Perfil sociodemográfico e clínico de gestantes de alto risco e prescrição de medicamentos durante o pré-natal, internação hospitalar para o parto e pós-parto imediato

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Locatelli, Deise Luisa
Orientador(a): Dal Pizzol, Tatiane da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/282360
Resumo: Objetivos: Descrever o perfil clínico, sociodemográfico e de prescrição de medicamentos por gestantes de alto risco, acompanhadas nos diferentes momentos da gestação: pré-natal, internação hospitalar para o parto e pós-parto imediato. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, transversal, onde foram analisados dados do prontuário de gestantes de alto risco atendidas em um hospital materno infantil, entre setembro de 2021 e março de 2022. Foram coletados os seguintes dados: idade, histórico clínico e reprodutivo, uso de medicamentos, tabaco, álcool e drogas ilícitas na gestação, parto e pós-parto, complicações clínicas, internação hospitalar durante a gestação, e tipo de parto. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva. Resultados: Analisamos 312 gestantes, com média de 25,6 anos (DP=7,9), brancas (68%), com ensino fundamental incompleto (26,1%), multigestas (58%), com predomínio de mulheres que não planejaram a gestação (69,2%), cuja principal condição clínica prévia à gestação foi transtorno psiquiátrico (17,9%), seguido de hipertensão arterial (10,6%). A maioria (80%) apresentou complicações clínicas durante a gestação, sendo prevalente: diabetes gestacional (36,2%), supeita/monitoramento de malformação fetal (14,4%) e hipertensão gestacional/pré-eclâmpsia (13,5%). Durante o pré-natal, 22,8% necessitaram de internação devido: a pré-eclâmpsia (5,1%), controle glicêmico (4,8%), pielonefrite (3,5%) e insuficiência istmocervical (2,9%), entre outros motivos. O tempo de internação hospitalar foi de 1 a 7 dias para 48,6%. Todas as mulheres utilizaram medicamentos no período gestacional, com média de 9,25 (DP=6,06) no pré-natal; 11,06 (DP=4,01) durante a internação hospitalar para o parto; e 8,98 (DP=3,2) no puerpério imediato. Os medicamentos mais prescritos durante o pré-natal foram sulfato ferroso e insulina NPH. Na internação hospitalar para o parto, os medicamentos mais prescritos foram ocitocina e dipirona, e no puerpério, metoclopramida e paracetamol. Durante o pré-natal houve o predomínio de uso de medicamentos da categoria C (36%, n=47) e B (24%, n=31) da Food and Drug Administration (FDA). Conclusões: Os resultados demonstram um perfil composto por mulheres jovens com baixa escolaridade, que não planejaram a gestação, evidenciando que as políticas de planejamento familiar não estão sendo plenamente efetivas. O elevado uso de medicamentos pode estar relacionado às condições de saúde das gestantes que, se não tratadas, representam riscos para a mãe e feto. Os tratamentos utilizados estão de acordo com a literatura.
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spelling Locatelli, Deise LuisaDal Pizzol, Tatiane da SilvaPereira, Leonardo Régis Leira2024-12-13T06:55:50Z2024http://hdl.handle.net/10183/282360001217610Objetivos: Descrever o perfil clínico, sociodemográfico e de prescrição de medicamentos por gestantes de alto risco, acompanhadas nos diferentes momentos da gestação: pré-natal, internação hospitalar para o parto e pós-parto imediato. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, transversal, onde foram analisados dados do prontuário de gestantes de alto risco atendidas em um hospital materno infantil, entre setembro de 2021 e março de 2022. Foram coletados os seguintes dados: idade, histórico clínico e reprodutivo, uso de medicamentos, tabaco, álcool e drogas ilícitas na gestação, parto e pós-parto, complicações clínicas, internação hospitalar durante a gestação, e tipo de parto. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva. Resultados: Analisamos 312 gestantes, com média de 25,6 anos (DP=7,9), brancas (68%), com ensino fundamental incompleto (26,1%), multigestas (58%), com predomínio de mulheres que não planejaram a gestação (69,2%), cuja principal condição clínica prévia à gestação foi transtorno psiquiátrico (17,9%), seguido de hipertensão arterial (10,6%). A maioria (80%) apresentou complicações clínicas durante a gestação, sendo prevalente: diabetes gestacional (36,2%), supeita/monitoramento de malformação fetal (14,4%) e hipertensão gestacional/pré-eclâmpsia (13,5%). Durante o pré-natal, 22,8% necessitaram de internação devido: a pré-eclâmpsia (5,1%), controle glicêmico (4,8%), pielonefrite (3,5%) e insuficiência istmocervical (2,9%), entre outros motivos. O tempo de internação hospitalar foi de 1 a 7 dias para 48,6%. Todas