"Vocês ainda estão vivos?" : fragmentos sobre trauma, memória e herança
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/220237 |
Resumo: | A presente dissertação tem seu ponto de partida no processo de tradução dos testemunhos de dois sobreviventes do Holocausto realizada pelo seu próprio neto. O objetivo geral da pesquisa consiste em refletir sobre a dinâmica de lembrança e esquecimento situada no âmago das tentativas de transmissão e memorialização de experiências traumáticas. Nesse contexto, para além da transposição de sentidos do idioma hebraico ao português, a tradução é entendida como um processo de encontro com o que não pôde ser dito, imanente à possibilidade de apropriação dessas narrativas lacunares como uma herança. Os testemunhos são trabalhados a partir de fragmentos – trechos, parágrafos, frases, expressões – em oposição ao que se poderia pensar como uma interpretação global do seu conteúdo. Tais fragmentos são costurados em três capítulos ensaísticos, cada um deles guiado por uma temática específica: o primeiro, “Corpos estranhos, afetos estrangulados”, trata majoritariamente da questão do trauma; o segundo, “Palavras enterradas vivas”, discute o conceito de desmentido (verleugnung); e o terceiro, “As ovelhas e o matadouro”, versa sobre o processo de construção da memória do Holocausto. A reflexão teórica é conduzida pelo diálogo entre a teoria psicanalítica e outras áreas do conhecimento, arranjo que privilegia a flexibilidade e a capacidade de transformação dos conceitos para operarem com problemas que extrapolam limites disciplinares. Por fim, na seção que conclui esta dissertação, retomam-se brevemente as hipóteses levantadas para se desdobrarem outros apontamentos e interrogações, especialmente relacionados às implicações éticas e políticas da operação subjetiva de herança. |
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