Sociedade, estado e humanidade : as dimensões do bem comum em John Finnis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bório, Giuliano José Petry
Orientador(a): Barzotto, Luis Fernando
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/301356
Resumo: A dissertação investiga a teoria do bem comum na obra de John Mitchell Finnis, articulando-o em três dimensões, com a finalidade de demonstrar que este conceito, que Finnis renova da tradição aristotélico-tomista, é um princípio normativo enraizado na razoabilidade prática e orientado à realização compartilhada dos bens humanos básicos. A metodologia é analítica e qualitativa, baseada na pesquisa bibliográfica dos textos de Finnis, estruturando-se em eixos que buscam demonstrar as relações unificadoras e comunidades a que este bem comum está atrelado. Primeiramente, a dimensão social do bem comum como sua "gênese", manifestando-se em relações unificadoras como a amizade, a família, matrimônio e a comunidade eclesial, onde se formam os vínculos de justiça e amizade que sustentam a vida compartilhada. Em seguida, a dimensão estatal é apresentada como "o caminho" e "o meio", distinguindo o bem público, que é instrumental e limitado à garantia das condições de justiça e paz, do bem comum político, que é o horizonte "totalmente inclusivo" e prudencial da vida em comunidade, cabendo ao Estado coordenar a vida coletiva sob o Estado de Direito e respeitar o princípio da subsidiariedade. Por fim, a dimensão universal é o telos, o “fim”, na qual o bem comum transcende as fronteiras políticas, concretizando-se nos direitos humanos (que são naturais e universais), na fraternidade e no ius gentium, exigindo a cooperação internacional sob instituições limitadas e subsidiárias. A conclusão estabelece que o bem comum é o princípio articulador das ordens social, estatal e universal, sendo transversal, uma vez que atravessa todos os níveis da vida social e transcendente, já que orienta a humanidade para a beatitudo perfecta, superando qualquer arranjo político temporal, oferecendo, assim, um critério normativo para a legitimidade política e o florescimento humano integral.
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Em seguida, a dimensão estatal é apresentada como "o caminho" e "o meio", distinguindo o bem público, que é instrumental e limitado à garantia das condições de justiça e paz, do bem comum político, que é o horizonte "totalmente inclusivo" e prudencial da vida em comunidade, cabendo ao Estado coordenar a vida coletiva sob o Estado de Direito e respeitar o princípio da subsidiariedade. Por fim, a dimensão universal é o telos, o “fim”, na qual o bem comum transcende as fronteiras políticas, concretizando-se nos direitos humanos (que são naturais e universais), na fraternidade e no ius gentium, exigindo a cooperação internacional sob instituições limitadas e subsidiárias. A conclusão estabelece que o bem comum é o princípio articulador das ordens social, estatal e universal, sendo transversal, uma vez que atravessa todos os níveis da vida social e transcendente, já que orienta a humanidade para a beatitudo perfecta, superando qualquer arranjo político temporal, oferecendo, assim, um critério normativo para a legitimidade política e o florescimento humano integral.The dissertation investigates the theory of the common good in the work of John Mitchell Finnis, articulating it into three dimensions, with the purpose of demonstrating that this concept, which Finnis renews from the Aristotelian-Thomistic tradition, is a normative principle rooted in practical reasonableness and oriented towards the shared realization of the basic human goods. The methodology is analytical and qualitative, based on bibliographic research of Finnis’s texts, structured along axes that seek to demonstrate the unifying relationships and communities to which this common good is connected. Firstly, the social dimension of the common good is presented as its "genesis", manifesting in unifying relationships such as friendship, the family, marriage, and the ecclesial community, where the bonds of justice and friendship that sustain shared life are formed. Subsequently, the statal dimension is presented as "the path" and "the means", distinguishing the public good, which is instrumental and limited to guaranteeing the conditions of justice and peace, from the political common good, which is the "all-inclusive" and prudential horizon of community life, wherein the State is responsible for coordinating collective life under the Rule of Law and respecting the principle of subsidiarity. Finally, the universal dimension is the telos, or "end", in which the common good transcends political borders, being realized through human rights (which are natural and universal), fraternity, charity, and the ius gentium, demanding international cooperation under limited and subsidiary institutions. The conclusion establishes that the common good is the articulating principle of the social, State, and universal orders, being transversal, since it traverses all levels of social life, and transcendent, as it orients humanity towards beatitudo perfecta, superseding any temporal political arrangement, thereby offering a normative criterion for political legitimacy and integral human flourishing.application/pdfporBem comumJustiçaComunidade políticaFinnis, John Mitchell, 1940-Common goodJusticeFriendshipPolitical communitySociedade, estado e humanidade : as dimensões do bem comum em John Finnisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de DireitoPrograma de Pós-Graduação em DireitoPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301101.pdf.txt001301101.pdf.txtExtracted Texttext/plain38792http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301356/2/001301101.pdf.txtabfed7a05bafa90f996137e5cac50a05MD52ORIGINAL001301101.pdfTexto parcialapplication/pdf631058http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301356/1/001301101.pdfcae76a541a5928f8b5660dc26f7d6295MD5110183/3013562026-02-14 08:03:01.393oai:www.lume.ufrgs.br:10183/301356Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-02-14T10:03:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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