Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite
| Ano de defesa: | 2025 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302667 |
Resumo: | A atividade temporal diária de uma espécie pode ser afetada por uma ampla gama de fatores bióticos e abióticos. No caso de mariposas, os padrões de atividade e estrutura horária de comunidades em ambientes neotropicais são pouco conhecidos. No Pampa brasileiro, são ausentes informações básicas sobre a história natural e dinâmicas de interação de grande parte das espécie de mariposa, em especial para espécies de menor porte. O estudo teve como objetivo registrar e analisar os horários de voo e respostas a fatores climáticos de mariposas da Serra do Sudeste (RS - Brasil). Foram selecionados para o estudo os táxons Arctiinae (Erebidae), Sphingidae e Saturniidae. No agrupamento, estão compreendidas uma grande variedade de morfologias e hábitos, com espécies de diferentes portes e estratégias alimentares, além de diferentes adaptações à predação. Foram testadas três hipóteses. A primeira é que diferentes táxons tem diferentes concentrações de abundância/riqueza ao longo da noite. A segunda é que espécies de menor tamanho estariam concentradas em períodos iniciais da noite, enquanto maiores teriam maior permanência em horários finais graças às suas fisiologias. A terceira é que variáveis climáticas seriam mais influentes para espécies de pequeno porte. A análise dos dados corroborou a primeira hipótese, mostrando que diferentes espécies tem diferentes horários de atividade e que a abundância e riqueza de cada táxon possuem um perfil próprio. Espécies de menor porte (Artciinae) foram mais abundantes no início da noite, porém não apresentaram riqueza concentrada em nenhum horário específico. Espécies maiores (Saturniidae e Sphingidae) tiveram suas abundâncias e riquezas concentradas na metade do período noturno. Apesar da total ausência de saturnídeos nas horas finais da noite, os resultados confirmam a segunda hipótese. A terceira hipótese foi parcialmente corroborada, visto que o conjunto de fatores que afetam cada táxon foram foram diferenciados. Saturnídeos e esfingídeos foram relacionados com fatores como temperatura e umidade, ao passo que arctíneos (em nível de subfamília) não foram influenciados por esses fatores. O trabalho traz evidências de possíveis partições de nicho e indícios de competição entre espécies, além de possíveis indicativos de adaptações fisiológicas diferenciais dos táxons no bioma Pampa. Também são evidenciadas diferenças na organização temporal da comunidade em relação a outros biomas brasileiros. Palavras Chave: Arctiinae, Clima, História Natural, Horário de Atividade, Saturniidae, Sphingidae. |
| id |
URGS_6d4c81ee261b2c7c29de1d50aa46b068 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302667 |
| network_acronym_str |
URGS |
| network_name_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Schwantes, Matheus EduardoFerro, Viviane Gianluppi2026-03-26T07:58:51Z2025http://hdl.handle.net/10183/302667001302743A atividade temporal diária de uma espécie pode ser afetada por uma ampla gama de fatores bióticos e abióticos. No caso de mariposas, os padrões de atividade e estrutura horária de comunidades em ambientes neotropicais são pouco conhecidos. No Pampa brasileiro, são ausentes informações básicas sobre a história natural e dinâmicas de interação de grande parte das espécie de mariposa, em especial para espécies de menor porte. O estudo teve como objetivo registrar e analisar os horários de voo e respostas a fatores climáticos de mariposas da Serra do Sudeste (RS - Brasil). Foram selecionados para o estudo os táxons Arctiinae (Erebidae), Sphingidae e Saturniidae. No agrupamento, estão compreendidas uma grande variedade de morfologias e hábitos, com espécies de diferentes portes e estratégias alimentares, além de diferentes adaptações à predação. Foram testadas três hipóteses. A primeira é que diferentes táxons tem diferentes concentrações de abundância/riqueza ao longo da noite. A segunda é que espécies de menor tamanho estariam concentradas em períodos iniciais da noite, enquanto maiores teriam maior permanência em horários finais graças às suas fisiologias. A terceira é que variáveis climáticas seriam mais influentes para espécies de pequeno porte. A análise dos dados corroborou a primeira hipótese, mostrando que diferentes espécies tem diferentes horários de atividade e que a abundância e riqueza de cada táxon possuem um perfil próprio. Espécies de menor porte (Artciinae) foram mais abundantes