Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lopes, Rodrigo Guimaraes
Orientador(a): Svartman, Eduardo Munhoz
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/297471
Resumo: Esta pesquisa investiga como os principais think tanks estadunidenses especializados em política externa enquadraram estrategicamente a República Popular da China entre 2011 — marco do anúncio do ―pivô para a Ásia‖ (―pivot to Asia‖), no governo Barack Obama — e 2017, ano da publicação da National Security Strategy (NSS) da administração Donald Trump. Parte-se da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira esses institutos constroem percepções e representações do Estado chinês, especialmente diante da mudança de perspectiva pelo governo dos EUA — de parceiro estratégico para um ator a ser socializado na ordem liberal internacional, e, posteriormente, para um competidor estratégico. A hipótese central do trabalho é que, a despeito de diferenças ideológicas, os think tanks enquadram a China de forma semelhante, como uma ameaça aos interesses nacionais. Os dissensos se dariam nas sugestões sobre como lidar com o Estado chinês. Utilizando a Análise de Conteúdo como metodologia, o estudo examina a produção ideacional desses atores da sociedade civil diante da ascensão da China como potência emergente no sistema internacional. A análise fundamenta-se no arcabouço teórico do construtivismo, na Teoria da Securitização, desenvolvida pela Escola de Copenhague, e na Teoria Crítica, com o objetivo de compreender como se constrói a narrativa sobre ―o outro‖. Analisa-se também de que forma as recomendações desses think tanks, enquanto representantes do ―mercado de ideias‖, reverberam nos documentos estratégicos oficiais dos Estados Unidos. Os resultados da investigação indicam que, apesar de divergências ideológicas e das distintas proximidades partidárias, prevalece um movimento securitizador em torno da China como ameaça aos interesses estratégicos estadunidenses. As divergências concentram-se nas recomendações quanto à forma de responder à ascensão chinesa, variando entre a contenção da China por meio de sua socialização (engajamento) à ordem liberal internacional e estratégias de competição, com menções pontuais à cooperação.
id URGS_6632f3f36c8b22eb522ab539384c8e56
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297471
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Lopes, Rodrigo GuimaraesSvartman, Eduardo Munhoz2025-09-25T08:04:08Z2025http://hdl.handle.net/10183/297471001293969Esta pesquisa investiga como os principais think tanks estadunidenses especializados em política externa enquadraram estrategicamente a República Popular da China entre 2011 — marco do anúncio do ―pivô para a Ásia‖ (―pivot to Asia‖), no governo Barack Obama — e 2017, ano da publicação da National Security Strategy (NSS) da administração Donald Trump. Parte-se da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira esses institutos constroem percepções e representações do Estado chinês, especialmente diante da mudança de perspectiva pelo governo dos EUA — de parceiro estratégico para um ator a ser socializado na ordem liberal internacional, e, posteriormente, para um competidor estratégico. A hipótese central do trabalho é que, a despeito de diferenças ideológicas, os think tanks enquadram a China de forma semelhante, como uma ameaça aos interesses nacionais. Os dissensos se dariam nas sugestões sobre como lidar com o Estado chinês. Utilizando a Análise de Conteúdo como metodologia, o estudo examina a produção ideacional desses atores da sociedade civil diante da ascensão da China como potência emergente no sistema internacional. A análise fundamenta-se no arcabouço teórico do construtivismo, na Teoria da Securitização, desenvolvida pela Escola de Copenhague, e na Teoria Crítica, com o objetivo de compreender como se constrói a narrativa sobre ―o outro‖. Analisa-se também de que forma as recomendações desses think tanks, enquanto representantes do ―mercado de ideias‖, reverberam nos documentos estratégicos oficiais dos Estados Unidos. Os resultados da investigação indicam que, apesar de divergências ideológicas e das distintas proximidades partidárias, prevalece um movimento securitizador em torno da China como ameaça aos interesses estratégicos estadunidenses. As divergências concentram-se nas recomendações quanto à forma de responder à ascensão chinesa, variando entre a contenção da China por meio de sua socialização (engajamento) à ordem liberal internacional e estratégias de competição, com menções pontuais à cooperação.This research investigates how the main U.S. foreign policy think tanks strategically framed the People's Republic of China between 2011 — the year of the announcement of the ―pivot to Asia‖ under the Obama administration — and 2017, when the Trump administration published its National Security Strategy (NSS). This study is guided by the following research question: how do these institutes shape perceptions and representations of the Chinese state, especially considering the U.S. government changing perspective — from strategic partner to an actor to be socialized into the liberal international order and, subsequently, to a strategic competitor. The central hypothesis of this research is that, notwithstanding their ideological differences, the think tanks similarly frame China as a threat to national interests, while differing mainly in the recommendations on how to deal with the Chine state. Using Content Analysis as its methodology, this study examines the ideational production of these civil society actors in response to China‘s rise as an emerging power. This analysis is grounded on the theoretical framework of constructivism, the Theory of Secularization developed by the Copenhagen School, and Critical