de silicone e de lúmen único; a taxa de ocupação do vaso <45% foi avaliada nos 155 (62%) dos cateteres em que foi utilizado o ultrassom; o principal sítio de inserção foi a veia basílica, a principal técnica de inserção foi a microintrodução guiada por ultrassom, e o sucesso na primeira punção foi para 93,6% da amostra. A radiografia de tórax foi utilizada em 99,6%, e 149 (75,6%) dos dispositivos ficaram com a ponta em junção cavo-atrial. A mediana do tempo de permanência do cateter foi de 171 dias. Ocorreram 24 casos de retirada de cateter por infecção confirmada, 19 em pacientes com tumor hematológico e 5 com tumores sólidos, com uma taxa total de 9,6% dos casos. Foram identificados 7 casos de trombose, seis em pacientes com tumores hematológicos e um em paciente com tumor sólido, com uma taxa total de 2,8%. Na análise de adequação do PICC ao miniMAGIC, foram estudados 155 cateteres do total dos 250 e destes, 151 (97,4%) eram monolúmen; 147 (94,9%) foram considerados adequados por ocuparem menos de 45% do vaso e 154 (99,4%) dos dispositivos foram adequados quanto ao uso de ultrassom para inserção. Conclusão: O PICC mostrou ser um dispositivo seguro para crianças e adolescentes em tratamento oncológico com taxas reduzidas de complicações. A retirada por complicações como infecção de corrente sanguínea e trombose apresentaram maior prevalência em pacientes com tumores hematológicos do que em pacientes com tumores sólidos. O tempo de permanência com PICC foi elevado para todos os pacientes, especialmente para aqueles em tratamento para tumores sólidos. Os PICCs inseridos a partir de 2015 foram classificados em conformidade com os três padrões propostos pelo miniMAGIC.Introduction: Studies support the use of semi- or totally implantable catheters for children and adolescents with cancer. The recently published guideline – Michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics: miniMAGIC considers that the use of peripheral insertion central catheter (PICC) in pediatric cancer patients is associated with a higher risk of bloodstream infections related to neutropenia and the occurrence of deep vein thrombosis because of the characteristics of the diseases and the use of some antineoplastic drugs that can alter the coagulation cascade. At the Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a reference center for the treatment of childhood cancer, the use of PICC is well indicated in this population, however, the clinical results related to its indication in children and adolescents with cancer have not yet been presented. Objectives: To study the standard of use, clinical results, and appropriateness of the miniMAGIC regarding the use of PICC in children and adolescents with cancer in a reference center in the southern region of Brazil. Method: Cohort study with retrospective data collection (2008 to 2020) with children and adolescents who used PICC for cancer treatment. Sociodemographic and clinical variables were collected in two stages. The first one was collected from 2008 to 2016 in records of the PICC catheter insertions from the team's forms; the second, from 2017 to 2020, was collected through the Research Electronic Data Capture (REDcap) database. Associations were tested by Pearson's chi-square test or Fisher's exact test, when appropriate. Comparisons of the permanence time of devices between groups were performed with the Mann-Whitney test. The Kaplan Meier curve was used to calculate the event-free permanence time of PICC for complications (catheter-related bloodstream infection and deep vein thrombosis). The log-rank test was used to compare tumor types (hematological and solid). P value <0.05 was considered statistically significant. Project approved by the Ethics Committee (54719421.8.000.5327). Results: 250 medical records were included, totaling 204 patients who used 250 catheters. Patients were predominantly male and white. The mean age was 12.3±4.1 years. Of the 204 patients, 113 were diagnosed with hematological cancer and 91 with solid cancer. The most used devices were silicone and single lumen; the vessel occupancy rate <45% was evaluated in 155 (62%) of the catheters in which ultrasound was used; the main insertion site was the basilic vein, the main insertion technique was ultrasound-guided micro-introduction, and first puncture was successful in 93.6% of the sample. Chest radiography was used in 99.6% and 149 (75.6%) of the devices had the tip in a cavo-atrial junction. The median catheter length of stay was 171 days. There were 24 cases of catheter removal due to confirmed infection, 19 in patients with hematologic tumor and 5 with solid tumors, with a total rate of 9.6% of the cases. Seven cases of thrombosis were identified, six in hematological tumor patients and one in solid tumor patients, with a total rate of 2.8%. In the analysis of the appropriateness of the PICC to the miniMAGIC, 155 catheters of the total of 250 were studied and of these, 151 (97.4%) were mono lumen; 147 (94.9%) were considered adequate because they occupy less than 45% of the vessel, and 154 (99.4%) of the devices were adequate for the use of ultrasound for insertion. Conclusion: The PICC proved to be a safe device for children and adolescents undergoing cancer treatment, with reduced rates of complications. Withdrawal due to complications such as bloodstream infection and thrombosis were more prevalent in patients with hematologic tumors than in patients with solid tumors. The length of stay with PICC was high for all patients, especially those undergoing treatment for solid tumors. The PICCs