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Vozes do Sul : Interseccionalidade e formação docente de mulheres negras em Bagé-RS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Alves, Mélanie De Quadro Soares
Orientador(a): Machado, Maria Goreti Farias
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/293120
Resumo: A presente dissertação analisou de que modo a políticas de formação docente influenciam as interseccionalidades (raça, gênero, classe e território) e trajetórias profissionais de professoras negras na cidade de Bagé/RS. Os objetivos da pesquisa foram: (a) identificar obstáculos ao acesso e à permanência no ensino superior; (b) analisar os desafios enfrentados por essas profissionais após a formação acadêmica. Para tanto, adotou-se uma abordagem metodológica mista, qualitativa e quantitativa, incluindo análises de microdados do Censo da Educação Superior (2010-2024), documentação histórica e entrevistas realizadas com três docentes negras bageenses. Os resultados indicam que: (1) Há uma sub-representação contínua dessas mulheres nos cursos de licenciatura na região, com percentual variando entre 8,2% e 11% em 2023; (2) A evasão é significativa: na UNIPAMPA-Bagé, por exemplo, enquanto em 2019 cerca de 89,6% das concluintes eram brancas, apenas 4,1% eram negras; (3) As barreiras interseccionais incluem racismo estrutural — evidenciado por microagressões, invisibilidade e segregação— além da sobrecarga laboral e da ausência de políticas específicas para promover a permanência; (4) Como estratégias de resistência destacam-se ações voltadas à valorização da cultura afro-brasileira nas práticas pedagógicas e o apelo por formações antirracistas. Conclui-se que as desigualdades existentes são estruturais e requerem intervenções direcionadas: revisão das categorias raciais empregadas nos censos educacionais, implementação de programas de mentoria voltados às estudantes negras e inclusão no currículo escolar de figuras locais relevantes como Mãe Luciana.
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