Theory, with the aim of understanding how narratives about ―the other‖ are constructed. This study also examines how the recommendations of these think tanks, as representatives of the ―marketplace of ideas,‖ resonate in the official strategic documents of the United States. The findings of this investigation indicate that, despite ideological differences and varying partisan alignments, there is a prevailing securitizing consensus framing China as a threat to the U.S. strategic interests. Divergences focus on the recommendations regarding how to respond to China‘s rise, varying from containment through its socialization (engagement) into the liberal international order to competitive strategies, with only occasional references to cooperation.application/pdfporPolítica externaConhecimentoPolíticas públicasRelações internacionaisSegurança internacionalEstados UnidosChinaThink tanksUS-China relationsNational Security StrategySecuritizationOs Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Ciências EconômicasPrograma de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos InternacionaisPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001293969.pdf.txt001293969.pdf.txtExtracted Texttext/plain878304http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297471/2/001293969.pdf.txtd0f932a0b775da6d287c92b251f64582MD52ORIGINAL001293969.pdfTexto completoapplication/pdf2701560http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297471/1/001293969.pdf380f8e37e2d82330c9626d56e018402aMD5110183/2974712025-09-26 08:01:01.810917oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297471Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-09-26T11:01:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
title Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
spellingShingle Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
Lopes, Rodrigo Guimaraes
Política externa
Conhecimento
Políticas públicas
Relações internacionais
Segurança internacional
Estados Unidos
China
Think tanks
US-China relations
National Security Strategy
Securitization
title_short Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
title_full Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
title_fullStr Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
title_full_unstemmed Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
title_sort Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
author Lopes, Rodrigo Guimaraes
author_facet Lopes, Rodrigo Guimaraes
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Lopes, Rodrigo Guimaraes
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Svartman, Eduardo Munhoz
contributor_str_mv Svartman, Eduardo Munhoz
dc.subject.por.fl_str_mv Política externa
Conhecimento
Políticas públicas
Relações internacionais
Segurança internacional
Estados Unidos
China
topic Política externa
Conhecimento
Políticas públicas
Relações internacionais
Segurança internacional
Estados Unidos
China
Think tanks
US-China relations
National Security Strategy
Securitization
dc.subject.eng.fl_str_mv Think tanks
US-China relations
National Security Strategy
Securitization
description Esta pesquisa investiga como os principais think tanks estadunidenses especializados em política externa enquadraram estrategicamente a República Popular da China entre 2011 — marco do anúncio do ―pivô para a Ásia‖ (―pivot to Asia‖), no governo Barack Obama — e 2017, ano da publicação da National Security Strategy (NSS) da administração Donald Trump. Parte-se da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira esses institutos constroem percepções e representações do Estado chinês, especialmente diante da mudança de perspectiva pelo governo dos EUA — de parceiro estratégico para um ator a ser socializado na ordem liberal internacional, e, posteriormente, para um competidor estratégico. A hipótese central do trabalho é que, a despeito de diferenças ideológicas, os think tanks enquadram a China de forma semelhante, como uma ameaça aos interesses nacionais. Os dissensos se dariam nas sugestões sobre como lidar com o Estado chinês. Utilizando a Análise de Conteúdo como metodologia, o estudo examina a produção ideacional desses atores da sociedade civil diante da ascensão da China como potência emergente no sistema internacional. A análise fundamenta-se no arcabouço teórico do construtivismo, na Teoria da Securitização, desenvolvida pela Escola de Copenhague, e na Teoria Crítica, com o objetivo de compreender como se constrói a narrativa sobre ―o outro‖. Analisa-se também de que forma as recomendações desses think tanks, enquanto representantes do ―mercado de ideias‖, reverberam nos documentos estratégicos oficiais dos Estados Unidos. Os resultados da investigação indicam que, apesar de divergências ideológicas e das distintas proximidades partidárias, prevalece um movimento securitizador em torno da China como ameaça aos interesses estratégicos estadunidenses. As divergências concentram-se nas recomendações quanto à forma de responder à ascensão chinesa, variando entre a contenção da China por meio de sua socialização (engajamento) à ordem liberal internacional e estratégias de competição, com menções pontuais à cooperação.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-09-25T08:04:08Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/297471
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001293969
url http://hdl.handle.net/10183/297471
identifier_str_mv 001293969
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297471/2/001293969.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/297471/1/001293969.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv d0f932a0b775da6d287c92b251f64582
380f8e37e2d82330c9626d56e018402a
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br
_version_ 1854319310123565056