entered as of 2015 were classified in accordance with the three standards proposed by miniMAGIC.Introducción: Los estudios apoyan el uso de catéteres semi o totalmente implantables para niños y adolescentes con cáncer. La reciente directriz publicada - Michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics: miniMAGIC considera que el uso de catéter central de inserción periférica (PICC) en pacientes oncológicos pediátricos está asociado a un mayor riesgo de infecciones del torrente sanguíneo relacionado con la neutropenia y la aparición de trombosis venosa profunda debido a las características de las enfermedades y al uso de algunos antineoplásicos que pueden alterar la cascada de coagulación. En el Hospital de Clínicas de Porto Alegre/Brasil, centro de referencia para el tratamiento del cáncer infantil, el uso del PICC está bien indicado en esta población, sin embargo, aún no se han presentado los resultados clínicos relacionados con su indicación en niños y adolescentes con cáncer. Objetivos: Estudiar los patrones de uso, los resultados clínicos y la adecuación al miniMAGIC del uso del PICC en niños y adolescentes con cáncer en un centro de referencia de la región sur de Brasil. Método: Estudio de cohorte con recolección de datos retrospectiva (2008 a 2020) con niños y adolescentes que utilizaron PICC para tratamiento oncológico. Las variables sociodemográficas y clínicas se recogieron en dos etapas. La primera de 2008 a 2016 en los formulários del equipo de inserciones de catéteres PICC; la segunda de 2017 a 2020 a través de la base de datos Research Electronic Data Capture (REDcap). Las asociaciones fueron realizadas con la prueba chi-cuadrado de Pearson o exacto de Fisher, cuando apropiado. Se realizaron comparaciones de tiempo de permanencia de dispositivos entre grupos utilizando la prueba Mann-Whitney. La curva de Kaplan Meier fue utilizada para calcular el tiempo de permanencia del PICC libre de eventos para las complicaciones (infección del torrente sanguíneo relacionada con catéter y trombosis venosa profunda). La prueba de log-rank fue utilizada para comparar los tipos de tumor (hematológico y sólido). Un valor P<0,05 bicaudal fue considerado estadísticamente significativo. Proyecto aprobado en Comité de Ética (54719421.8.000.5327). Resultados: Se incluyeron 250 registros médicos, totalizando 204 pacientes que utilizaron 250 catéteres. Los pacientes fueron predominantes de sexo masculino y etnia blanca. La edad promedio fue de 12,3±4,1 años. De los 204 pacientes, 113 presentaron diagnóstico de cáncer hematológico y 91 de cáncer sólido. Los dispositivos más utilizados fueron de silicona y de lumen único; la tasa de ocupación del vaso <45% fue evaluada en los 155 (62%) de los catéteres en los que se utilizó el ultrasonido; el principal local de inserción fue la vena basílica, la principal técnica de inserción fue la micro introducción guiada por ultrasonido, y el éxito en la primera punción fue para 93,6% de la muestra. La radiografía de tórax fue utilizada en 99,6% y 149 (75,6%) de los dispositivos quedaron con la punta en unión cavo-atrial. En promedio, el tiempo de permanencia del catéter fue de 171 días. Hubo 24 casos de retirada de catéter por infección confirmada, 19 en pacientes con tumor hematológico y 5 con tumores sólidos, con una tasa total de 9,6% de los casos. Se identificaron 7 casos de trombosis, seis en pacientes con tumores hematológicos y uno en paciente con tumor sólido, con una tasa total de 2,8%. En el análisis de adecuación del PICC al miniMAGIC se estudiaron 155 catéteres del total de los 250 y de estos, 151 (97,4%) eran mono lumen; 147 (94,9%) fueron considerados adecuados por ocupar menos del 45% del vaso y 154 (99,4%) de los dispositivos eran adecuados para el uso de ultrasonido para la inserción. Conclusión: El PICC se mostró como un dispositivo seguro para niños y adolescentes en tratamiento oncológico con tasas reducidas de complicaciones. La retirada por complicaciones como infección del torrente sanguíneo y trombosis presentaron mayor prevalencia en pacientes con tumores hematológicos que en pacientes con tumores sólidos. El tiempo de permanencia con PICC fue elevado para todos los pacientes, especialmente para aquellos en tratamiento para tumores sólidos. Los PIC insertados a partir de 2015 se clasificaron de acuerdo con los tres estándares propuestos por el miniMAGIC.application/pdfporCateterismo periféricoOncologiaCriança hospitalizadaEnfermagemPediatriaCatheterization peripheralMedical OncologyChild HospitalizedNursingPediatricsCateterismo periféricoOncología MédicaNiño HospitalizadoEnfermeríaPediatríaPadrões de uso, resultados clínicos e adequação ao miniMAGIC (michigan appropriateness guide for intravenous catheters in pediatrics) da indicação de cateter venoso central de inserção periférica em crianças e adolescentes com câncerinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemPorto Alegre, BR-RS2023mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001266833.pdf.txt001266833.pdf.txtExtracted Texttext/plain93430http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293304/2/001266833.pdf.txtcc48ab4c1d9b03673aad4040e960449fMD52ORIGINAL001266833.pdfTexto parcialapplication/pdf4833673http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/293304/1/001266833.pdf9b70c2458dfd2ae6ac61bf95c7d57ba2MD5110183/2933042025-07-02 08:01:42.460003oai:www.lume.ufrgs.br:10183/293304Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-07-02T11:01:42Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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