as mulheres utilizaram medicamentos no período gestacional, com média de 9,25 (DP=6,06) no pré-natal; 11,06 (DP=4,01) durante a internação hospitalar para o parto; e 8,98 (DP=3,2) no puerpério imediato. Os medicamentos mais prescritos durante o pré-natal foram sulfato ferroso e insulina NPH. Na internação hospitalar para o parto, os medicamentos mais prescritos foram ocitocina e dipirona, e no puerpério, metoclopramida e paracetamol. Durante o pré-natal houve o predomínio de uso de medicamentos da categoria C (36%, n=47) e B (24%, n=31) da Food and Drug Administration (FDA). Conclusões: Os resultados demonstram um perfil composto por mulheres jovens com baixa escolaridade, que não planejaram a gestação, evidenciando que as políticas de planejamento familiar não estão sendo plenamente efetivas. O elevado uso de medicamentos pode estar relacionado às condições de saúde das gestantes que, se não tratadas, representam riscos para a mãe e feto. Os tratamentos utilizados estão de acordo com a literatura.Purpose: To describe the clinical, sociodemographic and medication prescription profile of high-risk pregnant women, monitored at different stages of pregnancy: prenatal care, hospital admission for delivery and immediate postpartum. Methods: This is a descriptive, retrospective, cross-sectional study, where data were collected from the medical records of high-risk pregnant women treated at a maternal and child hospital between September 2021 and March 2022. The following data were collected: age, clinical and reproductive history, use of medications, tobacco, alcohol, and illicit drugs during pregnancy, delivery, and postpartum, clinical complications, hospital admission during pregnancy, and type of delivery. Data were analyzed using descriptive statistics. Results: We analyzed 312 pregnant women, with a mean age of 25.6 years (SD = 7.9), white (68%), with incomplete elementary education (26.1%), multigravidas (58%), with a predominance of women who did not plan the pregnancy (69.2%), whose main clinical condition prior to pregnancy was psychiatric disorder (17.9%), accompanied by arterial hypertension (10.6%). The majority (80%) presented clinical complications during pregnancy, the most prevalent being: gestational diabetes (36.2%), suspicion/monitoring of fetal malformation (14.4%) and gestational hypertension/preeclampsia (13.5%). During prenatal care, 22.8% required hospitalization due to: preeclampsia (5.1%), glycemic control (4.8%), pyelonephritis (3.5%) and isthmocervical insufficiency (2.9%), among other reasons. The length of hospital stay was 1 to 7 days for 48.6%. All women used medications during pregnancy, with an average of 9.25 (SD=6.06) during prenatal care; 11.06 (SD=4.01) during hospitalization for delivery; and 8.98 (SD=3.2) in the immediate postpartum period. The most prescribed medications during prenatal care were ferrous sulfate and NPH insulin. During hospitalization for delivery, the most prescribed medications were oxytocin and dipyrone, and in the postpartum period, metoclopramide and paracetamol. During prenatal care, there was a predominance of use of category C (36%, n=47) and B (24%, n=31) medications from the Food and Drug Administration (FDA). Conclusions: The results demonstrate a profile composed of young women with low levels of education who did not plan their pregnancy, evidencing that family planning policies are not being fully effective. The high use of medications may be related to the health conditions of pregnant women which, if left untreated, pose risks to the mother and fetus. The treatments used are in accordance with the literature.application/pdfporGravidez de alto riscoSaúde materno-infantilUso de medicamentosPregnancyHigh-riskMaternal and child healthDrug utilizationPerfil sociodemográfico e clínico de gestantes de alto risco e prescrição de medicamentos durante o pré-natal, internação hospitalar para o parto e pós-parto imediatoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Assistência FarmacêuticaPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001217610.pdf.txt001217610.pdf.txtExtracted Texttext/plain97850http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282360/2/001217610.pdf.txta9ff8bb09d79ccb2a77494188ed026c6MD52ORIGINAL001217610.pdfTexto parcialapplication/pdf1002090http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282360/1/001217610.pdf1a284f0823bb25499a90a5e556eb0a87MD5110183/2823602024-12-14 07:55:42.902759oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282360Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532024-12-14T09:55:42Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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