A avaliação social da monotongação variável em contexto escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Freire, Shéren Salvo
Orientador(a): Battisti, Elisa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/290825
Resumo: Este trabalho investiga a influência das ideologias de linguagem na postura de professores da educação básica em Bagé, Rio Grande do Sul. O foco de interesse está na avaliação social da monotongação variável, em formas como tr[ow]xe ~ tr[o]xe ~tr[u]xe. O estudo é realizado em duas etapas: (a) a revisão sistemática das dissertações de professores/pesquisadores do ProfLetras acerca da monotongação e ditongação em contexto escolar e (b) a análise de dados de professores da educação básica de Bagé, obtidos através de entrevistas sociolinguísticas, nos moldes de Oushiro (2015). A hipótese central sugere que as ideologias de linguagem, ligadas à norma-padrão, afetam a postura docente em sala. As dissertações do ProfLetras revisadas permitem comprovar, indiretamente, essa hipótese central. Elas mostram que a monotongação e ditongação são analisadas enquanto processos variáveis, não sendo contempladas formas estigmatizadas como [ˈtɾuse] para trouxe, [ˈsube] para soube. Os dados das entrevistas dos professores da educação básica de Bagé indicam que a forma monotongada [ˈtɾose] é socialmente aceita entre os professores pesquisados, enquanto [ˈtɾuse] é vista negativamente, reforçando a ideia de que algumas variantes são mais estigmatizadas que outras. A pesquisa confirma a hipótese de que as ideologias de linguagem moldam a prática docente em relação à monotongação em sala de aula, especialmente quando estas se tornam socialmente visíveis e estigmatizadas. Por fim, a dissertação levanta um questionamento sobre a pressão para aderir à norma-padrão decorrente do papel de professor, sugerindo que, como falantes de português, suas respostas poderiam ser diferentes. Essa questão fica em aberto para futuras investigações.
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