A COVID-19 no frigorífico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Beck, Luiza
Orientador(a): Segata, Jean, Lewgoy, Bernardo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/257969
Resumo: Os trabalhadores de frigoríficos foram uma das populações mais atingidas pela pandemia de covid-19, fenômeno observado em várias partes do Brasil e do mundo. Através de metodologia qualitativa, utilizando algumas estratégias próprias da etnografia, este trabalho explora alguns dos motivos associados à taxas tão altas de contágio nesses espaços e procura entender como os trabalhadores do setor da carne no Rio Grande do Sul lidaram com a emergência da pandemia em suas rotinas, percepções e afetos. Tomando a indústria da carne como parte da cadeia produtiva moderna de alimentos, reflito sobre como esse modelo produtivo, ainda que se pretenda o mais racional, técnico e eficiente possível, depende de uma série de “terceirizações” de custos - ambientais, sociais, políticos - que sustentam essas produções: o adoecimento em massa dos funcionários do setor, por exemplo, é um custo social e humano que fica a cargo dos próprios trabalhadores e da previdência social assumir. Discuto alguns dos mecanismos de superexploração da mão de obra e de intensificação do trabalho atuando no setor da carne, e entendo a organização do trabalho nesses espaços como propícia para uma série de adoecimentos, aos quais a covid aparece como mais um risco ocupacional. Por fim, exploro como os trabalhadores de frigoríficos encontram uma multiplicidade de maneiras de cuidar uns dos outros, tornando suas rotinas um pouco mais seguras, um pouco mais confortáveis, mesmo em meio ao cenário muitas vezes desolador imposto pela pandemia.
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