Análise química e avaliação da atividade antiviral de Baccharis anomala D.C.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Venturi, Caroline Rita
Orientador(a): Gosmann, Grace
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/132767
Resumo: Ocorrências comuns de infecções virais graves, aparecimento de cepas resistentes e um limitado número de quimioterápicos antivirais disponíveis mostram a necessidade da busca por novas substâncias ativas como antivirais. Muitas substâncias derivadas de plantas são candidatas ao estudo do seu potencial na terapia sistêmica e/ou profilaxia de herpes simplex virus 1 (HSV-1). Dentre as plantas com atividade antiviral, destacam-se as do gênero Baccharis. O objetivo geral do trabalho foi o estudo da composição química e avaliação da atividade antiviral das folhas de Baccharis anomala D.C. através de fracionamento bioguiado. Utilizando precipitação com etanol e fracionamento por permeação molecular foi possível separar os constituintes químicos ativos contra o vírus HSV-1 presentes no extrato aquoso de Baccharis anomala. Os testes de prospecção de constituintes químicos indicaram a presença de taninos, catequinas e saponinas no extrato aquoso da espécie. Através da análise cromatográfica foi possível detectar a presença de compostos fenólicos, utilizando-se coloração com cloreto férrico e reagente natural. Em relação à atividade antiviral, a fração ativa denominada AQ PPT FR 4-5 apresentou pronunciada atividade antiviral, inibindo a replicação viral em 100 % nas concentrações de 1,25, 0,625, 0,312 e 0,156 mg/mL, contra as cepas ATCC-VR733 e Aciclovir-resistente 29-R do HSV-1. Em relação ao mecanismo de ação, observou-se atividade virucida da fração AQ PPT FR 4-5. Estes resultados são muito importantes, pois, de acordo com a literatura, ainda não foram relatados compostos com atividade virucida úteis clinicamente para o tratamento de infecções por HSV-1. Conclui-se, portanto, que Baccharis anomala possui potente atividade antiviral contra o vírus HSV-1 e é promissora para estudos posteriores que visem ao isolamento, identificação e estudo do mecanismo de ação antiviral de compostos ativos da espécie, considerando a emergência de cepas resistentes e a necessidade de compostos com novos mecanismos de ação.
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Os testes de prospecção de constituintes químicos indicaram a presença de taninos, catequinas e saponinas no extrato aquoso da espécie. Através da análise cromatográfica foi possível detectar a presença de compostos fenólicos, utilizando-se coloração com cloreto férrico e reagente natural. Em relação à atividade antiviral, a fração ativa denominada AQ PPT FR 4-5 apresentou pronunciada atividade antiviral, inibindo a replicação viral em 100 % nas concentrações de 1,25, 0,625, 0,312 e 0,156 mg/mL, contra as cepas ATCC-VR733 e Aciclovir-resistente 29-R do HSV-1. Em relação ao mecanismo de ação, observou-se atividade virucida da fração AQ PPT FR 4-5. Estes resultados são muito importantes, pois, de acordo com a literatura, ainda não foram relatados compostos com atividade virucida úteis clinicamente para o tratamento de infecções por HSV-1. Conclui-se, portanto, que Baccharis anomala possui potente atividade antiviral contra o vírus HSV-1 e é promissora para estudos posteriores que visem ao isolamento, identificação e estudo do mecanismo de ação antiviral de compostos ativos da espécie, considerando a emergência de cepas resistentes e a necessidade de compostos com novos mecanismos de ação.Common occurrences of severe viral infections, emergence of resistant strains and a limited number of available antiviral chemotherapeutics show the need to search for new active substances as antiviral. Many compounds derived from plants are candidates for the study of their potential in systemic therapy and/or prophylaxis of herpes simplex virus type 1 (HSV-1). Among the plants with antiviral activity, those from the genus Baccharis are remarkable. The main objective of the work was the study of the chemical composition and evaluation of the antiviral activity of extracts from Baccharis anomala D.C., using bioactivity guided fractionation. Through precipitation with ethanol and fractionation by molecular permeation it was achieved the separation of the active chemical constituents against HSV-1 virus in the aqueous extract of Baccharis anomala. Phytochemical tests indicated the presence of tannins, catechins and saponins in the aqueous extract. By thin layer chromatography it was detected the presence of phenolic compounds using ferric chloride and natural reagent. Concerning the antiviral activity, the active fraction named AQ PPT FR 4-5 showed pronounced antiviral activity, represented by 100 % inhibition of viral replication at concentrations of 1.25, 0.625, 0.312 and 0.156 mg/mL, against the strains ATCC-VR733 and Acyclovir-resistant 29-R of HSV-1 virus. Regarding the mechanism of action, virucidal activity on the fraction AQ PPT FR 4-5 was detected, which is also very important because, as far as we know, compounds with virucidal activity for clinical use in the treatment of HSV-1 infections were not reported yet. In conclusion, Baccharis anomala displayed pronounced antiviral activity against HSV-1 virus and it is promising for further studies aimed to the isolation, identification and mechanism of action of antiviral active compounds of the species, considering the emergence of resistant strains and the need for compounds with new mechanisms of action.application/pdfporBaccharis anomalaAtividade antiviralHerpes simplexAntiviral activityPlantBaccharis anomalaHerpes simplex virusAnálise química e avaliação da atividade antiviral de Baccharis anomala D.C.Chemical analysis and antiviral activity evaluation of Baccharis anomala D.C info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Ciências FarmacêuticasPorto Alegre, BR-RS2009mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000705504.pdf000705504.pdfTexto completoapplication/pdf5070214http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/132767/1/000705504.pdfb1726e5cc11db835cdbd8dec91431f3bMD51TEXT000705504.pdf.txt000705504.pdf.txtExtracted Texttext/plain132969http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/132767/2/000705504.pdf.txt297cb5709084c9b9f1153fb75b223352MD52THUMBNAIL000705504.pdf.jpg000705504.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1069http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/132767/3/000705504.pdf.jpgc08993d5ae4c3ff873612a04a6204a89MD5310183/1327672018-10-26 09:43:41.936oai:www.lume.ufrgs.br:10183/132767Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532018-10-26T12:43:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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