O que é uma autora ? autoficção e performatividade nas escritas da arte de Chris Kraus e Dora Longo Bahia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silva, Taís Cardoso da
Orientador(a): Santos, Alexandre Ricardo dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/271097
Resumo: Nessa pesquisa investigo a ideia do apagamento dos caracteres individuais do autor, elucidada por Michel Foucault em O que é um autor?, à luz de suas possíveis especificidades quando se trata de uma autora mulher. Partindo da crise das narrativas na história e crítica de arte que se fortalece nos anos 1990, chego nos conceitos-base de minha análise, a ideia de autoficção de Diana Klinger– que contempla o retorno do autor pós morte do autor e pós critica filosófica do sujeito – e a de performatividade de Judith Butler– que delimita o gênero não como algo essencial mas sim como uma imitação persistente que passa-se como real. Como estudos de caso, exploro duas obras publicadas entre o final do século XX e o início do século XXI, momento em que identifico um aumento do compartilhamento da vida privada na esfera pública: I Love Dick (1997/2006), da norte-americana Chris Kraus, e Marcelo do Campo (1969- 1975) (2006) da paulistana Dora Longo Bahia. Por fim, analiso como cada autora à sua maneira, estabelece uma nova relação com a própria biografia e a partir dela cria uma obra de ficção.
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