no início da noite, porém não apresentaram riqueza concentrada em nenhum horário específico. Espécies maiores (Saturniidae e Sphingidae) tiveram suas abundâncias e riquezas concentradas na metade do período noturno. Apesar da total ausência de saturnídeos nas horas finais da noite, os resultados confirmam a segunda hipótese. A terceira hipótese foi parcialmente corroborada, visto que o conjunto de fatores que afetam cada táxon foram foram diferenciados. Saturnídeos e esfingídeos foram relacionados com fatores como temperatura e umidade, ao passo que arctíneos (em nível de subfamília) não foram influenciados por esses fatores. O trabalho traz evidências de possíveis partições de nicho e indícios de competição entre espécies, além de possíveis indicativos de adaptações fisiológicas diferenciais dos táxons no bioma Pampa. Também são evidenciadas diferenças na organização temporal da comunidade em relação a outros biomas brasileiros. Palavras Chave: Arctiinae, Clima, História Natural, Horário de Atividade, Saturniidae, Sphingidae.The daily temporal activity of a species can be affected by a wide range of biotic and abiotic factors. In the case of moths, the activity patterns and time structure of communities in Neotropical environments are poorly understood. In the Brazilian Pampas, basic information about the natural history and interaction dynamics of most moth species is lacking, especially for smaller species. This study aimed to record and analyze the flight hours and the responses to weather of moths from the Serra do Sudeste (RS - Brazil). For the study, the taxa Arctiinae (Erebidae), Sphingidae, and Saturniidae were selected. Within this group, it is observed a wide variety of morphologies and habits, species of different feeding strategies and sizes, as well as different strategies to avoid predation. Three hypotheses were tested. The first is that different taxa would have different concentrations of abundance/richness throughout the night. The second is that smaller species would be concentrated in the early hours of the night, while larger species would remain longer in the later hours due to their physiologies. The third is that climatic variables would be more relevant for small sized species. The data analysis corroborated the first hypothesis, showing that different species have different flight times and that the abundance and richness of each taxa has its own characteristics. Smaller species (Artciinae) were more abundant in the early hours of the night, but did not show a concentrated richness at any specific hour. Larger species (Saturniidae and Sphingidae) had their richness and abundances concentrated in the middle of the night. Despite the complete absence of saturnids in the late hours, the results confirm the second hypothesis. The third hypothesis was partially corroborated, as the set of factors that affected each taxa differed from each other. Saturniidae and Sphingidae were related to factors such as temperature and humidity, while the Arctiinae (at subfamily level) were not influenced by these factors. The study provides evidence of possible niche partitioning and brings evidence of interspecific competition, as well as possible indicatives of different physiological adaptations among taxa in the Pampa biome. Differences between the flight times of the studied community in comparsion to other Brazilian biomes are also highlighted.application/pdfporMariposasFatores bióticosFatores abióticosMothClimateNatural HistoryEstrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noiteinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de BiociênciasPrograma de Pós-Graduação em Biologia AnimalPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001302743.pdf.txt001302743.pdf.txtExtracted Texttext/plain54466http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302667/2/001302743.pdf.txtd66a511c3c321402c710b338c1987509MD52ORIGINAL001302743.pdfTexto parcialapplication/pdf484178http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302667/1/001302743.pdf750f2c31ebb4163562df0b8bf845b781MD5110183/3026672026-03-27 08:03:51.145678oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302667Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-03-27T11:03:51Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| title |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| spellingShingle |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite Schwantes, Matheus Eduardo Mariposas Fatores bióticos Fatores abióticos Moth Climate Natural History |
