Loopando e barbarizando com streamers queers: precarização do trabalho, audiovisualidade tecnogendrada e hackeamentos do corpo-mídia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Montargil, Gilmar da Silva
Orientador(a): Silveira, Fabricio Lopes da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/254670
Resumo: Esta pesquisa traça um panorama de trans, travestis, drag queens, bichas afeminadas, lésbicas, não-binaries, entre outros LGBTQIA+ inseridos dentro do mercado de transmissão ao vivo de jogos (streams) em plataformas como Facebook Gaming e Twitch. Nesse caminho, o objetivo é analisar que modo queer é esse de streamar no que tange às particularidades dessa atividade para essas vivências marginalizadas e precarizadas, aportando como problematização a identificação de elementos semióticos, discursivos e tecno-instrumentais que são hackeados por essas corporalidades frente a uma complexa teia de relações que envolve plataformas, fãs, marcas, comunidade gamer, indústria de jogos, entre outros atores. Para tanto, foi recortado um corpus com cinquenta streamers queers, do nível mais alto ao baixo de audiência, para que fosse realizada a leitura desse processo por três eixos principais: o econômico, o de gênero e o midiático, criando uma tessitura teórica a partir de conceitos advindos do debate da Plataformização do Trabalho, dos Queer Game Studies e da Arqueologia das Mídias. Ver-se-á a instituição de um corpo – concomitante a uma audiovisualidade da stream – reverberada de próteses, maquiagens, filtros digitais, hipersexualização e absorção de signos de narradores esportivos, apresentadores de televisão, bruxas, monstros e até de divas pop. Ao mesmo tempo que tensionam a comunidade gamer e o tecido social de maneira mais ampla, promovendo visibilidade, respeito a LGBTQIA+ e outras formas de jogabilidade, também são assimiladas pela noção de mercado, instituindo um profissionalismo e uma gramaticabilidade no modo de se fazer a stream, geridas pelas plataformas e pela ideia de “carreira”, orientadas ao acúmulo de capital de todo tipo, mas sobretudo o econômico.
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