| title_short |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| title_full |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| title_fullStr |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| title_full_unstemmed |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| title_sort |
Estrutura da comunidade de mariposas do pampa ao decorrer da noite |
| author |
Schwantes, Matheus Eduardo |
| author_facet |
Schwantes, Matheus Eduardo |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Schwantes, Matheus Eduardo |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Ferro, Viviane Gianluppi |
| contributor_str_mv |
Ferro, Viviane Gianluppi |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Mariposas Fatores bióticos Fatores abióticos |
| topic |
Mariposas Fatores bióticos Fatores abióticos Moth Climate Natural History |
| dc.subject.eng.fl_str_mv |
Moth Climate Natural History |
| description |
A atividade temporal diária de uma espécie pode ser afetada por uma ampla gama de fatores bióticos e abióticos. No caso de mariposas, os padrões de atividade e estrutura horária de comunidades em ambientes neotropicais são pouco conhecidos. No Pampa brasileiro, são ausentes informações básicas sobre a história natural e dinâmicas de interação de grande parte das espécie de mariposa, em especial para espécies de menor porte. O estudo teve como objetivo registrar e analisar os horários de voo e respostas a fatores climáticos de mariposas da Serra do Sudeste (RS - Brasil). Foram selecionados para o estudo os táxons Arctiinae (Erebidae), Sphingidae e Saturniidae. No agrupamento, estão compreendidas uma grande variedade de morfologias e hábitos, com espécies de diferentes portes e estratégias alimentares, além de diferentes adaptações à predação. Foram testadas três hipóteses. A primeira é que diferentes táxons tem diferentes concentrações de abundância/riqueza ao longo da noite. A segunda é que espécies de menor tamanho estariam concentradas em períodos iniciais da noite, enquanto maiores teriam maior permanência em horários finais graças às suas fisiologias. A terceira é que variáveis climáticas seriam mais influentes para espécies de pequeno porte. A análise dos dados corroborou a primeira hipótese, mostrando que diferentes espécies tem diferentes horários de atividade e que a abundância e riqueza de cada táxon possuem um perfil próprio. Espécies de menor porte (Artciinae) foram mais abundantes no início da noite, porém não apresentaram riqueza concentrada em nenhum horário específico. Espécies maiores (Saturniidae e Sphingidae) tiveram suas abundâncias e riquezas concentradas na metade do período noturno. Apesar da total ausência de saturnídeos nas horas finais da noite, os resultados confirmam a segunda hipótese. A terceira hipótese foi parcialmente corroborada, visto que o conjunto de fatores que afetam cada táxon foram foram diferenciados. Saturnídeos e esfingídeos foram relacionados com fatores como temperatura e umidade, ao passo que arctíneos (em nível de subfamília) não foram influenciados por esses fatores. O trabalho traz evidências de possíveis partições de nicho e indícios de competição entre espécies, além de possíveis indicativos de adaptações fisiológicas diferenciais dos táxons no bioma Pampa. Também são evidenciadas diferenças na organização temporal da comunidade em relação a outros biomas brasileiros. Palavras Chave: Arctiinae, Clima, História Natural, Horário de Atividade, Saturniidae, Sphingidae. |
| publishDate |
2025 |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2025 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2026-03-26T07:58:51Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10183/302667 |
| dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv |
001302743 |
| url |
http://hdl.handle.net/10183/302667 |
| identifier_str_mv |
001302743 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instacron:UFRGS |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| instacron_str |
UFRGS |
| institution |
UFRGS |
| reponame_str |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| collection |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| bitstream.url.fl_str_mv |
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302667/2/001302743.pdf.txt http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302667/1/001302743.pdf |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
d66a511c3c321402c710b338c1987509 750f2c31ebb4163562df0b8bf845b781 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br |
| _version_ |
1863671996287549440 |